IEAPM atua como ICT líder no combate à poluição por óleo no litoral brasileiro

 

A Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM), por meio do Laboratório de Geoquímica Ambiental Forense do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), Instituição de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICT) subordinada ao Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro (CTMRJ), informa que as amostras de fragmentos de óleo, identificadas recentemente em determinadas áreas do litoral da região Nordeste do Brasil, referem-se a material de origem similar ao do óleo detectado em 2019, na costa brasileira.

Com base na análise geoquímica do IEAPM, concluiu-se que o ressurgimento das manchas decorreu provavelmente do desprendimento de resíduos que se encontravam no assoalho oceânico próximo à linha de costa. A liberação desse material pode ter ocorrido também a partir de costões, manguezais ou sedimentos arenosos de praias, em profundidade, causada por condições de mar agitado, correntes, marés e ventos de forte intensidade, conforme revelou o monitoramento ambiental efetuado naquela região nos últimos dias.
 

 

As instituições nacionais ligadas às ciências do mar reconhecem a complexidade do tema e a conveniência de se aprimorar a vigilância marítima e o monitoramento contínuo sobre as águas jurisdicionais brasileiras e seus ecossistemas marinhos, permitindo a evolução de emergências ambientais para um planejamento científico mais abrangente e duradouro.

Desde 02 de setembro de 2019, a MB realiza ações de contenção e neutralização dos efeitos danosos à natureza, provocados pelo derramamento de óleo que atingiu a costa brasileira no último ano. Para tal, mantém vigilância rotineira das praias litorâneas, em estreita coordenação com a comunidade científica marítima, visando à mitigação dos impactos sobre as riquezas existentes na Amazônia Azul.

O IEAPM constitui-se na ICT líder nesse processo no âmbito do Sistema de CT&I da MB (SCTMB). Em coordenação com a academia, instituições e atores afins, contribui para a ampliação das áreas estratégicas de conhecimento, em benefício da preservação do meio ambiente marinho e do desenvolvimento socioeconômico do País.