Representante da SecNSNQ conhece Posto Operacional Avançado (AOP) durante ConvEx-3
Estrutura está instalada a 25 km ao norte de Cernavoda e contou com quatro helicópteros na operação
A SecNSNQ acompanhou, nesta quarta-feira (25), parte do ConvEx-3 refente ao exercício de funcionamento do Posto Operacional Avançado (AOP, em inglês). A instalação está localizada a 25 km ao norte de Cernavoda. O representante da SecNSNQ na visita foi o Superintendente de Operações da Secretaria, Contra-Almirante (Engenheiro Naval) Demby. Ele participou da visita presencialmente. Esta visita faz parte da “Observers Tour” da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O objetivo da atividade foi apresentar os recursos de comando e controle das operações de salvamento e de mitigação de danos, pelas equipes do Centro Nacional de Coordenação e Gestão de Intervenção (CNCCI) frente às emergências ocorridas no exercício, inclusive as de emergência nuclear e radiológico dado o acidente simulado: um terremoto de 7.3 graus seguido de tremores que causam um acidente nuclear na Usina de Cernavoda, para AIEA testar a coordenação internacional sob pressão.
A atividade contou com meios aéreos e com veículos especiais, um deles é empregado em monitoramento de emissões gama e nêutrons no ar e no solo. Já em relação aos meios aéreos, na operação foram utilizados quatro helicópteros, que são eles:

- 1º Helicóptero é do tipo Sykorsky – que é operado pelo Ministério do Interior, para monitoramento da radiação de fundo e procura de pontos contaminados no ar (hot spots). Esse meio aéreo utiliza um equipamento de detecção radiológica, capaz de detectar os radionuclídeos mais comuns em emergências nucleares como as do exercício, césio e cobalto;
- 2º Helicóptero é do tipo Super Puma – que é operado pela Força Aérea Romena, para missões de reconhecimento de situações de emergência e salvaguarda da vida humana;
- 3º Helicóptero é do tipo SH60 BlackHawk – que é operado pelo Ministério da Saúde, para missões de busca e salvamento, com ênfase nos pacientes que corre risco de morte;
- E o 4º Helicóptero de apoio – que foi oferecido do exterior via Rede de Assistência e Resposta (RANET, em inglês) do Sistema Unificado para Intercâmbio de Informações em Incidentes e Emergências (USIE, em inglês).

No exercício um veículo da Brigada Antiterrorista foi utilizado na terça-feira (24), devido à presença de um suspeito no interior da Usina Nuclear de Cernavoda (NPP) portando um artefato explosivo. Além disso, um drone (veículo aéreo não tripulado), equipado para deteções químicas e radiológicas, também foi utilizado pelo Exército romeno, operado pela Divisão de defesa NBQR.

Por fim, o observador da SecNSNQ realizou uma visita ao Posto de Descontaminação comandado pelo CNCI (unidade de Cernavoda), mas contando com a participação do Batalhão de Defesa 202 NBQR do Exército romeno. Esta foi terceira e última visita do programa de Observadores Internacionais, durante o ConvEx-3.
O Posto de Descontaminação foi montado a cerca de 25 km na direção oposta ao vento que sopra no entorno da Usina de Cernavoda. Ele tem por objetivo monitorar, lavar e medir o grau de contaminação das pessoas e dos veículos utilizados, no sentido de eliminar os resíduos de superfície. Porém, se a unidade médica detectar níveis de contaminação interna, a pessoa é encaminhada para o Hospital Universitário (SUUB), em Bucareste.
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SecNSNQ é acionada em exercício internacional de emergência nuclear ConvEx-3 na Romênia
A Secretaria Nacional de Segurança Nuclear e Qualificação (SecNSNQ) foi acionada para integrar o exercício ConvEx-3, simulação global de emergência nuclear realizada na Usina Nuclear de Cernavoda, Romênia. O objetivo foi testar protocolos de segurança radiológica em um cenário de acidente envolvendo um navio com Planta Nuclear Embarcada para geração de energia elétrica.

