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e isca (FAO, 2022). Neste equipamento,   dade neutra, tal aparato é desprendido (ou   Nessas embarcações há um pequeno   mento e recolhimento do espinhel em um
 uma sequência horizontal ou vertical de   desenrolado) durante o processo de lan-  guincho com roldana que auxilia o lança-  de seus extremos.
 anzóis são presos a uma linha de multifi-  çamento do espinhel (UHRIN et al., 2020).
 lamento (geralmente de poliamida ou po-  É utilizado com mais frequência em áreas   Figura 4. Pesca passiva com a utilização de Espinhel de deriva (acima) e
 liéster) suspensa por boias e submersa por   oceânicas, mas é também usado nas Zonas   espinhel de fundo (abaixo), boias e anzóis evidenciados
 pesos de chumbo, mantendo a flutuabili-  Econômicas Exclusivas (FAO, 2022).

 Tabela 1. Artes de pesca, frequência de registros, esforço de pesca aparente (horas)
 mínimo, máximo, médio, desvio padrão (DP), soma para os registros gerados pelo
 PREPS e número de embarcações para as diferentes frotas industriais brasileiras

 Artes de pesca   N   Mínimo  Máximo  Média   DP   Soma  Embarcações
 Arrasto de portas   107.047   0,000001  164,6   6,62   9,12   708.355   361
 Corso   153   0,000009  21,84   4,96   5,24   759   3
 Espinhel de deriva   79.194   0,000001   38,8   2,85   3,53   225.444   68
 Linha de mão   15.314   0,000001  42,03   5,23   5,97   80.144   43
 Espinhel de fundo   34.848   0,000001  119,31   6,78   8,49   236.384   71
 Rede de emalhar de fundo   406   0,000001  26,47   4,05   4,92   1.643   5
 Rede de emalhar de superfície  58   0,000573  23,82   6,97   7,08   404   1
 Rede de cerco   3.057   0,000001  30,36   3,44   4,21   10.514   40
 Vara isca viva   4.481   0,000001  34,49   4,52   5,05   20.258   5
 Total   244.558                    1.283.905   597                            Fonte: Cochrane, 2005

 Fonte: Elaborado pelos autores, baseado na Global Fishing Watch (2022}
 O espinhel pelágico de deriva é utiliza-  e utilizados em diferentes profundidades   Figura 5. Ilustração de uma embarcação de espinhel de deriva
 do direcionado a espécies de peixes pe-  (GARCÍA-BARCELONA et al., 2016; UHRIN
 lágicos. As espécies mais frequentes nas   et al., 2020). A interpolação dos registros
 capturas no Atlântico Ocidental são os   gerados para o esforço aparente de pesca
 atuns albacora-laje  (Thunnus albacares),   do PREPS, para a frota brasileira que opera
 albacora-bandolim (Thunnus obesus), al-  com espinhel de deriva na ZEE brasileira
 bacora-branca (Thunnus alalunga) e alba-  e região adjacente oceânica internacional,
 corinha (Thunnus atlanticus). O espadarte   resultou os maiores esforços e frequên-
 (Xiphias gladius) é uma espécie importan-  cia de embarcações nas áreas da ZEE na
 te nas capturas da frota de espinhel, assim   região Sul do Brasil, no Rio de Janeiro e
 como o tubarão-azul  (Prionace glauca) e   Espírito Santo, no sul da Bahia, no entro-
 algumas espécies do gênero Carcharhinus.   no da Ilha de Trindade, na região oceâni-
 O agulhão-vela  (Istiophorus albicans) e   ca no extremo nordeste da ZEE brasileira
 agulhão-verde (Tetrapturus pfluegeri) são   e região oceânica,  nas  proximidades do
 eventualmente  capturados.  O  dourado   Arquipélago de São Pedro e São Paulo e
 (Coryphaena hippurus)  e a cavala-preta   em  direção  oeste  na  região  oceânica  in-
 (Acanthocybium  solandri)  são  espécies   ternacional (Figura 6). Essa frota represen-
 menos frequentes nas capturas. Os anzóis   tou 32,4% dos registros das embarcações
 podem variar em sua forma e tamanho   rastreadas pelo PREPS entre 2013 e 2021.  Fonte: Cochrane & Garcia, 2009


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