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CAPÍTULO 3 - CONCEITO ESTRATÉGICO MARÍTIMO-NAVAL
a) Controle na massa líquida submarina. Nesse sentido,
o aprimoramento da capacidade de emprego
Uma defesa proativa requer uma capacidade efetiva conjunto de aeronaves com a Força Aérea Brasileira,
de monitoramento e o respectivo controle dos complementando as aeronaves embarcadas em
espaços marítimos críticos, independentemente navios de superfície, avulta de importância.
da configuração e do inventário de meios que se
disponha para a defesa de infraestruturas e demais Em áreas mais distantes do litoral, um Navio com
ativos marítimos estratégicos. capacidade de Controle de Área Marítima (NCAM),
capaz de operar com aeronaves de asa fixa, rotativa
Dessa forma, o esforço defensivo deve ser e/ou remotamente pilotadas, atua basicamente
intensificado nas áreas marítimas contíguas às como plataforma de controle de área marítima, com
zonas produtivas, por intermédio de sensores ativos, foco na defesa de forças navais contra ameaças de
como veículos aéreos, marítimos ou subaquáticos, superfície, aéreas e submarinas. Deve dispor ainda
não tripulados, remotamente controlados, e de de capacidade de projeção de poder, para apoio a
sistemas colaborativos de monitoramento nas operações anfíbias e forças expedicionárias.
áreas mais distantes.
Também foi demonstrado que os submarinos
b) Proteção convencionais com propulsão nuclear são meios
de elevada proatividade para a defesa de nossas
Um segundo gradiente complementa naturalmente águas jurisdicionais, sobretudo pelo seu aspecto
o primeiro requisito e deve ser concatenado por dissuasório.
uma estrutura de comando ágil. Nesse pensamento
sistêmico, as peças defensivas dispostas na Assim, uma menor proatividade em áreas
Amazônia Azul incluem as características que lhes mais amplas, consubstanciada por sistemas
são intrínsecas no seu modo clássico de operação, colaborativos existentes e informações de
a natureza colaborativa e pelo resultado sinérgico inteligência operacional, poderia ser compensada
para a defesa integralizada de interesses marítimos por um maior esforço de controle e proteção nas
de alto valor. áreas circunvizinhas às unidades produtivas. Nessa
forma focada de aplicação de esforço, existe uma
Em linhas gerais, de acordo com o gradiente de estrutura de comando dedicada a tal sistema
esforço para atendimento ao requisito de proteção, defensivo que estabelece protocolos para elevar os
devem ser conjugadas adequadamente as níveis de alarme de forma tempestiva.
características do Poder Naval, a fim de possibilitar
uma maior presença naval nas proximidades O primeiro gradiente, relacionado ao requisito
de áreas críticas e maior mobilidade em áreas de controle, deverá buscar a maior consciência
mais distantes. Dessa forma, a capacidade de situacional possível, consolidada pela ativação
deslocamento rápido para uma determinada área, do SisGAAz que, sincronizado com os meios de
com o intuito de agir no tempo oportuno, poderia proteção na área a defender, conformará o segundo
contrabalançar, por exemplo, a exiguidade de meios gradiente, relacionado ao requisito de proteção.
disponíveis para exercer ação de presença em
uma área mais longínqua. Por outro lado, sistemas 3.6 – DEFESA MARÍTIMA DE AMPLO ESPECTRO
de defesa posicionados nos pontos próximos às
infraestruturas críticas reduzem a necessidade de Interesses marítimos e fluviais de alto valor
pronto deslocamento de meios, tanto no ambiente estratégico impõem uma estratégia defensiva
aeroespacial como na superfície marítima ou proativa, que antecede o deflagrar dos conflitos
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