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O Gerente do Empreendimento
Modular de Obtenção de Submari- Primeiro corte das chapas
nos, Contra-Almirante (Engenhei-
ro Naval) Marcio Ximenes Virgí-
nio da Silva, explicou que, embora
a Seção de Qualificação não vá fa-
zer parte do submarino, ela é essen-
cial para permitir a homologação
do processo construtivo e, por con-
seguinte, a certificação do Estalei-
ro para a construção do meio naval.
“O primeiro corte das chapas visan-
do à confecção de almas – as quais
formarão uma série de cavernas
que serão unidas aos chapeamen-
tos - comporão as subseções e, fi-
nalmente, a Seção de Qualificação.
O processo de homologação envol- cionalmente Armado com Propul- panhado do Presidente da ICN e do
ve demais atividades além daquelas são Nuclear. Assim, este momento Coordenador-Geral do Programa
diretamente ligadas às atividades- marca o início da busca pelo esta- de Desenvolvimento de Submarino
fim, como a movimentação entre leiro de sua qualificação com o pro- com Propulsão Nuclear, Vice-Almi-
cada estação de trabalho e a análi- cesso construtivo a ser homologa- rante (Engenheiro Naval da Reserva)
se das dificuldades intrínsecas aos do, de forma a permitir futuramente Sydney dos Santos Neves, realizou o
processos, considerando o peso o início da construção do Submari- acionamento do dispositivo de corte,
desta seção - de aproximadamente no”, disse o Contra-Almirante (EN) dando início à nova etapa de cons-
cem toneladas. A seção de Qualifi- Ximenes. trução.
cação permitirá aferir a capacidade, O SCPN, objetivo principal do Na sequência, o Almirante Petro-
única no hemisfério sul, de cons- Programa de Desenvolvimento de nio destacou o extraordinário salto
trução de um submarino Conven- Submarinos, é o mais ambicioso pro- tecnológico que o Programa repre-
grama estratégico da Marinha, pois senta para o Brasil, contribuindo de
capacita o País a projetar e construir forma substancial para que o setor
submarinos convencionais e com de defesa atinja um patamar estraté-
propulsão nuclear, tendo como base gico relevante em proveito dos legíti-
principal a transferência de tecnolo- mos interesses do Estado brasileiro.
gia, a nacionalização de equipamen- “Navegamos, devidamente abaliza-
tos e sistemas, bem como a capaci- dos, rumo à conquista de um sonho,
tação de pessoal, além de contribuir o Submarino Convencionalmente Ar-
de forma expressiva com a geração mado com Propulsão Nuclear, uma
de milhares de empregos. No mo- aspiração legítima para um País com
mento, o projeto envolve cerca de vocação em garantir sua soberania,
1.500 trabalhadores, entre militares defender as suas riquezas e o seu
e civis. O programa, no entanto, tem povo”, afirmou.
capacidade de gerar até 24 mil em- A soldadora Danusa Morais co-
pregos diretos e 40 mil indiretos. menta que se sente extremamente
Durante o evento, o presidente da orgulhosa em fazer parte do PRO-
Itaguaí Construções Navais (ICN), SUB. “Fomos capacitados aqui no
Renaud Poyet, destacou a satisfação CNI já que a solda que será utilizada
de fazer parte deste dia junto a to- no SCPN exige capacitação específi-
dos os responsáveis por atingir esta ca e muita qualidade.”
grande conquista. “O Brasil está dan- De acordo com a Dra. Inayá Cor-
do um passo que vai elevar a nossa rêa Barbosa Lima, Professora do
tecnologia ao nível de países como a curso de Engenharia Nuclear da Uni-
França, os Estados Unidos, a China, versidade Federal do Rio de Janeiro
a Inglaterra e a Rússia. E a Marinha (PEN/COPPE/UFRJ), a participação
do Brasil no comando deste moder- das universidades e dos institu-
no submarino terá todas as condi- tos de pesquisas nas atividades do
ções de proteger o vasto litoral brasi- PROSUB assegura a disseminação
leiro”, disse o presidente Poyet. do conhecimento do setor nuclear
O Diretor-Geral Desenvolvimen- no País, possibilitando a retenção
to Nuclear e Tecnológico da Mari- de capital intelectual e evitando a
nha, Almirante de Esquadra Petronio “fuga de cérebros” da nação brasi-
Augusto Siqueira de Aguiar, acom- leira”
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