SecNSNQ participa de adestramento da estrutura de respostas a emergências ENRN da Marinha do Brasil
A Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ) fez seu primeiro exercício de Emergências Nucleares ou Radiológicas Navais (ENRN) do calendário 2026, nesta terça-feira (10/03). Além disso, este é o primeiro exercício com a presença do novo Superintendente de Operações, Vice-Almirante (RM1) Reis Leite. A simulação, em Aramar, visou adestrar a estrutura de resposta a emergências Nucleares, Biológicas, Químicas e Radiológicas (NBQR) do Centro Experimental Aramar (CEA), do Laboratório de Enriquecimento Isotópico (LEI) e do Sistema do Centro de Acompanhamento de Respostas a Emergências Nucleares e Radiológicas Navais (SIS-CARE), no âmbito “Nuclear Safety”.
Os exercícios planejados durante o ano de 2026 seguem a proposta progressiva de dificuldade aos membros atuantes do Plano de Emergência Local do Centro Experimental de Aramar (PEL-CEA). Isso quer dizer que neste ano, as equipes envolvidas apenas terão conhecimento que no dia agendado ocorrerá um exercício planejado em uma determinada instalação nuclear, porém não ocorrerão reuniões prévias, não haverá divulgação prévia de cenários, como nos anos anteriores. Dessa forma, os exercícios irão aumentando gradativamente as dificuldades e as ações de tomada de decisão.
O objetivo do exercício foi testar a resposta rápida e coordenada das equipes especializadas em ENRN da Marinha do Brasil, além de validar a capacidade de controle do Coordenador Geral do Plano de Emergência e a comunicação com o CARE/SecNSNQ por meio do SIS-CARE.
Participaram da atividade, a partir do Centro de Acompanhamento e Respostas às Emergências Nucleares e Radiológicas (CARE/SecNSNQ), a equipe da Superintendência de Operações da SecNSNQ, assim como representantes do Centro de Comunicação Social da Marinha; da Diretoria de Saúde da Marinha; do Centro de Inteligência da Marinha; do Comando de Operações Navais; e, também, do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais.
Além destes mencionados acima, a partir do campo do exercício, participaram também representantes do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), do próprio CINA e do Batalhão de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica de Aramar (BtlDefNBQR-ARAMAR).
Dinâmica do exercício
A atividade proposta, considerada de baixa complexidade, teve início com o cenário simulado de uma ruptura de tubulação de UF6, neste exercício. Neste evento classificado como Emergência de Área, a ordem de evacuação de área foi dada pelo sistema de alta-voz e grupos de emergência foram acionados. Na sequência, houve a descontaminação pelo Batalhão de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica de Aramar.
Encontrando-se o cenário sob controle, as ações de respostas à emergência foram encerradas, no simulado, mantendo-se o isolamento da área afetada para que as ações de perícia técnica e rescaldo pudessem ser iniciadas em momento mais oportuno. Por fim, o Coordenador Geral do Plano de Emergência (COGEPE) inicia os trâmites estabelecidos para finalizar o Exercício.
Paralelo a esse movimento, foi realizado o acompanhamento virtual via Sistema do Centro de Acompanhamento de Respostas a Emergências Nucleares e Radiológicas Navais (SIS-CARE) e a transmissão em tempo real de imagens e dados.

