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"A disponibilidade de submarinos diesel-            parcerias  e  do  intercâmbio  de  conhecimentos,  não  só
          elétricos, assim como do submarino                  entre as Instituições de CT&I da Marinha, como também
          de propulsão nuclear contribuirá para               com as organizações homólogas das Forças Singulares,
          salvaguardar a soberania sobre a “Amazônia          de fundações, da indústria e da academia, no País e no
          Azul”, elevando o Poder Naval a capacidades         exterior, tendo por pressuposto teórico os conceitos da
          de dissuasão e negação do uso do mar.               "tríplice hélice". A filosofia de execução dessa estratégia
          Tais  atitudes  estratégicas  maximizarão  as       busca fomentar a inovação com base na relação gover-
          potencialidades para dissuadir potenciais           no, universidade e empresa, levando em consideração as
          contendores de eventuais pretensões naquele         múltiplas relações do processo de geração e dissemina-
          espaço marítimo vital, bélicas ou não"              ção do conhecimento.
                                                                 Por meio das parcerias e cooperações, busca-se atu-
                                                              ar na fronteira tecnológica, procurando, sempre que pos-
                                                              sível, a utilidade dual (militar e civil) da tecnologia em
                                                              estudo.  Em  consonância  com  as  orientações  contidas
          uma potência naval superior, com capacidade de obstruir   na Estratégia Nacional de Defesa, admite-se que a busca
          as linhas de comunicação marítimas, o abastecimento e   pelo domínio de  tecnologias sensíveis  inclua parcerias
          o comércio brasileiro. As atividades de pirataria, com des-  internacionais, com o propósito de capacitar a indústria
          taque para o Golfo da Guiné, da pesca ilegal e predatória,   nacional de material de defesa na conquista da autono-
          de acessos ilegais a conhecimentos científicos estratégi-  mia em tecnologias críticas, desde que julgadas impres-
          cos, do crime organizado e dos desastres ambientais, en-  cindíveis à Defesa Nacional.
          tre outros, representam fragmentos das ameaças presen-  Nesse contexto, é desejável que os projetos que re-
          tes, que requerem o preparo e o emprego adequados do   sultem no desenvolvimento de produtos de interesse da
          Poder Naval para a manutenção da soberania dos espaços   Marinha e da sociedade, preferencialmente enquadrados
          oceânicos.                                          como de caráter dual, devam ser gerenciados por meio
            O  Plano  Estratégico  da  Marinha  2040  instituiu  que   de parcerias externas, civis ou militares.
          o  paradigma  clássico  associado  ao  “combate  no  mar”,
          representado, entre outros, pela tarefa básica do Poder
          Naval de “negação do uso do mar”, deverá ser conduzido   Submarino "Riachuelo", primeiro da classe, deslizando em águas azuis
          pelo  componente  submarino.  A  Estratégia  Nacional  de
          Defesa, sobrejacente ao Plano, estabelece que, para as-
          segurar a tarefa de negação do uso do mar, o Brasil con-
          tará com Força Naval submarina de peso, composta por
          submarinos convencionais de propulsão diesel-elétrica e
          nuclear.
            O PROSUB se insere no contexto do Programa de Cons-
          trução do Núcleo do Poder Naval,  que inclui o Complexo
          Naval de Itaguaí (RJ), quatro submarinos diesel-elétricos
          da classe “Riachuelo” e um submarino convencional com
          propulsão nuclear.
            O PNM, já abordado anteriormente, é de substancial
          relevância  para  o  Poder  Naval,  por  considerar  que  dois
          de seus principais projetos – Ciclo do combustível nucle-
          ar e Planta Nuclear Embarcada  – são imperativos para
          o projeto e construção submarino de propulsão nuclear,
          que conferirá uma nova dimensão à capacidade de Defe-
          sa nacional.


          Quais as vantagens dos convênios e das parcerias fir-
          mados para o desenvolvimento dos principais projetos
          estratégicos da Força?
            Em  consonância  com  o  preconizado  na  Estratégia
          de Ciência, Tecnologia e Informação  (CT&I) da Marinha,
          para  que  seja  alcançada  a  atualização  tecnológica  e  a
          inovação sustentável e contínua, é essencial dispor de


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