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Figura 1y
Figura X3: Descobertas da ocorrência de (PROJETO TUCUXI*) e Cone do Rio Gran-
GH em território brasileiro: Leque do de, Bacia de Pelotas (Projeto CONEGAS*)
Amazonas, Bacia da Foz do Amazonas *Projetos desenvolvidos pelo IPR/PUCRS.
Fonte: Adaptado de Ketzer et al., (2021)
A Província de Hidratos de Gás do Cone da Foz do Amazonas
O Cone da Foz do Amazonas está a apro- A movimentação desta espessa sequ-
ximadamente 250 km da foz do Rio Ama- ência de sedimentos, predominantemente
zonas. Este leque sedimentar se estende por composta por depósitos de movimento
700 km em direção ao mar, a partir do limite de massa e sistemas turbidíticos (channel-
externo da plataforma continental, para pro- -levee), provocou o colapso gravitacional
fundidades de água de mais de 4.000 m no da região, resultando no estabelecimento
Planície Abissal Demerara (Fig. 1y). Ocupa de uma dinâmica distensiva na parte pro-
uma área de 330.000 km e 9 km de espes- ximal e compressiva na parte distal, com
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sura sedimentar (SILVA et al., 1999; DAMU- a consequente formação de sistemas de
TH e KUMAR, 1975). Esta feição iniciou sua falhamentos normais e de dobramentos,
formação no Mioceno Inferior, através da responsáveis pela formação de desníveis Plumas de Gás
acumulação de sedimentos cuja área fon- com até 500 m no fundo marinho (FLOOD Hidratos de Gás
te é atribuída aos soerguimentos da Cordi- et al., 1991; REIS et al., 2010, 2016; SILVA
lheira dos Andes e consequente inversão da et al., 2016). O desencadeamento de mo-
direção do Rio Amazonas para nordeste (FI- vimentos de massa gigantes (MTDs) tem
GUEIREDO et al., 2009). A missão #155 do sido associado a variações causadas pelo
IODP trouxe importantes contribuições sobre clima durante as mudanças do nível do
a evolução tectono-sedimentar desta área. mar (MASLIN et al., 2005). Mais recente-
Foram testemunhados e perfilados 17 poços mente, durante o Neogeno, os MTDs estão
com até 450 m de informações sobre os sedi- associados à atividade tectônica dentro da
mentos ali depositados (FLOOD et al., 1995). parte superior do talude (REIS et al., 2016). Fonte: Modificado de Ketzner et. al (2018)
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