Page 33 - A MINHA, A SUA, A NOSSA MARINHA
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No final dos anos 1930, foi possível colocar em prática   va inviável como postura, na medida em que os Estados
               os planos contidos no Programa Naval de 1932, consti-     Unidos se viam envolvidos com os aliados, sobretudo na
               tuindo uma modesta Força Naval, com meios totalmente      oferta de material para que estes resistissem frente a ex-
               construídos no novo Arsenal de Marinha no Rio de Janeiro,   pansão dos países do Eixo sobre as frentes europeia e
               cujas instalações eram capazes de cumprir em alguma       norte-africana . Envolvimento que passou a ser mais dire-
               medida as demandas planejadas . Assim, dois monitores,    to, quando os norte-americanos foram atacados em Pe-
               seis navios mineiros e mais três contratorpedeiros repre-  arl Harbor no Pacífico em 1º de dezembro de 1941 pelos
               sentaram a materialização de um novo momento para a       japoneses, entrando de fato na guerra a partir de então .
               construção naval .                                           A aliança entre norte-americanos e brasileiros moti-
                  Mais uma vez o governo brasileiro se posicionou neutro   vou uma série de torpedeamentos a navios mercantes
               no conflito que se iniciava em território europeu, fruto dos   de bandeira brasileira, que se iniciaram antes mesmo de
               compromissos estabelecidos com os demais países do        dezembro de 1941, mas intensificados após essa data.
               continente americano, entre os quais o de não dar apoio a   Os alemães buscavam atingir o suprimento dos países
               quaisquer dos beligerantes, tanto os que formavam o Eixo   aliados, inclusive de suas populações . Ao todo, 33 navios
               Roma-Berlim-Tóquio, como os aliados, neste caso França    mercantes foram atacados; 31 perdidos; entre passageiros
               e Inglaterra inicialmente . Contudo a neutralidade se torna-  e tripulantes, 982 pessoas foram mortas em nossos na-
                                                                         vios . Em meio a estatísticas tão aterradoras, cabe destacar
                                                                         que nossa economia dependia de nossa Marinha Mercan-
                                                                         te tanto para as exportações como para a navegação de
                                                                         cabotagem e com cerca de 650 mil toneladas brutas de
                                                                         arqueação até o início da guerra .
                                                                            O clima gerado entre a população no Brasil não seria
                                                                         outro: uma forte comoção nacional expressa em mani-
                                                                         festações de rua e pelos jornais exigindo uma resposta





















                                                                                                     A MINHA, A SUA, A NOSSA MARINHA  |  33
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