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CAPÍTULO 3 - CONCEITO ESTRATÉGICO MARÍTIMO-NAVAL
3.1 – INTRODUÇÃO Na conjuntura atual brasileira, cabe ressaltar que
as atividades extrativistas na Amazônia Azul,
Como forma de orientação das ações estratégicas materializadas por uma produção oceânica alicerçada
navais formuladas neste plano, foi elaborado na implementação de infraestruturas críticas, têm
um conceito estratégico marítimo-naval que evocado a necessidade de desenvolvimento de um
fornecerá elementos para a atualização da DMN7, novo paradigma associado à defesa de interesses
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do Planejamento de Forças e dos planos setoriais marítimos na doutrina naval brasileira, o Combate
decorrentes. pelo Mar.
Neste capítulo, deve ser considerada a estratégia Este conceito estratégico marítimo-naval deve
numa acepção predominantemente militar, como arte privilegiar tanto a interoperabilidade — capacidade de
ou ciência de emprego do poder em prol de objetivos forças militares nacionais operarem, efetivamente,
políticos, enfrentando óbices e antagonismos de de acordo com a estrutura de comando estabelecida
toda ordem, não restritos àqueles de caráter estatal. – quanto a capacidade de conduzir operações
interagências, que integram as Forças Armadas e
Vale retomar comentários sobre o fenômeno outros órgãos com a finalidade de conciliar interesses
da “territorialização” do mar, a propósito, não e coordenar esforços, o que se revela crucial nas
amparado pela CNUDM III, na medida em que as vastas porções marítimas e fluviais brasileiras. Nesse
funções modernas de pesquisa e explotação do sentido, devemos enfatizar o desenvolvimento da
Poder Marítimo, vistas no capítulo inicial, levaram capacidade de condução de ações conjuntas, dada
a humanidade a buscar usufruir dos espaços a complexidade dos desafios no setor de Defesa e
marítimos que, ao se tornarem valiosas fontes de a necessidade de emprego racional de recursos
recursos econômicos, assumem valor intrínseco, militares, na consecução dos objetivos nacionais.
o qual transcende o clássico direito de passagem
correspondente à função intercomunicadora. Dessa forma, este capítulo tem o propósito de
apresentar um conceito estratégico marítimo-naval
Nesse sentido, na modernidade, além dos Combates que oriente uma postura dissuasória e proativa
no Mar, em função de objetivos políticos orientados da força no mar e nas águas interiores, em defesa
pelo continente, também têm lugar os Combates permanente dos interesses nacionais.
pelo Mar, em virtude de todos os recursos que pode
oferecer.
Navio da MB patrulhando as águas próximas da Baía de Guanabara - Rio de Janeiro
7 Na versão 2017, A Doutrina Básica da Marinha passou a ser denominada Doutrina Militar Naval.
8 Em termos científicos, um paradigma consiste em um modelo de pensamento estruturado não redutível, amplamente aceito na área de estudo a
que pertence.
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