Atuação do CARE/SecNSNQ no exercício
O Centro de Acompanhamento de Resposta a Emergências Nucleares e Radiológicas Navais (CARE/SecNSNQ), sediado no Rio de Janeiro, mobilizou equipes multidisciplinares especializadas em:
- Proteção Radiológica
- Segurança Nuclear e Inteligência
- Assistência Médica a Vítimas de Acidentes Radiológicos
- Comunicação Social
- Operações Navais e Resposta a Emergências
As ações priorizaram a mitigação de riscos, incluindo a evacuação segura de vítimas para áreas fora do alcance da nuvem radioativa, considerando condições climáticas e direção dos ventos.

Etapas da Operação
- Monitoramento radiológico inicial – Medição da taxa de dose no ambiente naval para avaliação do cenário.
- Isolamento da área – Atuação conjunta com a equipe de Segurança Nuclear para contenção ativa e passiva.
- Descontaminação total – Instalação de portal radiológico e uso de equipamentos como Detectores Radiológicos Pessoais (PRD) e SPIR-ID (identificação de radionuclídeos).
- Atendimento às vítimas – Administração de iodeto de potássio, triagem médica e monitoramento de contaminação interna.
- Reboque da embarcação – Remoção segura do navio para um ponto de ancoragem emergencial no Mar Negro, em coordenação com autoridades romenas.
- Descontaminação da embarcação – Limpeza do casco e estruturas externas, com possível extensão a áreas internas, se autorizado.
- Comunicação institucional – Preparação de porta-vozes e materiais informativos para imprensa e órgãos envolvidos.
Contexto do Exercício
O ConvEx-3 simulou uma sequência de desastres, iniciando com um terremoto de magnitude 7.3 (22/06), seguido por um tremor secundário que danificou a usina nuclear. O treinamento reforça a capacidade de resposta internacional em situações críticas, assegurando a prontidão de equipes e a eficácia dos protocolos de segurança.
A participação da SecNSNQ reforça o compromisso do Brasil com a segurança nuclear global e a proteção radiológica em cenários de crise.
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Representante da SecNSNQ conhece estrutura do CNCCI em Ciolpani na Romênia
Estrutura diz respeito à coordenação nacional e comando central de intervenção deste país
A SecNSNQ conheceu, nesta terça-feira (24), a estrutura de preparo e resposta às emergências, inclusive nucleares e radiológicas, da Romênia. O representante da SecNSNQ na visita foi o Superintendente de Operações da Secretaria, Contra-Almirante (Engenheiro Naval) Demby. Ele participou da visita presencialmente ao Centro Nacional de Coordenação e Gestão de Intervenção (CNCCI, em romeno), que fica localizada em Ciolpani na Romênia. Esta visita faz parte da “Observers Tour” da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Na atividade o representante da SecNSNQ teve oportunidade de conhecer o CNCCI, local de onde são comandados os trabalhos de 29 mil profissionais de defesa civil (bombeiros e paramilitares), sendo 400 cursados em defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica (NBQR). Além disso, há um sistema complementado por helicópteros Sykorsky, aviões (para transporte de pacientes graves, que correm risco de morte, independente da emergência), ambulâncias e caminhões que representam centros móveis de comando e controle de emergências. Inclusive, um destes centro móveis foi montado hoje (24), após a declaração de emergência nuclear e radiológica – emergência geral, em Cernavoda, com o início do ConvEx-3).
Sobre o cenário simulado do ConvEx-3
O ConvEx-3 são exercícios em grande escala projetados para avaliar arranjos e capacidades internacionais de resposta a emergências nucleares ou radiológicas durante vários dias, independentemente de sua causa. Esta edição do exercício ConvEx-3 se insere no contexto de uma sequência de desastres, iniciando por um terremoto (simulado), de magnitude 7.3, ocorrido no último sábado (21), que foi secundado hoje pela manhã (24) com tremor de terra, que levou ao acidente na usina.

