Page 26 - Livro - Economia Azul
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seguida, o capítulo 3 destaca os diferentes              SEÇÃO                                                    ainda há longo caminho por se percorrer. Já   uma de suas mais relevantes organizações
               instrumentos econômicos (impostos, taxas,                 2                                                       o capítulo 12 aprofunda-se na explicação da   internacionais específicas – a Organização
               encargos, subsídios, sistemas de licenças ne-                                                                     necessidade de bem se conhecer o que se   Marítima Internacional (IMO) – e como o Bra-
               gociáveis, e pagamento por serviços ecossis-                                                                      pode fazer e, como se pode fazer, tal ati-  sil tem se posicionado nesse amplo fórum de
               têmicos – PSE) e financeiros (investimento de                                                                     vidade em cada lugar desse mar que nos   debates. Assim, a seção procura emoldurar
               impacto, dívida, equity, financiamento mis-                                                                       margeia – a necessidade de um bom pla-   como o globo tem balizado a economia azul
               to e subsídios) aplicados à economia azul. Já                                                                     nejamento espacial marinho (PEM), inclusi-  e como o Brasil tem se esforçado em alavan-
               o capítulo 4 analisa o caso brasileiro, desta-                                                                    ve apontando como o mundo tem evoluído   car essa maritimidade.
               cando a relevância da Amazônia Azul, parti-                                                                       nesse planejamento. O capítulo 13 passa a
               cularmente no contexto da Elevação do Rio                                                                         tratar uma típica solução nacional de geren-              SEÇÃO
               Grande (ERG), e endereça especificamente o                                                                        ciamento das regiões urbanas litorâneas e o                3
               desafio  da mineração  offshore no  Brasil.                                                                       mar próximo, aprofundando nas peculiari-
               Os capítulos 5, 6, 7 e 8 lidam com grandes                                                                        dades do gerenciamento costeiro nacional e
               questões  da  agenda  global.  O  capítulo  5,                                                                    seu aproveitamento econômico sustentável.
               por exemplo, destaca o papel da Agenda                                                                            Por sua vez, o capítulo 14 ressalta um dos
               2030 e de seus 17 Objetivos de Desenvol-   A seção 2, já após a conceituação fun-                                 maiores problemas da relação humana com
               vimento Sustentável (ODS) sobre a vida e   damental apresentada na seção 1, procura                               o mar – a poluição marinha – principalmen-
               os recursos marinhos, além de sobre as   mostrar como tem (e se tem) sido gerencia-                               te a decorrente de despejos oriundos de ter-
               atividades marítimas, evidenciando sua   da essa economia azul pelos diversos atores                              ra que, proporcionalmente, é muito superior
               interface com diferentes ODS. Na sequên-  partícipes dessa governança do mar, que                                 à também decorrente de meios marítimos.
               cia, o capítulo 6 reforça a necessidade de   pertence, sinergicamente, tanto aos interes-                         O capítulo 15 remete a um clamor funda-
               se promover uma governança do mar no     ses nacionais quanto a todo o planeta. Isso                              mental – o brasileiro precisa acolher o mar
                                                                                                                                                                           374   A ECONOMIA AZUL             Uma Ciência Azul 375
               contexto  da Década  da Ciência  Oceânica   se deve à crescente preocupação de que                                como sua prioridade, seja para conhecê-lo
               para o Desenvolvimento Sustentável, tam-  não basta explotar recursos, devendo essa                               e preservá-lo, seja como oportunidade de    A  seção  3  descreve  a  Economia  Azul
               bém conhecida como “Década do Ocea-      utilização ser gerenciada de forma racional,                             desenvolvimento – por isso, evoca à menta-  como uma economia baseada no “conhe-
               no”,  destacando  as  iniciativas  brasileiras   que atenda tanto ao desenvolvimento na-                          lidade marítima nacional e sua evolução. Em   cimento”, na qual dados e informações
               nesse contexto. Já o capítulo 7 reforça a   cional quanto à sustentabilidade do planeta                           seguida, o capítulo 16 aponta as principais   são capazes de orientar a obtenção de so-
               relevância da governança e traz a contri-  e às novas gerações. Para tanto, o capítulo 9                          opções nacionais, expressas “no que o país   luções para os desafios presentes e futuros
               buição da cooperação e da diplomacia do   traz essa abordagem fundamental de todos                                deseja para o mar”, em suas políticas públi-  da nossa sociedade. O foco da seção é, por-
               oceano no contexto da atual agenda de    os múltiplos atores que interagem na gover-                              cas de mais alto nível; apresentando a com-  tanto, reconhecer as diversas necessidades
               desenvolvimento sustentável global; além   nança do oceano, sendo essa uma tendên-                                plexidade de construção contínua e crescente   e estimular a discussão sobre como buscar
               disso, destaca oportunidades para a diplo-  cia global. O capítulo 10 resgata a principal                         dessa regulação nacional desejada. O capítu-  esses futuros usuários e motivar o maior
               macia científica no contexto da economia   utilização dos mares – seu meio de comuni-                             lo 17 mostra que esse movimento científico-  nível de suporte possível para o interesse
               azul pensando o caso do Brasil. Por fim, o   cação de bens e pessoas – portanto, aborda                           -tecnológico-sustentável-econômico voltado   do país mirando uma Economia Azul. No
               capítulo 8 analisa as contribuições da cul-  como essas linhas de comunicação têm evo-                            ao mar tem despertado múltiplos interesses   capítulo  19 é  apresentado um panorama
               tura oceânica (ocean literacy) para a pro-  luído, inclusive, com nova perspectiva que é                          e crescentes arranjos, tanto internacionais –   de algumas iniciativas brasileiras em curso,
               moção da economia azul, com particular   o “transporte de dados” por cabos submari-                               exemplificados –, quanto nacionais, com di-  envolvendo órgãos federais, universidades,
               atenção à interface com o setor privado e   nos. O capítulo 11 refaz a trajetória difícil de                      versos exemplos inovadores, sublimando que   algumas empresas privadas, com foco nas
               o comprometimento com um futuro sus-     regulação internacional do uso dos mares.                                algumas unidades federativas têm empres-  iniciativas associadas ao monitoramento
               tentável. Em seguida, a próxima seção visa   Mesmo cobrindo mais de 70% da superfície                             tado relevante esforço nessa maritimidade   oceânico. É dado destaque ao Programa
               a analisar a base normativa para a maioria   terrestre, somente no século XX pode-se                              crescente. Por fim, capítulo 18 procura res-  GOOS-Brasil, coordenado pela Marinha
               das discussões, à luz das contribuições da   considerar que essa consolidação regu-                               gatar como o mundo tem procurado atuar   do Brasil (MB), correspondendo ao sistema
               governança e da regulação do oceano.     latória começou a se estruturar, mas que                                 na regulação do uso do mar, fazendo uso de   mais longevo existente em âmbito nacional,



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