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INTRODUÇÃO ser especificada, podendo ser conduzido de diferentes
maneiras de acordo com o formato de entrada das pre-
Ao planejar ações a serem seguidas, surgem duas ferências, método de agregação, método de ordenação
questões fundamentais: “o que fazer” e “como fazer”. das alternativas e outras.
As respostas às duas questões podem ser geradas com
a participação de um indivíduo ou de um grupo para Na tomada de decisão multicritério em grupo,
avaliar vários critérios, que em diversas situações são os especialistas ou os critérios envolvidos no proces-
discordantes. Muitas decisões requerem múltiplas pers- so de decisão podem exigir diferentes formatos para
pectivas, uma vez que uma única pessoa pode não ter a representação das preferências, visto que possuem
conhecimento suficiente sobre o problema para resol- percepções e informações diferentes do problema. As
vê-lo sozinho, entretanto ao se trabalhar em grupo, é estruturas de preferências mais comuns são brevemen-
provável que ocorram, também, opiniões discordantes te descritas abaixo (PARREIRAS; EKEL, 2013):
entre os membros. Assim, a tomada de decisão multi- Ordenação das preferências: a preferência em X é
critério em grupo envolve muitos aspectos complexos dada como uma ordem de preferência da melhor para
e conflitantes (PARREIRAS et al., 2012 (1)). a pior. Pode ser representada como um vetor ordenado
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A importância de se alcançar um nível satisfatório O = o (1), …, o (n), sendo que o (.) é uma função de
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de concordância entre os especialistas tem motivado permutação sobre os valores inteiros {1, 2, …, n}.
vários pesquisadores a desenvolver esquemas de con- Funções de utilidade: a preferência em X é dada
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senso para aumentar a racionalidade da solução cole- como um conjunto de n valores de utilidade U = u c e
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tiva, bem como a eficiência da discussão entre os es- (x ), …, u (x ), sendo que u (x ) ∈ [0,1] representa o
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pecialistas (CABRERIZO et al., 2017; PARREIRAS et valor de utilidade atribuído à alternativa x .
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al, 2012 (2)). Esquemas de consenso consistem em um Relações de preferência multiplicativas: as prefe-
processo dinâmico e iterativo, conduzido sob a super- rências são dadas como uma matriz M n × n de re-
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visão de um moderador, com a intenção de minimizar lações de preferência positiva m (x , x ), que reflete a
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a discrepância entre as opiniões individuais. razão de intensidade de preferência entre as alternati-
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Este artigo apresenta métodos e modelos de toma- vas x e x , sendo entendido como x é m (x , x ) vezes
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da de decisão multicritério em grupo, aplicando-os em tão bom quanto x . A intensidade de preferência pode
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um exemplo licitatório hipotético. Porém, os resulta- ser especificada com base em várias escalas de razão.
dos deste trabalho possuem caráter amplo e podem ser Relações de preferência fuzzy: a preferência é des-
utilizados para diferentes problemas de planejamento crita por uma relação de preferência fuzzy μ e (x , x ):
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(estratégico, de novos negócios, de expansão, de ino- X × X → [0,1]. Sua função de pertinência indica o grau
vação, etc.). em que a alternativa x domina fracamente (ou é pelo
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menos tão bom quanto) x .
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METÓDOS E MODELOS DE TOMADA Ao considerar diferentes formatos de represen-
DE DECISÃO EM GRUPO tação de preferência, confere-se atenção ao processa-
mento dessas informações. Esse processamento está
Define-se tomada de decisão multicritério em associado com a elaboração de diversas funções de
grupo como o processo de obtenção de uma solução transformação (Tabela 1), que permitem converter
com base nas preferências de vários especialistas, con- diversos formatos de representação, fornecendo in-
siderando vários critérios simultâneos. Um problema formação homogênea para procedimentos de decisão
típico de tomada de decisão multicritério em grupo (PARREIRAS; EKEL, 2013).
envolve o conjunto de especialistas E={e , e , …, e },
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o conjunto de critérios C={c , c , …, c } e o conjunto Com a informação fornecida uniformizada, as
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de alternativas X={x , x , …, x } (EKEL et al., 2009). preferências individuais são agregadas em uma rela-
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Cada critério corresponde a um ponto de vista, segun- ção de preferência coletiva. No contexto da tomada de
do o qual as alternativas são avaliadas e comparadas decisão em grupo, às vezes é relevante diferenciar os
pelos especialistas. níveis de influência de cada especialista, sendo a que
forma mais comum para incluir tais influências em um
Para além desses elementos básicos, a questão modelo de agregação é através da atribuição de um
levantada pelo problema de tomada de decisão deve
coeficiente de importância diferente a cada um dos
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