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Representante da SecNSNQ acompanha atendimento simulado a um radioacidentado durante ConvEx-3
Grupo de observadores internacionais têm acesso ao Hospital Universitário de Emergência de Bucareste (SUUB) para acompanhar a simulação
A SecNSNQ, por meio de seu Superintendente de Operações, Contra-Almirante (RM1) Demby, acompanhou uma simulação de atendimento de um radioacidentado, evacuado da Usina de Cernavoda, no Hospital Universitário de Emergência de Bucareste (SUUB) da Romênia. Esta simulação faz parte do ConvEx-3, que é o maior e mais complexo exercício de emergência nuclear internacional do mundo, organizado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e que acontece hoje (24) e amanhã (25).
Dinâmica da simulação
Após a chegada (por volta de 11:35 hora local), foram realizados os procedimentos protocolares tanto para estabilização do acidente radiológico (contaminação interna com Césio e Cobalto), quanto para imobilizar o braço e uma costela quebrada.
Os objetivos desse procedimento são estabilizar, tratar e trazer às condições normais de saúde o radioacidentado, seguindo os protocolos internacionais recomendados pela AIEA.
Destaca-se a presença na sala de atendimento (penúltima foto) de duas médicas especialistas, uma como avaliadora e outra como controladora, fazendo parte integrante do exercício, junto ao Centro Nacional de Gerenciamento de Emergência Nuclear e Radiológica da Romênia (CIPRIERN, em romeno).


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SecNSNQ participa de exercício internacional da AIEA para testar a resposta global a uma emergência nuclear
Ação organizada pela AIEA e governo da Romênia tem como objetivo avaliar a eficiência das ações de resposta de Estados e organizações internacionais
A SecNSNQ participa, a partir desta terça-feira (24/06), do maior e mais complexo exercício de emergência nuclear internacional do mundo, simulando um grave acidente na Usina Nuclear de Cernavoda, na Romênia. A atividade, coordenada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), envolve 76 Estados-Membros e 11 organizações internacionais e tem como objetivo testar as estruturas de resposta a emergências nacionais e internacionais face a uma emergência nuclear ou radiológica severa.
Este exercício de larga escala é realizado a cada período de três a cinco anos para testar os mecanismos de resposta a emergências em vigor que cumprem as obrigações especificadas na Convenção sobre Notificação Antecipada de Acidentes Nucleares e na Convenção sobre Assistência em Caso de Acidente Nuclear ou Emergência Radiológica.
Participação ativa da SecNSNQ
Esta é a sétima vez no qual este tipo de exercício é promovido pela AIEA. Nesta edição, o Brasil contará com participação da Secretaria, que no início deste ano passou a ser classificada como Autoridade Competente Doméstica pela Agência. Acompanhados da SecNSNQ estão a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI-PR), que representam o Brasil no exercício.
Baseado em um exercício nacional conduzido em um Estado-Membro da AIEA (Romênia), ao longo de 36 horas, o Brasil se unirá aos demais Estados e organizações internacionais para trabalhar em conjunto na implementação de planos e procedimentos de emergência, bem como de acordos bilaterais e acordos internacionais.
A participação ocorrerá tanto no local, na Romênia, quanto remotamente em outros países. O Superintendente de Operações da SecNSNQ, Contra-Almirante (Engenheiro Naval) Demby, é um dos 18 observadores internacionais de 16 países que acompanham o ConvEx-3 presencialmente, a partir do Centro Nacional de Controle de Atividades Nucleares (CNCAN), órgão regulador nuclear da Romênia, em Bucareste. Este eixo do ConvEx-3 tem o nome de “Observers Tour”.
No Brasil, os especialistas da Marinha do Brasil vão monitorar todos os cenários no Centro de Acompanhamento de Resposta a Emergências Nucleares e Radiológicas Navais (CARE/SecNSNQ), na SecNSNQ, no Rio de Janeiro. Além disso, a CNEN está com seus especialistas em Centros de Operações em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro e o GSI-PR em Brasília.


