Page 407 - Livro - Economia Azul
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Figure 2


                                                      Figura 2
 a        ENEB MJJ(0)  & (SST & WIND) ND (-1)J(0)  b        ENEB MJJ(0)  & (SST & WIND) MJJ (0)
                      Figura 2. Mapas da correlação de-     anomalias de TSM dentro do Atlânti-
                      fasada entre as anomalias de chuva    co tropical sudeste (SETA; 10° S–25° S,
                      de maio-julho(0) [MJJ(0)] no leste    10° W–10° E; caixa preta oceânica) em
                      do NEB (caixa preta em a e b, dados   ND(-1)J (0) e o TSM (cores), vento de
                      GPCC) e as anomalias de TSM espa-     superfície (vetores), velocidade verti-
                      ciais (cores, dados HadISST) em:      cal de 500 hPa (marcador verde para
                      (a)  novembro-dezembro(-1)-janeiro    cima indica movimento ascendente
                      (0) [ND(−1)J(0)] e (b) maio-julho(0)   e  marcador  marrom  para  baixo  in-
                      [MJJ(0)]. Os vetores representam a    dicam movimento descendente) e as
                      correlação (significativa ao nível de   anomalias de pressão do nível do mar
                      confiança de 95%) entre as anoma-     (contornos) dentro todo o Atlântico
                      lias de chuva no leste do NEB e as    tropical em MJJ(0). Apenas as correla-
                      anomalias de vento de superfície      ções que são significativas a um nível
  -0.6       -0.4       -0.2        0.0       0.2       0.4       0.6      -0.6       -0.4       -0.2        0.0       0.2       0.4       0.6     (u  e  v; dados NCEP). (c) - Mapa da   de confiança de 95%, são plotadas
                      correlação linear defasada entre as   para todas as variáveis em (c).






                                                                                      1
 c        SETA ND(-1)J(0) X (SST, SLP, WIND & Omega) MJJ(0)  2.3. Eventos extremos meteorológicos  US$ 350 milhões de dólares . Desta for-
                   na região Sul-Sudeste do Brasil: o       ma, torna-se evidente que a necessidade
                   caso do ciclone Catarina                 de compreender as variações de intensida-
                                                            de e frequência de eventos extremos em
                      No que se refere a eventos extremos na   uma determinada região depende de quão
                   América do Sul, apesar das teleconexões   abrangente é o conhecimento científico so-
                   oceano-atmosfera e suas consequências    bre os fatores ambientais que os controlam.
                   descritas  anteriormente  com  enfoque  no   Nesse contexto, o potencial modulador do
                   Atlântico Tropical, a importância dos ciclo-  oceano vem sendo cada vez mais explo-
                   nes extratropicais na região sul/sudeste do   rado. No caso do Catarina, o fenômeno
                   Brasil também merece ser enfatizada. Por   que atingiu o litoral de Santa Catarina em
                   exemplo, a passagem de um ciclone extra-  28  de  março  de  2004  foi  caracterizado
                   tropical, que posteriormente deu origem a   como um ciclone , e não um furacão, de
                                                                            2
                   um ciclone subtropical nessa mesma área,   acordo com Cunha et al. (2004) em cita-
 -1.0 -0.8  -0.6  -0.4  -0.2   0.0  0.2   0.4   0.6   0.8   1.0
                   esteve relacionada ao desenvolvimento do   ção a Nota Técnica conjunta emitida pelo
                   primeiro furacão já documentado no Atlânti-  CPTEC/INPE e INMET. Independentemente
                   co Sul: o Catarina. Ele atingiu o sul do Brasil   da terminologia, a análise do conteúdo de
 Fonte: Hounsou-Gbo et al. (2019)  no final de março de 2004, deixando mais   calor  do  oceano  (Ocean  Heat  Content  –
                   de 27,5 mil desalojados, quase 36 mil ca-  OHC), é uma medida do calor potencial
                   sas danificadas, 518 feridos e 11 mortos.   que o oceano tem para manter e intensifi-
                   Os prejuízos totalizaram aproximadamente   car os ciclones tropicais (e.g., HALLIWELL


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