Cerimônia de passagem de comando é realizada no 2º Distrito Naval

No dia 1º de agosto, uma cerimônia militar marcou a passagem de Comando do 2º Distrito Naval (Com2°DN). Na ocasião, o Almirante de Esquadra Marcelo Francisco Campos passou o cargo para o Vice-Almirante André Luiz Silva Lima de Santana Mendes, em cerimônia presidida pelo Almirante de Esquadra Leonardo Puntel, Comandante de Operações Navais e Diretor-Geral da Navegação, com a presença do Ministro do Superior Tribunal Militar, Almirante de Esquadra Alvaro Luiz Pinto.

O Almirante de Esquadra Campos, que esteve à frente do Com2°DN por pouco mais de seis meses, foi designado para o cargo de Diretor Geral de Navegação, que assumirá no próximo dia 15. Ao ressaltar a responsabilidade do Comandante do 2º Distrito Naval, ele destacou a importância da “Amazônia Azul” e dos recursos econômicos dela provenientes. “Possuímos ainda um mar de água doce, representado pelo Rio São Francisco. Com uma extensão de cerca de 1400 km, na área deste Comando, somos responsáveis pela segurança da navegação e a salvaguarda da vida humana, contribuindo, de forma marcante, para o desenvolvimento econômico desse espaço ribeirinho. Por tal razão me sinto privilegiado e orgulhoso por ter exercido tal cargo”, disse.

Natural de Salvador/BA, o Vice-Almirante Silva Lima foi promovido ao último posto em 31 de julho de 2018. Antes de ser designado para o Com2°DN, ocupava o cargo de Diretor de Ensino da Marinha. Ao definir o orgulho, a responsabilidade e a alegria de assumir o cargo, ele ressaltou a importância da atuação do 2º Distrito Naval nas Águas Jurisdicionais Brasileiras nos Estados da Bahia, Sergipe, norte de Minas Gerais e sudoeste de Pernambuco, citando ainda o “vasto repertório do que se entende como ‘Economia Azul’, que se baseia no uso sustentável dos oceanos e seus recursos, voltado ao crescimento econômico, à segurança alimentar, à geração de empregos e na preservação do meio ambiente marinho”. Ao citar os cerca de 3200 componentes da Marinha na área, o Vice-Almirante Silva Lima falou de sua convicção de que possa contar com um número muito superior de pessoas para cumprir a missão, ao incluir “aqueles que, de alguma maneira, compartilham o uso das nossas águas, munidos de uma arma muito poderosa, a conscientização para o bom uso do mar, pois a proteção das nossas riquezas e soberania é tarefa de todo cidadão brasileiro”, concluiu.