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ESPECIAL
Marinha do Brasil chefia equipe em
apoio à desminagem na Colômbia
Participação no grupo faz parte da adesão do Brasil à Convenção de Ottawa
Por: Agência Marinha de Notícias
Imagens: MN-RC Moisés de Sousa Alves, Acervo da Marinha e Junta Interamericana de Defesa
minas antipessoais, artefatos explo-
sivos improvisados e munição falha-
da em seu território e, consequente-
mente, maior quantidade de vítimas.
O Grupo de Monitoramento da Des-
minagem na Colômbia
Em 2006, foi criado o Grupo de
Monitores Interamericanos da Missão
de Assistência da Organização dos
Estados Americanos ao Plano Na-
cional de Desminagem da Colômbia
(GMI-CO), sob a coordenação da Jun-
ta Interamericana de Defesa (JID). E
desde o dia 17 de novembro de 2022,
a Marinha do Brasil está à frente da
chefia do GMI-CO. O cargo foi assu-
mido pelo Capitão de Mar e Guerra
(Fuzileiro Naval) Leonel Mariano da
Silva Júnior, passado pelo Coronel de
Engenharia Cleber Machado Arruda,
do Exército Brasileiro, em cerimônia
realizada nas instalações da Organi-
Princesa Diana visita o então Capitão de Corveta Rui no hospital nos EUA zação dos Estados Americanos (OEA)
em Bogotá, Colômbia.
De acordo com o Capitão de Mar
O ano era 1997 quando um oficial Armazenamento, Produção e Transfe- e Guerra Leonel, chefe do GMI-CO até
da Marinha do Brasil (MB) – o então rência de Minas Antipessoal e sobre novembro de 2024 – o sexto oficial
Capitão de Corveta (Fuzileiro Naval) sua Destruição”, também conhecida Fuzileiro Naval nessa função, e que
Rui Xavier da Silva, que estava in- como Convenção de Ottawa, firmada atuou também na desminagem da
ternado em um hospital nos Estados naquela cidade canadense em 1997. fronteira entre Nicarágua e Hondu-
Unidos da América, foi visitado pela Desde então, ela já foi adotada por ras, de 2001 a 2003 – a participação
princesa Diana. O motivo foi a am- mais de 160 países, como parte dos brasileira neste tipo de missão traz
putação do pé direito, por ter pisado esforços da comunidade internacio- o retorno humanitário e no apoio ao
em uma mina em Honduras, fronteira nal para reduzir os danos remanes- desenvolvimento colombiano, mas
com a Nicarágua, durante uma mis- centes às populações, decorrentes de vai além, ao reforçar a integração e
são para remoção de minas na Améri- conflitos armados. solidariedade do Brasil para com as
ca Central. Naquele período, a prince- Entretanto, segundo dados da Or- nações amigas.
sa estava em uma campanha mundial ganização das Nações Unidas (ONU), “Os militares do Grupo prestam
sobre os esforços para a remoção e após 20 anos de constante queda, o apoio fundamental para se obter
destruição de minas terrestres. número de vítimas de minas no mun- uma terra livre da suspeita de mi-
No dia 3 de dezembro, completou do voltou a aumentar desde 2017. nas, permitindo o desenvolvimento
25 anos desde que o Brasil assinou a Segundo a ONU, a Colômbia é um dos sócio-econômico e a segurança das
“Convenção sobre a Proibição do Uso, países com a maior contaminação de populações afetadas. Missões como
14 NOMAR | OUTUBRO A DEZEMBRO 2022 | Nº 952

