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O Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico”, ori-
                                                                    ginalmente chamado de HMS “Ocean”, pela Mari-
                                                                    nha Real Britânica, foi construído em meados dos
                                                                    anos 90. Com 203 metros de comprimento, tem ca-
                                                                    pacidade para operar até sete aeronaves simulta-
                                                                    neamente, transportar até 12 em seu hangar, além
                                                                    de tropas com até 800 Fuzileiros Navais. O NAM
                                                                    “Altântico” foi comprado pela Marinha do Brasil em
                                                                    fevereiro de 2018, sendo comissionado em junho
                                                                    de 2018. No início era chamado de Porta-Helicóp-
                                                                    teros Multipropósito (PHM) “Atlântico”, mas, em 12
                                                                    de novembro de 2020, por meio da Portaria nº 328/
                                                                    MB, do Comandante da Marinha, teve a sua deno-
                                                                    minação alterada para Navio-Aeródromo Multipro-
                                                                    pósito "Atlântico" (NAM). Tal alteração deve-se à
                        A operação contou com a participação do 2º Esquadrão   possibilidade de operar do convoo com aeronaves
                          de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2), da Marinha
                                                                    remotamente pilotadas, bem como com aeronaves
                                                                    turbohélice de pouso vertical.

               “Esse  adestramento  permitiu  que  a  Força  Aérea  e  o
            Exército pudessem dispor dos meios da Marinha, princi-
            palmente do NAM “Atlântico”, e utilizá-lo dentro da nossa
            Amazônia Azul”, afirmou o Capitão-Tenente Felippe Cami-
            lo Gomes Ferreira Paiva – piloto do Esquadrão HU-2 da   Representando a FAB, o piloto do Esquadrão PUMA Pri-
            Marinha.                                             meiro-Tenente Felype Henryque de Oliveira disse que partici-
               Para o Capitão Eneas Fick Junior, piloto do 1º Batalhão   par do exercício foi um privilégio. "Principalmente pelo ganho
            de Aviação do Exército, “a qualificação foi muito importan-  profissional e operacional. E, com certeza, para a Força Aé-
            te para a capacidade da aviação do Exército. Como a nos-  rea também será de grande valia para as nossas atividades”.
            sa Força atua basicamente no meio terrestre, a aviação do   Paralelamente, foram realizadas ações conjuntas de
            Exército tem como finalidade realizar o apoio à tropa que   infiltração e retirada (terrestres e aquáticas) de equipes
            está na superfície. Neste caso específico, é a primeira vez   de operações especiais das três Forças, com emprego de
            que realizamos o pouso a bordo do NAM 'Atlântico'".  helicópteros  da  MB,  do  EB  e  da  FAB,  partindo  do  NAM


                                                            Ministro da Defesa, Comandante da Marinha e autoridades a bordo do NAM “Atlântico”


































            CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA                                                           17
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