Serviço de Sinalização Náutica do Oeste altera para Centro de Hidrografia e Navegação do Oeste

Cerimônia contou com presença de autoridades civis e militares

Cerimônia contou com presença de autoridades civis e militares

 

 

Foi realizada, no dia 5 de fevereiro, no Complexo Naval de Ladário (CNLa), cerimônia de alteração de denominação do Serviço de Sinalização Náutica do Oeste (SSN-6) para Centro de Hidrografia e Navegação do Oeste (CHN-6), Organização Militar subordinada ao Comando do 6º Distrito Naval (Com6ºDN).

Participaram do evento o Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra, Leonardo Puntel; o Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra (FN) Alexandre José Barreto de Mattos; o Diretor-Geral de Navegação, Almirante de Esquadra Marcelo Francisco Campos; o Comandante do 6ºDN, Vice-Almirante Carlos Eduardo Horta Arentz, além de autoridades civis e militares.

A mudança concretiza o reconhecimento do aprimoramento contínuo das atividades executadas pela OM, que passa a conduzir a produção cartográfica própria, incorporando sistemas modernizados e incrementando a qualidade técnica no atendimento das atividades de levantamento hidrográfico e à manutenção e implantação de auxílios à navegação na área de jurisdição do Com6ºDN.

O Alte Esq Puntel ressaltou que a cerimônia legitima, na realidade, não somente a alteração de denominação, mas a missão da OM na região pantaneira. “A Marinha sempre se preocupou com o levantamento hidrográfico dessa hidrovia tão importante para o Brasil e para a soberania nacional. Hoje, o CHN-6 conta com mais equipamentos e um navio mais equipado, que irá atuar em conjunto com as lanchas hidrográficas dotadas com modernos ecobatímetros, que são verdadeiros sonares multifeixes, capazes de produzir cartas náuticas de alta qualidade”.

O Alte Esq Campos acrescentou dois aspectos importantes: “a contribuição para atuação do poder naval na região, pois o CHN-6 atuará diretamente como um braço da Diretoria de Hidrografia e Navegação, em um trabalho diuturno; o outro, não menos importante, concerne ao campo econômico, haja vista que a OM irá trabalhar para a segurança da navegação e salvaguarda da vida humana, de forma que as atividades cartográficas da região estejam efetivas e atualizadas”. A realização da produção cartográfica na área, segundo o V Alte Arentz, seguirá os criteriosos padrões estabelecidos pela Organização Hidrográfica Internacional (OHI), ampliando a capacidade de processamento de dados hidrográficos e digitalizando as informações de segurança da navegação. “A dinâmica hídrica da bacia do Rio Paraguai, com alterações significativas no leito e nas margens dos rios, bem como a expectativa de aumento do tráfego aquaviário na Hidrovia Paraguai-Paraná, em função do projeto de construção da ponte rodoviária com o Paraguai, na região de Porto Murtinho, e a perspectiva de implementação da Zona de Processamento de Exportação de Mato Grosso, em Cáceres-MT, exigirão maior celeridade na publicação de atualizações e novas edições de cartas náuticas”.