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Corrida dos Fuzileiros Navais e Intendentes reúne 12 mil atletas e cerca de 200 pelotões

O Aterro do Flamengo recebeu, nesse domingo (24), a Corrida dos Fuzileiros Navais e Intendentes da Marinha, que reuniu mais de 12 mil pessoas e cerca de 200 pelotões na Zona Sul do Rio de Janeiro. Pela primeira vez, o evento recebeu o Permit Bronze, selo oficial da Confederação Brasileira de Atletismo, passando a integrar o calendário nacional da modalidade.

A largada ocorreu em frente ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial e reuniu atletas amadores, profissionais, pessoas com deficiência (PCD) e militares da Marinha. Ao todo, foram premiadas 13 modalidades.

Participação dos 200 pelotões

Um dos destaques do evento foi a participação de cerca de 200 pelotões militares. Os grupos cruzaram a linha de chegada de forma síncrona, entoando canções militares ao longo do percurso. Na categoria de pelotões, a proposta é valorizar a coesão, o espírito de corpo e a camaradagem entre os participantes. O pelotão “Vibração" puxou o ritmo do início ao fim, mostrando a energia característica dos Fuzileiros Navais.

Além da corrida, o evento ofereceu uma verdadeira imersão operativa para o público civil. Quem passou pelo Aterro pôde interagir com uma imponente mostra de tecnologia militar e viaturas pesadas do CFN, como a Viatura Blindada Sobre Rodas 4x4 JLTV, o Lançador Múltiplo de Foguetes Astros, a Viatura SR Piranha III C, o UNIMOG 5000 e o Obuseiro 105 mm Light Gun L118.

Cultura carioca e vibração

Quem também não escondeu a empolgação e vibração ao correr os 5 Km na categoria pelotão misto foi o ator Maurício Mattar. Correndo ao lado da equipe do canal e podcast Fuzileiro Real, o artista destacou que a mística da corrida militar já se misturou à identidade do Rio de Janeiro.

"Eu, como um cara que gosta de vibrar com tudo isso, acho que tem que fazer parte da cultura, principalmente do carioca, que tem essa corrida, que tem essa possibilidade. Meu DNA agradece, porque eu gosto de vibrar tudo isso”, exclamou Mattar. “Vocês tinham que conhecer: Fuzileiro Naval, Fuzileiro Real, Marinha do Brasil e toda a tropa de Operações Especiais. É fantástico! O Brasil tinha que ter essa cultura, conhecê-la. Aqui tem muita criança, muita família, muitas mulheres e idosos”, concluiu.

Estrutura do evento

Se os números institucionais impressionam, são as histórias de vida que traduzem o espírito do evento. A corrida deste ano consagrou o encontro de gerações unidas pelo esporte e pelo respeito às Forças Armadas. O aposentado e radiologista Enival Santos, de 67 anos, simbolizou a experiência e o foco no futuro ao encarar a exigente prova civil de 10 Km.

"Estou achando a prova muito bem estruturada. As coisas bem-organizadas. Estou aqui para me exercitar, porque cuidar da saúde é algo que fazemos hoje para o futuro, para ter uma vida melhor. A intenção de todos que vieram aqui é essa: se exercitar e cuidar da família”, celebrou Enival, traduzindo o sentimento de longevidade na pista.

Na outra ponta da linha de chegada, a organização minuciosa foi o principal ponto elogiado por quem vive o circuito de corridas de rua. A psicóloga Thereza Beatriz Lara, de 40 anos, veterana há 7 anos no esporte, correu a prova do CFN pela primeira vez e aprovou o esquema logístico para conter a multidão.

“Pelas corridas que eu já participei, ela está bem-organizada, está bem informativa. Não fica todo mundo muito junto, isso facilita, até porque tem muita gente. Então, isso facilita tanto para quem vai correr a primeira vez quanto para quem já corre há um tempo”, apontou

Para Ana Paula de Azevedo, que faz parte do Projeto Paralímpico da Marinha (PARAPROLIM), essa corrida se destaca das demais. “A Corrida dos Fuzileiros é a melhor que eu já participei na vida. Além de estar nela como atleta do projeto, eu faço questão de correr todos os anos, pois, apesar de ser cadeirante, a vida não parou para mim. É correr, se divertir e viver”, contou, celebrando sua superação.

Herança de Farda

A segurança e o ambiente patriótico também atraíram famílias que veem na Marinha um espelho de valores. Os policiais militares Edimilson Santos Quaresma (39) e Juliana Alves de Lima Quaresma (38) fizeram questão de correr o pelotão misto junto com os filhos, Enzo (12) e Erick (6).

“É muito bom trazer as crianças nesse ambiente militar, aprender um pouco mais das Forças Armadas, nessa vivência da pátria. E a intenção é que eles tenham isso para a vida: essa questão do amor à pátria, da disposição de acordar, a obediência”, explicou o pai, Edimilson. A mãe, Juliana, endossou a escolha com foco na estrutura do evento. “A gente já participou de outras corridas e não vê tanta organização assim. Ficamos muito admirados com a organização e com a segurança proporcionada para trazermos os nossos pequenos.”

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O impacto na nova geração foi imediato. O jovem Enzo, de 12 anos, deu um depoimento de gente grande ao cruzar a meta. “Corrida não é só correr, também tem o pós. É uma sensação boa, assim, de realização, sabe? É chegar na linha de chegada... É uma sensação muito boa”. Já o pequeno Erick, de apenas 6 anos, elegeu a corrida como sua atividade favorita e não escondeu o orgulho dos pais e do ambiente de fardas. “Quero ser policial que nem meus pais”, disparou, sorridente.

Missão cumprida

Encerrando as atividades, as autoridades navais ressaltaram o papel do evento tanto para o público interno quanto para o fortalecimento dos laços com a sociedade. 

Estamos aqui para mais uma corrida dos Fuzileiros Navais e Intendentes da Marinha, um grande marco reunindo mais de 12 mil atletas aqui nesse movimento. Ou seja, é praticamente 25% da Marinha presente nessa corrida, que cada vez mais tem atraído a família naval”, destacou o Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra (Fuzileiro Naval) Carlos Chagas Vianna Braga. “Isso marca exatamente a importância do preparo físico na vida das nossas pessoas, na vida da família naval, da vida do militar, e muito especialmente na vida do nosso Fuzileiro Naval, foi uma grande alegria estar aqui presente para mais uma corrida”, explicou.

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O Comandante do Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), Contra-Almirante (Fuzileiro Naval) Max Guilherme de Andrade e Silva, celebrou a magnitude do evento e o sentimento de dever cumprido ao término das provas. “Todo o esforço foi premiado por uma corrida exitosa, com milhares de participantes entre civis, família naval, militares, pelotões. Com a certeza de que a gente fez o melhor possível para integrar a sociedade civil com a Marinha, com as Forças Armadas. Nós saímos daqui bastante orgulhosos do nosso trabalho”, concluiu.

Ao meio-dia, as pistas do Aterro do Flamengo já estavam liberadas, mas a energia deixada pelos mais de 12 mil pares de tênis e pelas vozes dos 170 pelotões ecoará até maio do ano que vem. A Corrida dos Fuzileiros Navais provou, mais uma vez, que o espírito de corpo é um combustível que não aceita limites.

Fonte: Agência Marinha de Notícias
Acesse: https://www.agencia.marinha.mil.br/

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