Histórico

O Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes - CEFAN, com sede na cidade do Rio de Janeiro - RJ, originou-se da Liga de Esportes da Marinha, criada oficialmente em 25 de novembro de 1915, e, desde o início, teve sua orientação voltada para o Desporto e o aperfeiçoamento físico dos militares da MB, preparando atletas para competições de nível nacional e internacional. O Aviso nº 1, de 4 de janeiro de 1916 instituiu sua regulamentação institucional. Posteriormente, pelo Decreto nº 24.581, de 5 de julho de 1934, a Liga de Esportes da Marinha passou a ser subordinada à então Diretoria do Pessoal da Marinha, que mais tarde foi extinta pelo Decreto-Lei nº 2.296, de 10 de junho de 1940, mesmo ato que criou o Departamento de Educação Física da Marinha (DEFM), diretamente subordinado à Diretoria do Ensino da Marinha. O citado Departamento foi extinto pelo Decreto-Lei nº 7.467, de 16 de abril de 1945, e reativado pelo Decreto-Lei nº 9.265, de 17 de maio de 1946, como Departamento de Esportes da Marinha, cuja denominação foi alterada para Centro de Esportes da Marinha, pelo Decreto nº 32.742, de 07 de maio de 1953. O Centro de Esportes da Marinha teve, novamente, sua denominação alterada para Centro de Educação Física da Marinha pelo Decreto nº 70.161, de 18 de fevereiro de 1972, e finalmente, passou a ter a denominação atual, CEFAN, pelo Decreto nº 73.058, de 31 de outubro de 1973. Posteriormente, suas atividades foram regulamentadas pelo Decreto nº 76.687, de 27 de novembro de 1975, que foi renovado pelo de nº 84.781, de 11 de junho de 1980, e alterado pela Portaria nº 110, de 30 de janeiro de 1986, do então Ministro da Marinha, tendo sido, posteriormente, regulamentada pela Portaria nº 20, de 6 de fevereiro de 1997. A citada Portaria de regulamentação foi revogada pela Portaria nº 63, de 06 de novembro de 1998, do Comando de Operações Navais (ComOpNav), que aprovou uma nova regulamentação. Por intermédio da Portaria nº 120/MB, de 31 de março de 2008, foi transferida a subordinação do CEFAN para o Comando do Pessoal de Fuzileiros Navais (CPesFN). Revogada esta última, passou à subordinação do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (CGCFN), por meio da Portaria nº 65/MB, de 24 de fevereiro de 2010.

Desde sua criação, o CEFAN tem orientação voltada para o desporto e o aperfeiçoamento físico dos militares da Marinha do Brasil (MB), preparando atletas para competições de nível nacional e internacional. Sua estrutura, que conta com uma pista de atletismo, uma pista de pentatlo naval, quatro quadras de vôlei de areia, um campo de futebol de areia, dois campos de futebol, um estande de tiro, um parque aquático (composto de uma piscina olímpica e uma piscina de saltos ornamentais) e um ginásio poliesportivo climatizado, entre outras facilidades, já sediou eventos esportivos importantes. Em 2011, por exemplo, o CEFAN sediou as competições de Pentatlo Naval e Taekwondo dos 5º Jogos Mundiais Militares, a maior competição desportiva militar do mundo. Para isso, o Centro passou por uma revitalização.

Também em 2011, a pista de atletismo do CEFAN recebeu o Certificado Classe 2 da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF). Este é um reconhecimento de que a pista pode ser utilizada nas competições da modalidade de nível nacional e internacional.

Em fevereiro de 2012, o CEFAN foi selecionado pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio-2016 como um dos locais de treinamento oficial para os jogos Rio 2016. Neste mesmo ano, duas atletas da Marinha do Brasil foram destaques com suas conquistas nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 no Judô. A 3º SG-RM2-EP Sarah Menezes conseguiu uma medalha de ouro, consagrando-se como a primeira mulher a conquistar este feito para o Brasil na modalidade e a 3º SG-RM2-EP Mayra Aguiar, que levou a medalha de bronze. Elas são dois exemplos da importância do Programa Olímpico da Marinha (PROLIM).

Para receber as delegações estrangeiras, como Centro Oficial de Treinamento dos Jogos Olímpicos Rio 2016, foram realizadas melhorias em suas dependências, todas viabilizadas com recursos oriundos do Ministério do Esporte, que incluíram a construção de dois campos de futebol e prédio de apoio, calçamento nas vias de acesso, acessibilidade, e reformas na piscina de saltos ornamentais, nos vestiários, na piscina olímpica e no ginásio com quadra de vôlei climatizada. Foi construído ainda, após os Jogos Olímpicos, o Centro Nacional de Levantamento de Peso, o primeiro do país, exclusivamente destinado ao levantamento de pesos e a mais moderna instalação do gênero da América Latina.

Nos Jogos Olímpicos Rio 2016, novamente os atletas do Programa Olímpico da Marinha lograram êxito: das 19 medalhas brasileiras, seis foram conquistadas pelos atletas da Marinha: quatro de ouro com o êxito dos atletas 3ºSG-RM2-EP Rafaela Silva (judô), 3ºSG-RM2-EP Robson Conceição (boxe), 3ºSG-RM2-EP Alison Ceritti e 3ºSG-RM2-EP Bruno Schmidt (vôlei de praia), 3ºSG-RM2-EP Kahena Kunze e 3ºSG-RM2-EP Martine Grael (vela), uma de prata com a 3ºSGRM2-EP Ágatha Bednarczuk e 3ºSG-RM2-EP Bárbara Seixas (vôlei de praia) e uma de bronze com a 3ºSG-RM2-EP Mayra Aguiar (judô).

 

Centro de Educação Física Almirante Adalbert