No Dia da Amazônia Azul, Marinha reforça a importância do mar para os brasileiros
Confira o vídeo da campanha "O Mar está em tudo"
A Marinha do Brasil (MB) celebra, neste domingo (16), o Dia da Amazônia Azul. Essa enorme faixa de mar nacional, onde são produzidos mais de 97% do petróleo, 85% do gás natural e trafegam 95% do comércio exterior, serviu de inspiração para a nova campanha publicitária da Força, por meio do Centro de Comunicação Estratégica da Marinha (CCEM), que convida a população a refletir sobre a importância das águas brasileiras, sob o lema: “o mar está em tudo”.
Foram divulgadas peças publicitárias, como posts estáticos, vídeo, cortes de videocast e hotsite que retratam a Amazônia Azul em todas as suas vertentes: econômica, científica, ambiental e de soberania. A campanha busca ampliar a cultura oceânica brasileira e valorizar a faixa marítima que cobre 5,7 milhões de quilômetros quadrados, dos quais cerca de 160 mil correspondem ao mar territorial e mais de 3,4 milhões de quilômetros quadrados integram a Zona Econômica Exclusiva. Somado a isso, a Plataforma Continental estendida, faixa do fundo oceânico além das 200 milhas náuticas, representa 2,1 milhões de quilômetros quadrados.
"Quando a gente conhece a importância de algo, é mais fácil nos responsabilizarmos por isto. Com essa campanha, queremos que nossos compatriotas, especialmente os jovens, independente da região onde morem, tenham orgulho do mar brasileiro e cuidem desse ativo tão importante. Esse orgulho, que faz o País também entender o papel da MB no cuidado com a Amazônia Azul, é despertado na medida em que entendemos que tudo o que nos cerca está no mar ou depende dele por completo, em toda sua tridimensionalidade (subsolo, faixa de água e também na superfície)”, afirmou o Diretor do CCEM, Contra-Almirante Alexandre Taumaturgo Pavoni.
Segundo a Diretoria-Geral de Navegação da MB, a atual contribuição do oceano para a economia nacional já soma um valor agregado superior a R$ 1,74 trilhão. Isso porque, além dos números já citados, retira-se dos mares 45% do pescado consumido no País. Na plataforma continental brasileira, também estão instalados cabos submarinos que transmitem mais de 95% dos dados de internet, interligando o Brasil com o mundo.
Além disso, o subsolo marinho dispõe de grande quantidade de nódulos polimetálicos a serem explorados de forma sustentável, compostos principalmente por manganês e ferro, além de outros elementos estratégicos, como cobalto, níquel, cobre e carbonato de cálcio.
O Anuário Estatístico Portuário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) aponta que as atividades relacionadas à Economia do Mar, vinculadas ao setor de portos, geram mais de um milhão de empregos e movimentaram 1,2 bilhão de toneladas de diversos produtos, como soja, milho, minério de ferro e fertilizantes. Desse total, 73 milhões de toneladas foram transportadas por vias de navegação interiores.
Setores econômicos consolidados, como o agronegócio, responsável por empregar milhões de pessoas e contribuir significativamente para a balança comercial do País, têm sua importância amplamente reconhecida. No entanto, o que muitos desconhecem é que mais de 20 milhões de brasileiros, inclusive aqueles que atuam no campo, desenvolvem atividades ligadas, direta ou indiretamente, ao mar.
Pode-se dizer, então, que a economia brasileira tem cor, e essa cor é azul. Nesse contexto, a MB cunhou o termo em 2004, com o objetivo de despertar na opinião pública a percepção da importância das áreas marítimas sob jurisdição brasileira, que são vastas, ricas em biodiversidade e recursos naturais, além de ambientalmente relevantes e tão vulneráveis quanto a Floresta Amazônica, cuja relevância já era amplamente reconhecida pela sociedade.
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