Page 15 - Revista Nomar
P. 15
Remoção e destruição de minas terrestres
essa trazem, ainda, inequívocos ga- organizações. A MB tem ainda milita- OEA e JID, iniciaram-se em 1993 em
nhos profissionais, ao manter nosso res destacados no “Centro de Entre- Honduras, alcançando ainda Costa
pessoal em contato com a evolução namiento Anfibio” da Marinha colom- Rica, Equador, Guatemala, Nicarágua,
tecnológica e doutrinária nas ações biana, atuando na capacitação dos Peru e Suriname, além da própria Co-
de remoção e destruição de minas fuzileiros navais daquele país para lômbia, sempre com a participação
terrestres e artefatos improvisados. essa atividade. de fuzileiros navais da MB e militares
Elas contribuem para o desempenho Para o Capitão-Tenente (Fuzileiro do EB, todos especializados em en-
de nossa tropa em outros cenários Naval) Vinícius Araújo, que atua como genharia de combate, atividade que
em que essa capacitação seja rele- Monitor do GMI-CO desde agosto de tem em seu escopo a remoção e des-
vante”, afirmou. 2021, as ações do GMI-CO são funda- truição de minas terrestres e outros
O GMI-CO contribui para os es- mentais para a geração de capacida- artefatos explosivos.
forços da comunidade internacional de e o asseguramento de qualidade. No campo da desminagem huma-
de financiamento, apoio logístico e “Compartilhamos a responsabilidade nitária, os fuzileiros navais brasileiros
assessoria técnica para a destruição de atestar quem, militar ou civil, está tiveram também atuação destacada
de minas terrestres antipessoais, ar- em condições de ser credenciado nas nas Operações de Paz em Angola, de
tefatos explosivos improvisados e diversas funções dentro da desmina- 1993 a 1995, sob a égide das Nações
munições falhadas, remanescentes gem humanitária”, destacou. Unidas. No total dessas missões na
em solo colombiano após mais de As ações de desminagem huma- África e nas Américas, a MB já enviou
cinquenta anos de conflitos internos. nitária pós-conflitos no continente cerca de 300 oficiais e praças, enge-
Desde 2006, o Grupo atuou princi- americano, com a coordenação da nheiros de combate
palmente na capacitação de pessoal
militar colombiano para a atividade
de desminagem no contexto humani-
tário, não de combate.
De 2008 até 2016, o papel do
GMI-CO foi monitorar diretamente as
ações de desminagem humanitária,
tanto nas áreas com minas indus-
trializadas que haviam sido lançadas
pelas Forças Armadas colombianas
para sua proteção, como nas áreas
com minas e artefatos improvisados
lançados por grupos guerrilheiros.
O GMI-CO já participou diretamen-
te na certificação de 8 mil profissio-
nais militares e civis, ao longo dos
seus 16 anos de atuação. Por força
dos acordos de paz, o pessoal do
GMI-CO atua na certificação das or-
ganizações civis em unifornes do pro-
grama da OEA, como na foto acima.
Além dos militares do GMI-CO, a
MB e o EB enviam oficiais e praças
especializados para atuar como as-
sessores e instrutores junto a essas
CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA 15

