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taria, supervisiona a formação de
soldados Fuzileiros Navais e coo-
pera para a estruturação da unida-
de de Fuzileiros Navais santomen-
ses. Segundo o Chefe da Missão de
Assessoria Naval em São Tomé e
Príncipe, a missão fortalece as re-
lações diplomáticas do Brasil, bem
como potencializa as relações co-
merciais brasileiras.
O Ministro dos Negócios Es-
trangeiros, Cooperação e Comuni-
dades, que também acumula a pas-
ta de Ministro da Presidência do
Conselho de Ministros e dos As-
suntos Parlamentares, Gareth Gua-
dalupe, destaca o crescimento
econômico santomense como re-
sultado da parceria entre os dois
países. “Para um país que possui
uma Zona Econômica Exclusiva
160 vezes maior do que seu terri-
tório terrestre, torna-se muito im-
portante a permanência da Missão
Naval Brasileira, que muito contri-
bui para a formação dos Marinhei-
ros e Fuzileiros Navais da Guarda
Costeira. Queremos contar com o
Brasil, igualmente, em outras áre-
as de formação. Para nós, é muito
importante a presença dos navios
da Marinha do Brasil no mar territo-
rial santomense, pois isso mostra
que São Tomé e Príncipe é um lo-
cal seguro. Daí, temos um aumento
do turismo e do comércio”, afirmou Treinamento com militares de Camarões
o Ministro durante visita à Fragata
“Liberal” em agosto de 2023, por Centro Inter-regional de Coordena- press”, “GUINEX”, “Grand African
ocasião da “GUINEX III”. ção naquele país. NEMO” e “IBSAMAR”, entre outras,
a MB contribui para garantir a se-
Camarões Exercícios multinacionais gurança e a proteção das fronteiras
Ainda na busca pelo aprimora- A cada ano, a MB tem amplia- marítimas brasileiras, atuando de
mento da segurança do tráfego ma- do sua presença na África, por meio forma proativa na prevenção e no
rítimo no Golfo da Guiné e no res- de operações e parcerias estratégi- combate a ameaças que podem co-
tante da costa ocidental africana, cas, buscando diminuir a inseguran- locar em risco as atividades relacio-
foi assinado, em 2018, um acordo ça marítima no Atlântico Sul. São nadas ao uso do mar. Além disso,
de cooperação entre a MB e a Ma- oferecidos cursos e treinamentos as operações proporcionam a troca
rinha Nacional de Camarões, esta- para militares de países africanos de experiências entre militares, in-
belecendo o compartilhamento de em academias militares brasileiras crementam a interoperabilidade en-
informações sobre o tráfego marí- e a Força atua em exercícios navais tre as marinhas e guardas costeiras
timo. Em função desse compromis- com países daquele continente. amigas e estreitam os laços de coo-
so, a Força Naval Brasileira mantém Por meio de exercícios multi- peração e amizade entre os países.
um representante permanente no nacionais como a “Obangame Ex- Os exercícios militares realiza-
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