Almirante Barroso

Nascido em Lisboa, ingressou na Academia Real dos Guardas-Marinha, já com sede no Brasil, em 1821. Embarcou em vários navios da Esquadra e realizou longas viagens de instrução com turmas de Guardas- Marinha. Enquanto esteve no serviço ativo, combateu nos vários conflitos internos e externos em que se envolveu o Império.
Em 1865, foi nomeado Chefe do Estado-Maior da Divisão comandada pelo Almirante Tamandaré e Comandante da Segunda Divisão Naval. Herói da Guerra da Tríplice Aliança, foi o vencedor da Batalha Naval do Riachuelo, travada em 11 de junho de 1865, quando, investindo contra os navios inimigos com a proa de sua capitânia, a Fragata Amazonas, pôs-lhes a pique, assim decidindo a sorte da luta.
Duas frases de Barroso deixaram claros sua fibra, capacidade de decisão e patriotismo: "Atacar e destruir o inimigo o mais perto que puder" e "O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever". A importância de sua atuação na Batalha Naval do Riachuelo foi reconhecida pelo governo imperial, que lhe concedeu a Ordem Imperial do Cruzeiro e o título honorífico de Barão do Amazonas. Barroso faleceu em Montevidéu, em 08 de agosto de 1882.

No dia 11 de junho de 1865, nas águas do rio Paraná, próximo à confluência do Riachuelo, travou-se o sangrento combate que recebeu o nome do pequeno afluente.
No decorrer da luta, na Capitânia de Barroso, a Fragata Amazonas, foram içados numerosos sinais, transmitindo ordens aos demais comandantes brasileiros.
Dois deles foram especialmente célebres:
779- "O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever"
10- "Sustentar o fogo que a vitória é nossa"
