HISTÓRICO

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         Em face aos diversos conflitos internos e guerras externas, no Período Regencial, a Marinha sente a necessidade de organizar e recrutar seu pessoal. Um Decreto Legislativo, de 1836, cria as Companhias Fixas de Marinheiros, inicialmente no Rio de Janeiro. Jovens de 12 a 16 anos recebiam as primeiras instruções da arte naval. Posteriormente, foram transformadas nas Companhias de Aprendizes-Marinheiros, criadas em diversas províncias brasileiras.

 

        A Companhia de Aprendizes-Marinheiros de Santa Catarina foi criada pelo Decreto nº 2003, de 24 de outubro de 1857, juntamente com a de Pernambuco. Pelo regulamento anexo ao Decreto, a Companhia de Santa Catarina deveria ser formada por duas Divisões, a primeira seria aquartelada na capital (em Desterro) e a segunda, na cidade da Laguna. O Comandante desta Instituição seria subordinado diretamente ao Capitão do Porto da Província.

 

         Inicialmente, a Escola de Aprendizes-Marinheiros de Santa Catarina (EAMSC) foi instalada junto à Capitania do Porto que, na época, localizava-se na Rita Maria, passando pouco tempo depois para o Forte de Sant’Anna. Posteriormente, teve sede em diversos locais, tais como: a bordo do Transporte Tapajós, a bordo da barca São Francisco, na ala do Quartel do Campo do Manejo, no prédio da Praia de Fora, no edifício que serviu de Hospedaria de Imigrantes em Coqueiros, onde hoje está instalado o Portal Turístico. Ali, permaneceu até o seu fechamento, em 1943, quando foi iniciada a construção das atuais instalações inauguradas em 24 de outubro de 1950.

 


          Sempre fiel às tradições navais, a EAMSC tem buscado ao longo de todo esse tempo um contínuo aprimoramento técnico-pedagógico, permitindo uma atualização constante da capacidade profissional do seu corpo docente, de modo a propiciar uma adequada absorção da sempre presente evolução tecnológica da área de ensino, no intuito de oferecer aos seus alunos um aprendizado de alta qualidade, em consonância com o estado da arte, inserido na atual tendência mundial de globalização a que estamos continuamente sendo submetidos.