
Bisneta de Laurindo Pitta se emocionou ao embarcar em navio que presta homenagem ao bisavô
No dia 16 de janeiro, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha recebeu a senhora Regina Lucia Perrone, bisneta do deputado Laurindo Pitta, para realizar o Passeio Marítimo na embarcação que leva o nome de seu bisavô. Com o plano de fundo das mais belas vistas da cidade do Rio de Janeiro, o passeio contou com a presença do Capitão de Mar e Guerra Álvaro, Chefe do Departamento dos Meios Navais, que recebeu pessoalmente os familiares do deputado e compartilhou detalhes sobre a história do navio.
Ao entrar na embarcação pela primeira vez, senhora Regina não se conteve: “Senti uma emoção e um orgulho muito grande”. Aproveitou para destacar, ainda, o legado positivo deixado por Pitta, que atuou de maneira decisiva no reaparelhamento da força naval: “O legado do meu bisavô foi muito importante pelo impacto que causou na Marinha”.
Laurindo Pitta de Castro ficou conhecido na história da Marinha do Brasil ao se tornar um dos defensores do Plano de Reaparelhamento Naval, em 1904, ano em que faleceu, marcando um período de incorporação de novos meios e de uma intensificação na busca pela projeção internacional. Como reconhecimento pelo seu trabalho no apoio ao fortalecimento da Esquadra, seu nome foi dado a um rebocador de alto-mar construído na Inglaterra, no ano de 1910, sob encomenda do governo brasileiro.
A relevância histórica da embarcação consolidou-se durante a Primeira Guerra Mundial, quando integrou a Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG), em 1918. Após o encerramento da guerra, o navio continuou a servir à Marinha em tempos de paz. No ano de 1997, foi restaurado e remodelado e, desde então, vem sendo empregado em passeios marítimos pela Baía de Guanabara. “É uma satisfação ver esse legado preservado em um navio que participou da Primeira Grande Guerra”, afirmou dona Regina.
Ao lado de seus netos, Pedro Henrique e Ana Beatriz, senhora Regina afirmou que há valores que atravessam gerações e enalteceu a continuidade do trabalho da embarcação na Marinha do Brasil: “É como se eu visse o legado dele (de Laurindo Pitta) seguir em movimento”.
