Page 685 - Livro - Economia Azul
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setores avaliados verifica-se uma estabilida- em que notamos um decaimento acentuado. Observa-se claramente que os 4 princi- conteinerizadas no transporte marítimo
de constante, ou seja, não houve crescimen- Por outro lado, verificamos o caso do Japão pais portos apresentados do mundo estão são apresentadas pelo Port Economics,
to nesta participação internacional quando (2.80 – 2000 – 1ª posição – 2.49 – 2019 – 1ª diretamente relacionados com seu nível de Management and Policy (2021), sendo:
comparado entre o início e final da série, posição), Coreia do Sul (1.25 – 2000 – 20ª complexidade, e os nove primeiros mun-
principalmente em produtos de maior valor posição – 2.05 – 2019 – 4ª posição), bem diais estão concentrados na Ásia, e como . Fabricações diversas incluem artigos
agregado, que demandam de uma infraes- como a China (0.44 – 2000 – 39ª posição – demonstrado na seção anterior, a região feitos de plástico (por exemplo, sacolas),
trutura específica de movimentação de car- 1.35 – 2019 – 16ª posição), Singapura (1.55 que ampliou seu ICE. Somente o porto de brinquedos, artigos esportivos ou material
gas, como os terminais de contêineres. – 2000 – 11ª posição – 2.00 – 2019 – 5ª po- Rotterdam é o único europeu que vigora de escritório;
Deste modo, podemos identificar pelas sição) e Vietnã (0.59 – 2000 – 93ª posição entre os primeiros do mundo, na décima . Máquinas elétricas incluem máquinas
cargas que exportamos e movimentamos – 0.05 – 2019 – 56ª posição), mostrando que posição. Quando analisamos o caso do movidas a eletricidade, como cabos elétri-
no país o grau de complexidade econô- alguns países aumentaram sua complexidade Brasil, verificamos que no mesmo período cos, eletrodomésticos, baterias e circuitos
mica. Assim, o desenvolvimento econô- de produção nos últimos anos. Isso mostra os terminais que tiveram maior crescimen- integrados;
mico requer o acúmulo de conhecimento que o desenvolvimento logístico portuário to nas exportações foram os ligados a mi- . Hortaliças e frutas compõem um im-
produtivo e seu uso em setores cada vez tem forte correlação com o grau de comple- nérios e granéis sólidos vegetais. O porto portante segmento de transporte por con-
mais complexos. As classificações de país do xidade econômica global. de Santos, que é o maior público Brasilei- têineres refrigerados. Este setor tem sido
Harvard Growth Lab avaliam o estado atu- ro, encontra-se na posição 45ª em termos objeto de notável crescimento com logísti-
al do conhecimento produtivo de um país, 1.6 Complexidade econômica re- de movimentações globais totalizando ca de cadeia de frio mais confiável;
por meio do Índice de Complexidade Eco- flete no transporte de contêineres (2,6 milhões de unidades – 4,23 milhões
nômica (ICE). Os países melhoram seu ICE de TEU), conforme o anuário do Porto de . Têxteis e artigos confeccionados in-
aumentando o número e a complexidade A movimentação de contêineres pode ser Santos 2020. cluem fios, fibras tecidas, cobertores, len-
dos produtos que exportam com sucesso, utilizada como um termômetro para avaliar a Do ponto de vista macroeconômico, çóis, cortinas e tapetes.
ou seja, produtos de maior tecnologia repre- economia de um país, considerando a natu- essa posição mostra diretamente o efei-
sentam maior grau de ICE, que representa reza das principais cargas que em geral estão to da economia brasileira, em termos de Neste contexto, podemos comparar o
maior valor agregado. a bordo dessas caixas. O exemplo recente bens e produtos gerados para exportação, Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial,
Em 2000, o ICE brasileiro era de 0.86 (26ª desse fenômeno ocorreu com a covid-19. Por bem como insumos e produtos de impor- que mostra o reflexo das atividades indus-
posição) e 2019 foi de 0.10 (53ª posição). Ou alguns meses a economia global entrou em tação. É sabido que as principais cargas triais no país. Neste índice são analisados
seja, esses dados, quando comparados com processo de estagnação, mas quando houve conteinerizadas são aquelas de maior va- os setores como alimentos, bebidas, têxtil
a Figura 7, mostram que devido a maior par- a sua retomada todo o reflexo se pautou na lor agregado. Isso tem uma relação dire- vestuário e produtos diversos. Uma análise
ticipação no market share global de produtos escassez de contêineres, filas de navios nos ta com a indústria. As principais cargas global é mostrada na Figura 8.
como commodities (agrícolas e minerais), o portos e congestionamentos. Isso foi um
país foi reduzindo sua complexidade em ter- sinal positivo de retomada econômica nas Figura 8 - Série histórica do Índice GS1 no Brasil
mos da produção para exportação. Isso signi- maiores economias do mundo. Para validar – 2002-2020 –
fica dizer que as cargas que são embarcadas nossa afirmação, basta realizarmos um com- Índice GS1 Brasil
em grandes volumes nos portos brasileiros parativo dos principais terminais de contêine-
apresentam menor complexidade de produ- res globais nos últimos anos, e o contêiner é 180,00
160,00
ção em relação à carga de outros países com uma carga que em geral transporta produtos 140,00
maior grau de industrialização e agregação de maior valor agregado, que consequente- Índice 160,00
120,00
de valor tecnológico nos produtos exporta- mente tem uma correlação com ICE dos pa- 100,00
80,00
dos. Este fenômeno não é apenas brasileiro, íses. O principal porto de movimentação de 60,00
ocorre também com outros países como Ar- contêineres é Shanghai – 45 MTEU (milhões 40,00
gentina (0.14 – 2000 – 54ª posição – 0.24 de TEUS) em 2020; Singapura (37 MTEU); jan/02 jul/02 nov/02 abr/03 set/03 fev/04 jul/04 dez/04 mai/05 out/05 mar/06 ago/06 jan/07 jun/07 nov/07 abr/08 set/08 fev/08 jul/09 dez/09 mai/10 out/10 mar/11 ago/11 jan/12 jun/12 nov/12 abr/13 set/13 fev/14 jul/14 dez/14 mai/15 out/15 mar/16 ago/16 jan/17 jun/17 nov/17 abr/18 set/18 fev/19 jul/19 dez/19 ma
– 2019 – 73ª), Estados Unidos (1.99 – 2000 Ningbo-Zhoushan (32 MTEU); Shezhen (26 Meses/ano
– 6ª posição – 1.57 – 2019 – 11ª posição), MTEU); Rotterdam (15 MTEU). Fonte: www.gs1br.org
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Transporte Marítimo e Infraestrutura Portuária
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