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no de propulsão diesel-elétrica – o gação do uso do mar sob jurisdição e são empregadas em missões de
“Angostura” - está em fase de fina- do Brasil , também conhecido como inteligência, vigilância e reconhe-
lização. Amazônia Azul, contra os interesses cimento, inclusive noturnas.
Nos próximos anos, um dos de- nacionais.
safios para a Força de Submarinos é Para potencializar o poder de fogo “Esquadras de guerra não se evo-
preparar os militares que operarão o dos navios brasileiros, a Força Naval cam de improviso”
SCPN “Álvaro Alberto”. “Este desafio realizou, no primeiro semestre deste Os programas estratégicos que
será proporcional ao ocorrido na pri- ano, mais um teste de qualificação do visam incrementar as capacida-
meira imersão a bordo do submersí- Míssil Antinavio Nacional de Superfí- des navais, aeronavais e de Fuzi-
vel F1, na Itália, em 1913, onde bra- cie (MANSUP), que faz parte do pro- leiros Navais da Esquadra têm em
sileiros iniciaram a nossa jornada, grama homônimo e que deve equipar comum o desenvolvimento de lon-
liderados pelo patrono da Força de as Fragatas da Classe “Tamandaré”. go prazo. O PROSUB foi criado em
Submarinos, o Capitão de Fragata É um armamento desenvolvido com 2008, embora as ações da Força
Felinto Perry,”, afirma o Comandante 100% de tecnologia nacional, que para desenvolver submarinos de
da Força de Submarinos da Marinha, pode alcançar velocidade transônica propulsão nuclear tenham inicia-
Contra-Almirante Manoel Luiz Pavão – próxima à do som -, com alcance de do na década de 1970. O MANSUP
Barroso. cerca de 70 quilômetros, voo em alti- começou a ser projetado em 2011,
Este ano, a Marinha também deu tude “seaskimming” – rente ao mar - a viabilidade das aeronaves remo-
o pontapé inicial para a construção e com operação sob quaisquer condi- tamente pilotadas foi estudada a
dos navios-escolta do Programa ções climáticas. partir de 2012 e o Programa de Fra-
Fragatas Classe “Tamandaré". Pelo Em outra ação que busca ampliar gatas da Classe “Tamandaré” foi
menos 30% da produção da primei- as capacidades dos meios da Esqua- concebido em 2017.
ra unidade é nacional e esse percen- dra, a Marinha ativou, no ano passa- Eles demonstram a antecipa-
tual deve aumentar, gradualmen- do, o 1º Esquadrão de Aeronaves Re- ção da Marinha às necessidades
te, a partir da segunda, ampliando motamente Pilotadas (EsqdQE-1), de defesa, praticando a máxima do
a independência científica e tecno- que conta com modelos VBAT 128 e jurista Ruy Barbosa, em sua obra
lógica do País. A previsão é de que ScanEagle. Elas possuem sistema de “Cartas de Inglaterra”, de 1896:
as quatro novas Fragatas comecem comunicação integrado com um al- “Esquadras de guerra não se evo-
a operar na Esquadra entre 2025 e cance de mais de 100 quilômetros, cam de improviso, nem se ataman-
2029, fortalecendo o poder de dis- autonomia de voo de mais de 20 ho- cam entre apuros com invenções
suasão, a projeção de força e a ne- ras, velocidade máxima de 150km/h engenhosas de momento. Com os
Um dos três submarinos da Esquadra, o “Tikuna” (S34), executa manobra de alta complexidade “hi-line”, com a aeronave SH-16 Seahawk
6 NOMAR | OUTUBRO A DEZEMBRO DE 2023 | Nº 956

