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Remoção e destruição de minas terrestres

            essa trazem, ainda, inequívocos ga-  organizações. A MB tem ainda milita-  OEA e JID, iniciaram-se em 1993 em
            nhos profissionais, ao manter nosso  res destacados no “Centro de Entre-  Honduras, alcançando ainda Costa
            pessoal em contato com a evolução  namiento Anfibio” da Marinha colom-  Rica, Equador, Guatemala, Nicarágua,
            tecnológica e doutrinária nas ações  biana,  atuando  na  capacitação  dos  Peru e Suriname, além da própria Co-
            de remoção e destruição  de  minas  fuzileiros  navais  daquele  país  para  lômbia, sempre com  a participação
            terrestres  e  artefatos  improvisados.  essa atividade.            de fuzileiros navais da MB e militares
            Elas contribuem para o desempenho    Para o Capitão-Tenente (Fuzileiro  do  EB,  todos  especializados  em  en-
            de nossa tropa em  outros cenários  Naval) Vinícius Araújo, que atua como  genharia de combate, atividade que
            em  que  essa  capacitação  seja  rele-  Monitor do GMI-CO desde agosto de  tem em seu escopo a remoção e des-
            vante”, afirmou.                  2021, as ações do GMI-CO são funda-  truição de minas terrestres e outros
               O GMI-CO contribui para os es-  mentais para a geração de capacida-  artefatos explosivos.
            forços  da  comunidade  internacional  de e o asseguramento de qualidade.   No campo da desminagem huma-
            de  financiamento,  apoio  logístico  e  “Compartilhamos a responsabilidade  nitária, os fuzileiros navais brasileiros
            assessoria técnica para a destruição  de atestar quem, militar ou civil, está  tiveram  também  atuação  destacada
            de minas terrestres antipessoais, ar-  em condições de ser credenciado nas  nas Operações de Paz em Angola, de
            tefatos explosivos improvisados e  diversas funções dentro da desmina-  1993 a 1995, sob a égide das Nações
            munições falhadas, remanescentes  gem humanitária”, destacou.       Unidas. No total dessas missões na
            em  solo colombiano após  mais de    As ações de desminagem huma-   África e nas Américas, a MB já enviou
            cinquenta anos de conflitos internos.  nitária  pós-conflitos  no  continente  cerca de 300 oficiais e praças, enge-
            Desde 2006, o Grupo atuou princi-  americano, com  a coordenação da  nheiros de combate
            palmente na capacitação de pessoal
            militar colombiano para a atividade
            de desminagem no contexto humani-
            tário, não de combate.
               De  2008  até  2016,  o  papel  do
            GMI-CO foi monitorar diretamente as
            ações  de  desminagem  humanitária,
            tanto  nas  áreas  com  minas  indus-
            trializadas que haviam sido lançadas
            pelas  Forças  Armadas  colombianas
            para  sua  proteção,  como  nas  áreas
            com minas e artefatos improvisados
            lançados por grupos guerrilheiros.
               O GMI-CO já participou diretamen-
            te na certificação de 8 mil profissio-
            nais militares e civis, ao longo dos
            seus 16 anos de atuação. Por força
            dos acordos de paz, o pessoal do
            GMI-CO atua na certificação das or-
            ganizações civis em unifornes do pro-
            grama da OEA, como na foto acima.
               Além dos militares do GMI-CO, a
            MB e o EB enviam oficiais e praças
            especializados para atuar como as-
            sessores e instrutores junto a essas


               CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA                                                        15
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