Page 25 - Livro - Economia Azul
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INTRODUÇÃO inclusiva, plural, sob perspectivas temáticas autores internacionais. Uma obra de con-
transversais e sinérgicas, mas também regio- solidação científica, revisão por pares que
nais, que agregassem conhecimento de for- perdurou quase dois anos de elaboração
ma ampla. Assim, as quatro seções organiza- e revisão antes de seu lançamento. Dessa
das no livro (“Conceitos, Métodos e Agenda forma, é com grande satisfação que ofer-
Global”, “Governança e Regulação do Ocea- tamos essa singela contribuição à consoli-
Thauan Santos no”, “O conhecimento que precisamos para dação da ciência e do conhecimento sobre
a Economia Azul que queremos” e “A Con-
André Panno Beirão tabilidade Nacional Azul e as Atividades do a economia azul brasileira (e sua interação
internacional) e que se estrutura nas se-
Moacyr Cunha de Araújo Filho Capital Oceânico”) foram idealizadas para guintes seções e capítulos.
Andréa Bento Carvalho serem complementares buscando trazer res-
postas aos seguintes indagamentos iniciais: SEÇÃO
• O que já sabemos sobre essa nova e cres- 1
cente área científica em termos conceituais
e metodológicos, além de como a agenda
A partir de meados do século XX, é in- Entretanto, cabe destacar que essa global bem contemplando essas discussões,
questionável a crescente relevância temática abordagem mais relacionada à identifica- e – como inicialmente apontado – por que
que o mar vem adquirindo, seja internacio- ção de potencialidades, realidades e neces- a temática marítima conjugando economia
nalmente, com movimentos e fluxos claros sidades de alavancagem econômica com o e desenvolvimento sustentável é crescente?
de relevância mundial; seja nacionalmen- mar, de forma racional e sustentável, tem •
te, com uma mirada mais acurada sobre sido objeto de aprofundamento teórico, Como essa magnitude de possibilidades
o quanto o mar é relevante ao desenvolvi- aplicado e de estudo recente – no Brasil e de exploração sustentável pode ser geren-
mento dos países. Internacionalmente, tal no mundo. De fato, há uma escassa biblio- ciada de forma sinérgica, o que já se regula
protagonismo vê-se presente, por exemplo, grafia internacional efetivamente focada na internacionalmente e nacionalmente?
na inclusão de objetivos do desenvolvimen- economia do mar. No Brasil, contudo, ela •
to sustentável da chamada Agenda 2030 é ainda mais escassa e recente. O desafio Se muito já conhecemos, ainda há mui-
da Organização das Nações Unidas (ONU), assumido na concepção e consecução da to por conhecer em relação ao oceano? E Na seção 1, são apresentadas as princi-
pela indicação da década 2021-2030 como presente obra, portanto, fora árduo! Tarefa ainda, como a ciência e suas perspectivas pais questões teóricas, conceituais e de po-
a “Década da Ciência Oceânica para o De- desafiadora que aceitamos empreender! podem ajudar nesse desenvolvimento sus- lítica internacional, que nortearão boa parte
senvolvimento Sustentável”, ou mesmo pela Para consolidar uma obra de tamanha tentável da economia azul? das discussões que se seguem ao longo do
realização recente de duas Conferências das envergadura, complexidade e alcance, as- • Como estamos em termos de conheci- livro. Para tal, o capítulo 1 apresenta os con-
Nações Unidas para os Oceanos, em 2017 pectos práticos de gestão e de financiamen- mento e mensuração do que exploramos no ceitos e as definições relacionados à eco-
e 2022. Nacionalmente, essa relevância se to, além de apoio editorial e institucional, mar, seja diretamente ou indiretamente? nomia azul, com base em pesquisa biblio-
deve por sua crescente importância – como eram necessários e, de forma bastante sinér- métrica, cobrindo mais de sessenta anos de
diz o título da obra – como vetor para o de- gica e colaboradora, foram fundamentais os Ou seja, trata-se de uma obra que con- pesquisa na temática. O capítulo 2, de modo
senvolvimento do Brasil. É inegável que este apoios de coordenação, financiamento e templa um amplo conhecimento pouco similar, evidencia os diferentes métodos e
país nasceu a partir do mar e, por conse- editoração da Diretoria Geral de Navegação consolidado no Brasil. Para isso, não havia indicadores econômicos utilizados na litera-
quência, essa porta que se abre generosa- da Marinha do Brasil (DGN-MB), de patro- como realizar uma obra superficial e não tura internacional e nas políticas voltadas ao
mente no tempo presente é fundamental, cinadores do projeto e da editora Essential científica. Por isso, é uma obra densa que mar. Ambos os capítulos são responsáveis,
tanto em termos de ligação com o resto do Idea, que já vem se consolidando com forte congrega mais de 35 capítulos, quase uma portanto, pelo enquadramento dos recortes
planeta, quanto no que se refere às oportuni- portfólio de obras na temática marítima. centena de autores, privilegiando a autoria teóricos e metodológicos que protagonizam
dades de exploração dos recursos marinhos e Nós, os quatro organizadores, procu- nacional, que conhece nossas particularida- as discussões conduzidas nos demais capí-
da promoção das atividades marítimas. ramos delinear a obra de forma bastante des, mas sem prescindir da colaboração de tulos e nas demais seções desta obra. Em
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