Page 735 - Livro - Economia Azul
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Quanto à produção pesqueira nacional,   t, seguida pelo grupo de outros peixes,
 Figura 1. A costa e a Zona Econômica Exclusiva Brasileira (ZEE),
 dividida em quatro regiões, incluindo a Ilha de Trindade   segundo de Zamboni et al. (2020), estima-  com 40.168. O bonito-listrado representou
 e o Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP)  -se que atualmente oscile ao redor de 500   30.563 t (Figura 2c). Em relação à produ-
                   mil toneladas anuais, colocando o Brasil   ção de crustáceos, o camarão-sete-barbas
 50 0’0 W     45 0’0 W    40 0’0 W    35 0’0 W    30 0’0 W    25 0’0 W    20 0’0 W
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                   na 33ª posição mundial entre os produ-   (Figura 2d) e o camarão-rosa (Figura 2e)
                   tores de pescados de captura marinha do   foram as espécies mais capturadas, com
                   mundo. Por outro lado, os últimos dados   15.417 t e 10.331 t, respectivamente, re-
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 10 0’0’’N
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 10 0’0’’N  10 0’0’’N  estatísticos detalhados das capturas foram   presentando  45% do  total da  produção
                   publicados pelo Ministério da Pesca e Aqui-  de crustáceos marinhos no Brasil. A lagos-
                   cultura através do Boletim Estatístico de   ta (Figura 2f), uma das principais espécies
 5 0’0’’N  5 0’0’’N  Pesca e Aquicultura em 2011. A partir des-  destinadas à exportação de pescados do
 5 0’0’’N
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                   te ano, não houve continuidade na coleta e   Brasil, representou 12% do total captura-
                   divulgação de dados de desembarques da   do do grupo dos crustáceos, com 6.929 t.
 0 0’0’’
 0 0’0’’  0 0’0’’  atividade pesqueira nacional. Desta forma,   As capturas do camarão-branco (Figura 2g)
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                   somente considerando-se os últimos dados   contribuíram com 4.115 t. Entre os molus-
                   publicados (MPA, 2011) constata-se que o   cos, o mexilhão (Figura 2h) foi a espécie
 5 0’0’’S
 5 0’0’’S  5 0’0’’S  Brasil produziu 1.431.974 t. Neste período,   mais capturada, com 3.772 t, representan-
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                   a  pesca  extrativa  marinha  foi  a  principal   do 27% do total desta categoria, sendo o
                   fonte de produção de pescado nacional,   sururu (Figura 2i) a segunda espécie mais
 10 0’0’’S  10 0’0’’S  com 553.670 t, seguidos pela aquicultura   capturada, com 2.133,3 t, seguida do pol-
 10 0’0’’S
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                   continental (544.490 t), pela pesca extra-  vo (Figura2j), com 2.089 t. A captura de
                   tiva continental (249.600 t) e aquicultura   lulas (Figura 2k) foi de 1.623 t e de ostras
 15 0’0’’S  15 0’0’’S  marinha (84.214 t). A região Nordeste re-  (Figura 2l) 1.233 t (MPA, 2011).
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 15 0’0’’S
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                   gistrou a maior produção de pescado, com    As espécies de atuns e afins são cap-
                   454.216,9 t (31,7%). As regiões Sul, Norte   turadas pela frota que atua com espinhel
 20 0’0’’N  20 0’0’’N  e Sudeste registraram 336.451 t (23,5%),   pelágico, apresentando relevante valor
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 20 0’0’’N
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                   326.128 t (22,8%) e 226.233 t (15,8%),   comercial e participação na pesca mari-
                   respectivamente. O estado de Santa Cata-  nha principalmente na região oceânica.
 25 0’0’’S  25 0’0’’S  rina foi o maior produtor de pescado do   Representaram 4,8% (26.629 t) da pesca
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 25 0’0’’S
                   Brasil, com 194.866 t (13,6%), seguido pe-  extrativa marinha em 2011, considerando
                   los estados do Pará (153.332 t – 10,7%) e   o total capturado no período de 553.670 t
                   Maranhão 102.868 t (7,2%).               (MPA, 2011). As principais espécies captu-
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 30 0’0’’N  30 0’0’’N
 30 0’0’’N
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                     Os peixes representaram 87% da pro-    radas por essa frota são: albacora-laje (Fi-
                   dução total, seguido pelos crustáceos, com   gura 2m), albacora-bandolim (Figura 2n),
                   10%, e moluscos com 3%. Em 2011, a       albacora-branca (Figura 2o), albacorinha
 35 0’0’’S
 35 0’0’’S  35 0’0’’S
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                   produção pesqueira marinha foi dividida   (Figura 2p), espadarte (Figura 2q), tubarão-
                   da seguinte forma: peixes representaram   -azul (Figura 2r), agulhão-vela (Figura 2s),
                   482.335 t, crustáceos, 57.344 t e molus-  agulhão-verde (Figura 2t), dourado (Figura
 40 0’0’’S  40 0’0’’S
 40 0’0’’S
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 50 0’0 W     45 0’0 W    40 0’0 W    35 0’0 W    30 0’0 W    25 0’0 W    20 0’0 W  cos, 13.989 t. Entre as espécies de peixes   2u) e cavala-preta (Figura 2v).
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                   mais capturadas, a sardinha-verdadeira      Apesar de a atividade pesqueira mari-
 0  310  620  1.240  1.860  2.480  3.100  (Figura  2a) apresentou  o maior  volume   nha no  Brasil estar  estagnada e  a  pesca
  Kilometers
                   (75.122 t). O segundo recurso mais captu-  costeira se caracterizar por ser artesanal
 Fonte: Elaboração própria  rado foi a corvina (Figura 2b), com 43.369   e de baixo rendimento (XIMENES, 2021),
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