Page 16 - Revista Nomar
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CAPA
Bicentenário da Esquadra
brasileira: da consolidação
da Independência à defesa da
Amazônia Azul
Cerimônia militar e religiosa estão entre as comemorações dos 200 anos de
criação
Por: Agência Marinha de Notícias
Fotos: Suboficial-AV-RV Evandro Santana Boaventura e Acervo Marinha do Brasil
O Brasil comemorou a data Silva, nesse processo de conso- da Esquadra brasileira em 1822.
histórica de criação da sua Es- lidação territorial, fazia-se ne- A ausência de estradas ampliava
quadra. Foi em 10 de novembro cessária a criação de uma estru- o papel estratégico das comuni-
de 1822 que o Pavilhão Nacional tura para combater diretamente cações marítimas para garantir o
foi içado pela primeira vez em um a ação dos revoltosos. “O mais transporte de tropas, a defesa do
navio de guerra brasileiro, a Nau importante ministro da época, comércio internacional, a proje-
“Martim de Freitas”, posterior- José Bonifácio, entendeu que a ção de poder do governo central
mente rebatizada de Nau “D. Pe- criação de uma Esquadra forte, e a pacificação, assegurando as
dro I”, o primeiro navio capitânia ou seja, a instituição de um poder dimensões continentais brasilei-
da nossa Esquadra. Foi em meio naval nacional, seria a condição ras”, reforça a docente.
às diversas oposições portugue- indispensável para que o Brasil
sas que nascia a hoje conhecida pudesse fazer frente a qualquer A Esquadra nos dias de hoje
Esquadra brasileira, a qual visava tentativa militar de retomada do Dois séculos se passaram e,
combater, naquele momento, as controle por parte dos portugue- desde então, a Esquadra brasileira
forças navais contrárias ao pro- ses naquele momento”. permanece com o mesmo espírito
cesso de independência. Para co- Ainda sobre esse período, a de defesa da Pátria e de unicida-
memorar a data, foram realizadas doutoranda em história, política de territorial. Além de toda a parte
uma cerimônia religiosa na Igreja e bens culturais da Fundação material da Força Naval, ressalta-
da Candelária, no centro do Rio Getúlio Vargas (FGV), professo- -se a importância do pessoal en-
de Janeiro (RJ) e outra militar, a ra Jéssica de Freitas e Gonzaga volvido, conforme salienta o Co-
bordo do Navio Aeródromo Multi- da Silva, reforça também que era mandante em Chefe da Esquadra,
propósito “Atlântico”, atual capi- estratégico possuir uma esqua- o então Vice-Almirante Arthur
tânia da Esquadra. dra atuante, uma vez que não Fernando Bettega Corrêa. “O capi-
Conforme afirma o chefe do dispúnhamos de estradas na- tal humano é imprescindível para
Departamento de História Maríti- quele período. “A defesa da so- o pleno cumprimento das missões
ma e Naval da Diretoria do Patri- berania do recém-independente e é o nosso maior patrimônio. A
mônio Histórico e Documentação Império do Brasil e a preserva- Esquadra de hoje é composta por
da Marinha (DPHDM), Capitão de ção da integridade do território homens e mulheres que vibram e
Fragata Carlos André Lopes da justificaram a criação imediata se esmeram diariamente no exer-
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