SecNSNQ participa do Nuclear Summit 2026 e reforça papel da regulação no avanço da energia nuclear e dos SMRs
A Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ) participou, nos dias 23 e 24 de março, do Nuclear Summit 2026, evento promovido pela ABDAN que reuniu especialistas nacionais e internacionais para debater tendências, desafios e oportunidades do setor nuclear, com ênfase na transição energética e no desenvolvimento de tecnologias inovadoras.
No primeiro dia do evento, o Secretário Naval de Segurança Nuclear e Qualidade, Almirante de Esquadra (Reserva) Petronio, atuou como moderador do painel “Estratégias para uma Indústria Petrolífera de Baixas Emissões”, conduzindo o debate entre representantes da Petrobras, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e da Constellation.
Durante as discussões, foi destacado o papel estratégico da energia nuclear para o Brasil, tanto no processo de descarbonização quanto na promoção da segurança e da independência energética.
Estudos apresentados indicaram sua viabilidade na matriz nacional, enquanto aplicações na indústria de óleo e gás — como o uso de reatores modulares em operações offshore e subsea — evidenciam ganhos de eficiência e competitividade. Também foram abordados desafios relacionados à necessidade de definição estratégica do país e ao aprimoramento do arcabouço regulatório. Ao encerrar o painel, o Almirante Petronio ressaltou a relevância do tema ao afirmar: “Saímos com esse debate fundamental: saber qual direção o Estado brasileiro vai tomar em direção à energia nuclear”.
No segundo dia, a SecNSNQ voltou a marcar presença no painel “Regulação como Impulsionador do Avanço dos SMRs”, com a participação do Contra-Almirante (Engenheiro Naval da Reserva) Ruivo, Superintendente de Acordos, Tratados e Cooperação Técnica da Secretaria, como debatedor. O painel contou com a presença de representantes de importantes instituições do setor, incluindo a Diamante Energia, a Westinghouse do Brasil, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear e a China National Nuclear Corporation, reunindo visões da indústria, do meio regulador e da cooperação internacional.
As discussões evidenciaram que a regulação exerce papel central no avanço dos Small Modular Reactors (SMRs), não apenas como mecanismo de controle, mas como instrumento estruturante que viabiliza a inovação com segurança, previsibilidade e confiança. Destacou-se a necessidade de abordagens mais colaborativas e adaptativas nos processos de licenciamento, com maior integração entre reguladores e requerentes, permitindo o aprendizado conjunto diante de tecnologias ainda sem histórico operacional consolidado.
Também foi abordado o potencial dos SMRs no contexto da descarbonização da frota marítima mundial, bem como a importância da harmonização internacional e da articulação entre os campos regulatórios nuclear e marítimo. Nesse cenário, o Contra-Almirante Ruivo destacou que “é importante que o mundo inteiro saiba dos esforços que vêm sendo realizados para permitir a navegação de embarcações com reatores nucleares”, ao mencionar iniciativas conduzidas no âmbito da Organização Marítima Internacional e da Agência Internacional de Energia Atômica voltadas à padronização de normas e à redução de entraves regulatórios.
A participação da SecNSNQ no Nuclear Summit 2026 reforça o compromisso da Marinha do Brasil com o desenvolvimento seguro, responsável e sustentável da energia nuclear no ambiente marítimo, contribuindo para o fortalecimento da segurança energética, para a inovação tecnológica e para a construção de uma matriz energética mais limpa e resiliente.




