Page 106 - A MINHA, A SUA, A NOSSA MARINHA
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Em 1928, a Flotilha de Submersí-   A Força de Submarinos no pós
               veis passou a se chamar Flotilha de  Segunda Guerra Mundial

               Submarinos, em face da previsão de
               chegada ao Brasil do Submarino de        Na década de 1950, a Marinha do
               Esquadra (SE) “Humaytá”, construído   Brasil iniciou a renovação de seus
               na Itália, que chegou precisamente    submarinos, com a aquisição de dois
               em julho de 1929 . Em 1933, com a     “Fleet-Type” da Marinha Americana, o
               baixa dos Classe “F”, a Flotilha de   “Humaitá” e o “Riachuelo” . Além dis-
               Submarinos foi extinta e o Subma-     so, incorporou a Corveta Imperial Ma-
               rino “Humaytá” e o Tender “Ceará”     rinheiro, construída na Holanda, para
               ficaram subordinados ao Comando       servir como Navio de Salvamento de
               da Defesa Móvel do Porto do Rio de    Submarino (NSS) .
               Janeiro .                                Em 1963, foi alterada a denomina-
                  Em 1937, renascia a Flotilha de    ção de Flotilha de Submarinos para
               Submarinos, com a incorporação à      Força de Submarinos, nomenclatura
               MB de três submarinos da Classe       que perdura até hoje . Foram recebi-
               “Perla”, construídos originalmente    dos, ainda, mais dois submarinos
               para a Marinha Italiana e transferi-  “Fleet-Type” da Marinha Americana,
               dos para o Brasil ainda no estalei-   chamados de “Bahia” e “Rio Grande
               ro, que viriam a ser os submarinos    do Sul” . Estes eram dotados de uma
               “Tupy”, “Tamoyo” e “Timbira”, co-     capacidade de detecção sonar supe-
               nhecidos como Classe “T”, acres-      rior aos seus congêneres “Humaitá”
               cidos do SE “Humaitá” e do Tender     e "Riachuelo”, permitindo a realização
               “Ceará” . Em razão da semelhança      de ataques sonar .
               dos submarinos brasileiros com os        Os dois primeiros “Fleet-Type” fo-
               usados pela Itália e Alemanha na      ram devolvidos à Marinha Norte-A-
               Batalha do Atlântico, esses meios     mericana no final da década de 1960,
               atuaram principalmente no ades-       enquanto o “Bahia” e o “Rio Grande
               tramento das unidades antissub-       do Sul” permaneceram na Marinha do
               marino, empregados na Marinha do      Brasil até o início da década de 1970 .
               Brasil por mais de 20 anos . Foram       Em 1972, foram adquiridos sete
               retirados do serviço ativo no final da   submarinos da Classe “Guppy” jun-
               década de 1950.                       to ao Governo Norte-Americano, no




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