Pesquisadores coletaram peixes para compor circuito de aquários
O Comando do 6º Distrito Naval (Com6ºDN) apoiou de 5 a 9 de dezembro, pesquisadores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), da Universidade de Brasília (UNB) e do Bioparque Pantanal, maior aquário de água doce do mundo, localizado em Campo Grande-MS.
Durante cinco dias, os pesquisadores estiveram a bordo do navio Agência Escola Flutuante “Esperança do Pantanal”, subordinado à Capitania Fluvial do Pantanal, para coleta de animais e plantas que serão objetos de pesquisa e povoamento dos tanques do Bioparque.
Segundo pesquisadores do aquário, uma das novidades foi a coleta da piranha-queixuda, uma espécie que ainda não existe no aquário. O animal ficará em quarentena até ser inserida no circuito de aquários para contemplação. Conforme explicou o biólogo curador do Bioparque Pantanal, Heriberto Gimenzes, o local pouco explorado foi um laboratório de estudos de comportamento de espécies.
“Nós viemos em busca de algumas espécies pra incorporar no plantel do bioparque, espécies que não se encontram nos aquários ainda, coletar material pra fazer estudos sobre a parte genética, sobre a parte de nutrição e incorporar material em coleção zoológica. Nós estamos num ambiente de águas cristalinas, muito preservado, então nós conseguimos fazer nossas pesquisas e estudar o comportamento dos peixes num ambiente natural, explicou o biólogo Heriberto Gimenzes.
A grande quantidade de vegetação aquática do local também foi alvos dos pesquisadores, bem como a água que visivelmente apresentava baixa concentração de sedimentos e impurezas.
A Diretora-Geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, destaca a importância de ter o apoio de uma instituição de tamanha relevância, como a Marinha do Brasil, sendo a primeira expedição, o início de uma jornada de intercâmbio técnico científica. “A expedição foi um marco para impulsionar a pesquisa científica, desempenhando um papel crucial na ampliação do entendimento da pesquisa local. Agradecemos a Marinha por ter proporcionado uma abertura para a exploração e compreensão mais profundada do funcionamento do bioma Pantanal”.
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AgEFlut “Esperança do Pantanal”
