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A Marinha do Brasil na Guerra da Tríplice Aliança
A presença brasileira no Uruguai era vista como ameaça quando as suas tropas invadiram os territórios brasileiro e
pelo ditador paraguaio Solano López, que resolveu cap- argentino . No entanto, tal superioridade foi contrabalança-
turar, em 11 de novembro de 1864 o vapor Marquês de da após a assinatura do Tratado da Tríplice Aliança, em 1º
Olinda, de passagem pelo Rio Paraguai e que conduzia o re- de maio de 1865, pelos chanceleres do Brasil, Argentina e
cém-empossado Presidente da Província do Mato Grosso, Uruguai – no caso deste último, a sua adesão ao tratado se
coronel Francisco Carneiro de Campos . No mês seguinte, dava em razão da afinidade política entre o presidente uru-
determinou a invasão do sul do Mato Grosso . guaio Venâncio Flores e os governos brasileiro e argentino .
Desejoso em intervir na política uruguaia, colocando-se A Força Naval dos aliados era quase em sua totalidade
ao lado dos blanquistas, e invadir o Rio Grande do Sul, formada por navios brasileiros . Em linhas gerais, o empre-
Solano López pediu ao governo argentino passagem de go da Força Naval dos aliados consistiu no bloqueio nos
suas tropas pelo território do país vizinho até chegar ao rios para cortar a comunicação entre as tropas de López,
destino pretendido . Como o pedido foi negado pelo go- que avançavam em direção ao Rio Grande do Sul pelo Rio
verno argentino, López decidiu pela invasão do território Paraná e o Paraguai, buscando evitar o suprimento de
argentino em 13 de abril de 1865, ocupando a cidade de recursos materiais e humanos necessários . Além disso,
Corrientes e apresando os vapores argentinos Gualeguay os navios aliados foram necessários para o transporte de
e Vinte e Cinco de Mayo. tropas para as operações, em especial entre as margens
O movimento agressivo de López se amparava na supe- dos rios, e o apoio de fogo a estas, para que fortificações
rioridade de suas forças militares, algo que era verdadeiro e baterias de canhões fossem neutralizadas .
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