Page 27 - Livro - Economia Azul
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seguida, o capítulo 3 destaca os diferentes   SEÇÃO  ainda há longo caminho por se percorrer. Já   uma de suas mais relevantes organizações
 instrumentos econômicos (impostos, taxas,   2  o capítulo 12 aprofunda-se na explicação da   internacionais específicas – a Organização
 encargos, subsídios, sistemas de licenças ne-  necessidade de bem se conhecer o que se   Marítima Internacional (IMO) – e como o Bra-
 gociáveis, e pagamento por serviços ecossis-  pode fazer e, como se pode fazer, tal ati-  sil tem se posicionado nesse amplo fórum de
 têmicos – PSE) e financeiros (investimento de   vidade em cada lugar desse mar que nos   debates. Assim, a seção procura emoldurar
 impacto, dívida, equity, financiamento mis-  margeia – a necessidade de um bom pla-  como o globo tem balizado a economia azul
 to e subsídios) aplicados à economia azul. Já   nejamento espacial marinho (PEM), inclusi-  e como o Brasil tem se esforçado em alavan-
 o capítulo 4 analisa o caso brasileiro, desta-  ve apontando como o mundo tem evoluído   car essa maritimidade.
 cando a relevância da Amazônia Azul, parti-  nesse planejamento. O capítulo 13 passa a
 cularmente no contexto da Elevação do Rio   tratar uma típica solução nacional de geren-  SEÇÃO
 Grande (ERG), e endereça especificamente o   ciamento das regiões urbanas litorâneas e o   3
 desafio  da mineração  offshore no  Brasil.   mar próximo, aprofundando nas peculiari-
 Os capítulos 5, 6, 7 e 8 lidam com grandes   dades do gerenciamento costeiro nacional e
 questões  da  agenda  global.  O  capítulo  5,   seu aproveitamento econômico sustentável.
 por exemplo, destaca o papel da Agenda   Por sua vez, o capítulo 14 ressalta um dos
 2030 e de seus 17 Objetivos de Desenvol-  A seção 2, já após a conceituação fun-  maiores problemas da relação humana com
 vimento Sustentável (ODS) sobre a vida e   damental apresentada na seção 1, procura   o mar – a poluição marinha – principalmen-
 os recursos marinhos, além de sobre as   mostrar como tem (e se tem) sido gerencia-  te a decorrente de despejos oriundos de ter-
 atividades marítimas, evidenciando sua   da essa economia azul pelos diversos atores   ra que, proporcionalmente, é muito superior
 interface com diferentes ODS. Na sequên-  partícipes dessa governança do mar, que   à também decorrente de meios marítimos.
 cia, o capítulo 6 reforça a necessidade de   pertence, sinergicamente, tanto aos interes-  O capítulo 15 remete a um clamor funda-
 se promover uma governança do mar no   ses nacionais quanto a todo o planeta. Isso   mental – o brasileiro precisa acolher o mar
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 contexto  da Década  da Ciência  Oceânica   se deve à crescente preocupação de que   como sua prioridade, seja para conhecê-lo
 para o Desenvolvimento Sustentável, tam-  não basta explotar recursos, devendo essa   e preservá-lo, seja como oportunidade de   A  seção  3  descreve  a  Economia  Azul
 bém conhecida como “Década do Ocea-  utilização ser gerenciada de forma racional,   desenvolvimento – por isso, evoca à menta-  como uma economia baseada no “conhe-
 no”,  destacando  as  iniciativas  brasileiras   que atenda tanto ao desenvolvimento na-  lidade marítima nacional e sua evolução. Em   cimento”, na qual dados e informações
 nesse contexto. Já o capítulo 7 reforça a   cional quanto à sustentabilidade do planeta   seguida, o capítulo 16 aponta as principais   são capazes de orientar a obtenção de so-
 relevância da governança e traz a contri-  e às novas gerações. Para tanto, o capítulo 9   opções nacionais, expressas “no que o país   luções para os desafios presentes e futuros
 buição da cooperação e da diplomacia do   traz essa abordagem fundamental de todos   deseja para o mar”, em suas políticas públi-  da nossa sociedade. O foco da seção é, por-
 oceano no contexto da atual agenda de   os múltiplos atores que interagem na gover-  cas de mais alto nível; apresentando a com-  tanto, reconhecer as diversas necessidades
 desenvolvimento sustentável global; além   nança do oceano, sendo essa uma tendên-  plexidade de construção contínua e crescente   e estimular a discussão sobre como buscar
 disso, destaca oportunidades para a diplo-  cia global. O capítulo 10 resgata a principal   dessa regulação nacional desejada. O capítu-  esses futuros usuários e motivar o maior
 macia científica no contexto da economia   utilização dos mares – seu meio de comuni-  lo 17 mostra que esse movimento científico-  nível de suporte possível para o interesse
 azul pensando o caso do Brasil. Por fim, o   cação de bens e pessoas – portanto, aborda   -tecnológico-sustentável-econômico voltado   do país mirando uma Economia Azul. No
 capítulo 8 analisa as contribuições da cul-  como essas linhas de comunicação têm evo-  ao mar tem despertado múltiplos interesses   capítulo  19 é  apresentado um panorama
 tura oceânica (ocean literacy) para a pro-  luído, inclusive, com nova perspectiva que é   e crescentes arranjos, tanto internacionais –   de algumas iniciativas brasileiras em curso,
 moção da economia azul, com particular   o “transporte de dados” por cabos submari-  exemplificados –, quanto nacionais, com di-  envolvendo órgãos federais, universidades,
 atenção à interface com o setor privado e   nos. O capítulo 11 refaz a trajetória difícil de   versos exemplos inovadores, sublimando que   algumas empresas privadas, com foco nas
 o comprometimento com um futuro sus-  regulação internacional do uso dos mares.   algumas unidades federativas têm empres-  iniciativas associadas ao monitoramento
 tentável. Em seguida, a próxima seção visa   Mesmo cobrindo mais de 70% da superfície   tado relevante esforço nessa maritimidade   oceânico. É dado destaque ao Programa
 a analisar a base normativa para a maioria   terrestre, somente no século XX pode-se   crescente. Por fim, capítulo 18 procura res-  GOOS-Brasil, coordenado pela Marinha
 das discussões, à luz das contribuições da   considerar que essa consolidação regu-  gatar como o mundo tem procurado atuar   do Brasil (MB), correspondendo ao sistema
 governança e da regulação do oceano.  latória começou a se estruturar, mas que   na regulação do uso do mar, fazendo uso de   mais longevo existente em âmbito nacional,



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