No dia 13 de outubro de 2021, o Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel” desatracou da cidade do Rio de Janeiro, dando início à primeira etapa da Operação Antártica (OPERANTAR) XL. Posteriormente, em 14 de novembro de 2021, o Navio Polar Almirante “Maximiano” também iniciou sua Comissão Austral, marcando assim a presença conjunta dos navios antárticos brasileiros em mais uma OPERANTAR.
Após cerca de dois meses e meio singrando águas austrais, os navios antárticos concluíram a primeira fase da presente OPERANTAR com a atracação na cidade de Rio Grande - RS.

NPo Almirante “Maximiano” e NApOc “Ary Rongel” operando em conjunto na Baía do Almirantado.
Na primeira fase dessa OPERANTAR, destaca-se as atividades de pesquisa conduzidas na região, que permitem aumentar o conhecimento sobre esse continente tão singular. As atividades científicas em ambiente Antártico proporcionam ao Brasil uma posição de destaque, no que se refere aos compromissos assumidos perante o Protocolo de Madrid, podendo participar ativamente das discussões acerca do futuro do “Continente Gelado”.
Com relação às atividades de caráter logístico, foi realizado reabastecimento da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) com gêneros, equipamentos, sobressalentes e combustíveis, sendo para isso empregados botes orgânicos dos navios e aeronaves UH-17.

Desembarque de Pesquisadores na Ilha Deception.

Pesquisador coletando amostras de materiais.
Por fim, destaca-se que o “Ary Rongel” deu continuidade ao Levantamento Hidrográfico em Ambiente Antártico, constante no Plano de Trabalho de Hidrografia (PTHidro) da Diretoria de Hidrografia e Navegação, que consiste em um trabalho técnico complexo e importante para as atividades no continente. Nessa primeira fase da OPERANTAR XL foi realizado levantamento batimétrico no Estreito de Bransfield, cerca de 25 milhas náuticas ao Sul da EACF. Esse tipo de levantamento gera subsídios relevantes para atualização e elaboração de documentos náuticos, cumprindo, assim, compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.
No verão austral de 2020/2021, foi observado um declínio das atividades científicas na Antártica, em virtude da pandemia de COVID-19. Contudo, em face do sucesso alcançado na primeira etapa da OPERANTAR XL, pode-se afirmar que já foram retomadas as pesquisas em proveito do PROANTAR.

