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1.7 Infraestrutura para commodities do ponto de vista logístico no país, este
foi o corredor de maior crescimento neste Figura 12 - Agropecuária no Brasil. Referência: 2019
A Figura 7 mostrou que o país tem período, principalmente no transporte de
uma participação da ordem de 4,1% no cargas como soja e milho. Isso refletiu dire-
market share global das exportações liga- tamente na conjuntura de movimentação
das à agricultura, tendo como carro-chefe das commodities brasileiras, que culminou
a exportação de soja. Diferentemente das numa nova alternativa logística, bem como
atividades industriais, a atividade agrope- uma nova alavanca propulsora para o de-
cuária concentra-se no interior do país, senvolvimento regional.
principalmente na região do Centro-Oeste Assim, com a expansão da infraestrutu-
e ramificações para o Sul-Sudeste e, mais ra portuária na região houve também a ne-
recentemente, para Norte e Nordeste, re- cessidade da melhoria nos acessos, sendo
gião também conhecida como MATOPIBA um marco para o país o asfaltamento da BR
(sigla que reúne as iniciais dos estados do 163, nos estados de Mato Grosso e Pará,
Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) (Figura que permitiu aumentar a capacidade de es-
12). Neste sentido, a expansão portuária coamento e movimentação destas cargas
está se desenvolvendo principalmente nas nesta região até Miritituba.
regiões Norte e Nordeste do Brasil, sendo Por outro lado, isso também gerou um
impulsionada pelos projetos do Arco Norte. impacto em relação aos portos do Sudes-
De 2010 à 2020 foi possível observar te, uma vez que retirou a sobrecarga so-
um crescimento exponencial na infraestru- bre este sistema portuário. Neste contex-
tura de transporte alocada na região Norte to, cabe salientar que não se pode realizar
do país, no que tange à instalação de es- uma análise isolada, mas o resultado final Fonte: IBGE (2019)
tações de transbordo em Miritituba, novos deste desenvolvimento foi a geração de
terminais portuários no Pará, nas cidades uma série de novos serviços e demandas
de Santarém e Vila do Conde, além do de- para o desenvolvimento da região do Arco destas cargas, que naturalmente está liga- realizar investimentos em ferrovias, com a
senvolvimento de tecnologias específicas Norte, que reflete no processo de geração da ao seu grau de complexidade econômi- garantia da construção e operação ferro-
para movimentação de carga por meio de de emprego e renda na região para desen- ca, em função do que se é capaz de produ- vias, ramais, pátios e terminais ferroviários
barge to ship e operações offshore. volver e manter uma nova infraestrutura zir internamente no Brasil. por meio de autorização.
Adicionalmente, projetos de infraestru- de transporte. Cabe ressaltar que existem A tendência ao se observar a maior par- Os novos projetos de concessões previs-
tura para a região têm sido previstos, como ainda novas perspectivas de projetos es- te dos projetos de infraestrutura portuária tos nas zonas portuárias brasileiras, em ter-
melhoria das condições de passagem dos truturantes para ampliar a capacidade de apresentadas para os próximos anos são mos da natureza das cargas, não são muito
navios pela Barra Norte (AM), derroca- movimentação de cargas nesta região de novos terminais que envolvem principal- diferentes das que já são movimentadas
mento do canal do Lourenço, dragagem e influência do Arco Norte, com a possível mente a movimentação de commodities, por esses complexos existentes, seguindo
balizamentos nos rios Madeira e Tapajós, construção futura da ferrovia Ferrogrão por exemplo, o Terminal de Alcântara, no a tendência do índice de complexidade
asfaltamento da BR 163/PA até Miritituba (SINOP-Itaituba), expansão do trecho ferro- Maranhão, localizado numa posição pri- econômica nacional. Por fim, cabe salien-
já concluída, de acordo com a ATP (2020). via Norte-Sul de Açailândia para Barcarena vilegiada em termos de acesso marítimo, tar que para o mercado das commodities
Tudo isso reflete o aumento da movimenta- ainda sem previsão. profundidade natural de 25 metros, porém ainda existem alguns gargalos a serem
ção de cargas nesta região, com crescimen- Portanto, percebe-se que a infraestru- com restrições ainda de acesso terrestre, superados, como a ampliação das draga-
to médio anual de 19,9% de 2010-2020, tura portuária tende a se desenvolver em que poderão ser mitigadas com a constru- gens, duplicação de canal de acesso, orde-
sendo os dados apresentados no Diagnós- função das características principais das ção da ferrovia que já entrou no projeto namento do tráfego de navios e barcaças,
tico Logístico 2020 da Empresa de Plane- cargas movimentadas pelo país, em função estruturante do governo federal chamado zonas para realização de transhipment
jamento e Logística – EPL. Observando da demanda prevista para movimentação Pró Trilhos, que garante a iniciativa privada na área de Santarém, derrocamentos,
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