Page 628 - Livro - Economia Azul
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Figura 1y

























               Figura X3: Descobertas da ocorrência de   (PROJETO TUCUXI*) e Cone do Rio Gran-
               GH em território brasileiro: Leque do    de, Bacia de Pelotas (Projeto CONEGAS*)
               Amazonas, Bacia da Foz do Amazonas       *Projetos desenvolvidos pelo IPR/PUCRS.
                                                                Fonte: Adaptado de Ketzer et al., (2021)
              A Província de Hidratos de Gás do Cone da Foz do Amazonas

                  O Cone da Foz do Amazonas está a apro-   A  movimentação  desta  espessa  sequ-
               ximadamente 250 km da foz do Rio Ama-    ência de sedimentos, predominantemente
               zonas. Este leque sedimentar se estende por   composta por depósitos de movimento
               700 km em direção ao mar, a partir do limite   de massa e sistemas turbidíticos (channel-
               externo da plataforma continental, para pro-  -levee),  provocou  o  colapso  gravitacional
               fundidades de água de mais de 4.000 m no   da região, resultando no estabelecimento
               Planície Abissal Demerara (Fig. 1y). Ocupa   de uma dinâmica distensiva na parte pro-
               uma área de 330.000 km  e 9 km de espes-  ximal e compressiva na parte distal, com
                                     2
               sura sedimentar (SILVA et al., 1999; DAMU-  a consequente formação de sistemas de
               TH e KUMAR, 1975). Esta feição iniciou sua   falhamentos  normais  e  de  dobramentos,
               formação no Mioceno Inferior, através da   responsáveis pela formação de desníveis                                        Plumas de Gás
               acumulação de sedimentos cuja área fon-  com até 500 m no fundo marinho (FLOOD                                           Hidratos de Gás
               te é atribuída aos soerguimentos da Cordi-  et al., 1991; REIS et al., 2010, 2016; SILVA
               lheira dos Andes e consequente inversão da   et al., 2016). O desencadeamento de mo-
               direção do Rio Amazonas para nordeste (FI-  vimentos de massa gigantes (MTDs) tem
               GUEIREDO et al., 2009). A missão #155 do   sido associado a variações causadas pelo
               IODP trouxe importantes contribuições sobre   clima durante as mudanças do nível do
               a evolução tectono-sedimentar desta área.   mar (MASLIN et al., 2005). Mais recente-
               Foram testemunhados e perfilados 17 poços   mente, durante o Neogeno, os MTDs estão
               com até 450 m de informações sobre os sedi-  associados à atividade tectônica dentro da
               mentos ali depositados (FLOOD et al., 1995).  parte superior do talude (REIS et al., 2016).                                                                     Fonte: Modificado de Ketzner et. al (2018)


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