Marinha do Brasil participa do “I Fórum Brasileiro de Ciência, Tecnologia e Inovação para os Oceanos”

A Marinha do Brasil (MB), representada por militares e servidores civis de Nível Superior do Estado-Maior da Armada, Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, Comando do 2º Distrito Naval e Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, participou do “I Fórum Brasileiro de Ciência, Tecnologia e Inovação para os Oceanos”, realizado em Salvador-BA, no período de 21 a 23 de maio, sob a coordenação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).


Representantes do “I Fórum Brasileiro de Ciência Tecnologia e Inovação para os Oceanos”

 

A Sessão de Abertura do Fórum contou com a participação do Secretário da CIRM, Contra-Almirante Sergio Gago Guida, compondo a Mesa Diretora, juntamente com o Secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas do MCTIC, Dr. Marcelo Morales; o Presidente Regional da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Dr Jailson Bittencourt de Andrade; o Secretário de Estado do Meio Ambiente da Bahia, João Carlos Oliveira da Silva; o Coordenador-Geral de Gerenciamento Costeiro do Ministério do Meio Ambiente, Ricardo Ribeiro Haponiuk; a Coordenadora de Programas de Indução e Inovação da CAPES, Kelly Rocha de Queiroz; e a Dra. Vanessa Hatje, da Universidade Federal da Bahia, Anfitriã e Coordenadora do Fórum.

Durante o evento, foram empreendidas discussões e aprovadas recomendações oriundas de quatro câmaras técnicas, as quais contaram com representantes da MB como coordenadores, palestrantes ou relatores: Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade Marinha além da Jurisdição Nacional (BBNJ); Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 – Vida na Água; Cooperação Técnico-Científica em todo o Atlântico; e Infraestrutura e Formação em Pesquisa Marinha.


Contra-Almirante Guida durante discurso

 

Nas palavras de abertura do Secretário do MCTIC e no decorrer do Fórum, houve consenso sobre a ideia de que sem infraestrutura adequada não seria possível atingir o patamar desejável para a pesquisa oceânica. Foi também consensualmente recomendada a implementação do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas como prioridade nacional, consentâneo à Estratégia Nacional de C,T&I 2016-2022, bem como ao Plano de Ação em C,T&I para os Oceanos.

No âmbito das demais três câmeras temáticas, fez-se o registro sobre a importância da cooperação internacional, quando se trata do “mar azul”, cuja governança requer, além de políticas nacionais, acordos entre as diferentes nações. Nesse escopo, foi possível aprofundar conhecimentos sobre as ações nacionais no escopo da implementação do “Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 14 – Vida na Água”; nivelar conhecimentos sobre o que vem acontecendo, no âmbito da “Cooperação Técnico-Científica em todo o Atlântico”; e a necessidade de desburocratização nacional da pesquisa com material genético, a definição do conceito de acesso e de repartição de benefícios, bem como a busca pela definição e criação do bioma marinho, no contexto das discussões afetas à “BBNJ”.

Contando com a presença demais de 250 representantes do Governo, da Academia e da iniciativa privada, pode-se afirmar que o Fórum contribuiu para aprimorar os conhecimentos sobre as temáticas abordadas, e cujas recomendações poderão subsidiar Políticas Públicas, estratégias e ações futuras sobre os oceanos.

Os oceanos e as zonas costeiras são estratégicos para o Brasil, por desempenharem papel fundamental no desenvolvimento sustentável e na soberania nacional, nas suas expressões de defesa e, sobretudo, na econômica nacional. Somente por meio dos avanços nas áreas da Ciência, Tecnologia e Inovação, será possível exercer uma gestão estratégica desses espaços, considerados vitais para um país como o Brasil, que encerra enorme parcela de recursos vivos e não vivos, na área marítima de interesse.