Page 740 - Livro - Economia Azul
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e isca (FAO, 2022). Neste equipamento, dade neutra, tal aparato é desprendido (ou Nessas embarcações há um pequeno mento e recolhimento do espinhel em um
uma sequência horizontal ou vertical de desenrolado) durante o processo de lan- guincho com roldana que auxilia o lança- de seus extremos.
anzóis são presos a uma linha de multifi- çamento do espinhel (UHRIN et al., 2020).
lamento (geralmente de poliamida ou po- É utilizado com mais frequência em áreas Figura 4. Pesca passiva com a utilização de Espinhel de deriva (acima) e
liéster) suspensa por boias e submersa por oceânicas, mas é também usado nas Zonas espinhel de fundo (abaixo), boias e anzóis evidenciados
pesos de chumbo, mantendo a flutuabili- Econômicas Exclusivas (FAO, 2022).
Tabela 1. Artes de pesca, frequência de registros, esforço de pesca aparente (horas)
mínimo, máximo, médio, desvio padrão (DP), soma para os registros gerados pelo
PREPS e número de embarcações para as diferentes frotas industriais brasileiras
Artes de pesca N Mínimo Máximo Média DP Soma Embarcações
Arrasto de portas 107.047 0,000001 164,6 6,62 9,12 708.355 361
Corso 153 0,000009 21,84 4,96 5,24 759 3
Espinhel de deriva 79.194 0,000001 38,8 2,85 3,53 225.444 68
Linha de mão 15.314 0,000001 42,03 5,23 5,97 80.144 43
Espinhel de fundo 34.848 0,000001 119,31 6,78 8,49 236.384 71
Rede de emalhar de fundo 406 0,000001 26,47 4,05 4,92 1.643 5
Rede de emalhar de superfície 58 0,000573 23,82 6,97 7,08 404 1
Rede de cerco 3.057 0,000001 30,36 3,44 4,21 10.514 40
Vara isca viva 4.481 0,000001 34,49 4,52 5,05 20.258 5
Total 244.558 1.283.905 597 Fonte: Cochrane, 2005
Fonte: Elaborado pelos autores, baseado na Global Fishing Watch (2022}
O espinhel pelágico de deriva é utiliza- e utilizados em diferentes profundidades Figura 5. Ilustração de uma embarcação de espinhel de deriva
do direcionado a espécies de peixes pe- (GARCÍA-BARCELONA et al., 2016; UHRIN
lágicos. As espécies mais frequentes nas et al., 2020). A interpolação dos registros
capturas no Atlântico Ocidental são os gerados para o esforço aparente de pesca
atuns albacora-laje (Thunnus albacares), do PREPS, para a frota brasileira que opera
albacora-bandolim (Thunnus obesus), al- com espinhel de deriva na ZEE brasileira
bacora-branca (Thunnus alalunga) e alba- e região adjacente oceânica internacional,
corinha (Thunnus atlanticus). O espadarte resultou os maiores esforços e frequên-
(Xiphias gladius) é uma espécie importan- cia de embarcações nas áreas da ZEE na
te nas capturas da frota de espinhel, assim região Sul do Brasil, no Rio de Janeiro e
como o tubarão-azul (Prionace glauca) e Espírito Santo, no sul da Bahia, no entro-
algumas espécies do gênero Carcharhinus. no da Ilha de Trindade, na região oceâni-
O agulhão-vela (Istiophorus albicans) e ca no extremo nordeste da ZEE brasileira
agulhão-verde (Tetrapturus pfluegeri) são e região oceânica, nas proximidades do
eventualmente capturados. O dourado Arquipélago de São Pedro e São Paulo e
(Coryphaena hippurus) e a cavala-preta em direção oeste na região oceânica in-
(Acanthocybium solandri) são espécies ternacional (Figura 6). Essa frota represen-
menos frequentes nas capturas. Os anzóis tou 32,4% dos registros das embarcações
podem variar em sua forma e tamanho rastreadas pelo PREPS entre 2013 e 2021. Fonte: Cochrane & Garcia, 2009
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A Exploração Pesqueira na Zona Econômica

