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nas referências (RODRIGUES et. al., 2015;  os estados do Rio de Janeiro e Espírito San-  Ele foi desativado em 2014, devi-  com capacidade de 50 kW, que consiste
 PIMENTA et al., 2019), os estados do Mara-  to apresentam potencial eólico  offshore   do ao projeto de ampliação do porto   em um corpo oscilante e uma estrutura de
 nhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte,  expressivo. Entretanto, conforme mostrado   O dispositivo, denominado conversor hi-  suporte fixada no leito marinho. A parte
 cada um com uma ampla plataforma con-  por (Idem, 2020), nessas regiões as velo-  perbárico de energia de onda COPPE,   oscilante é um cilindro cônico que pode se
 tinental e águas relativamente rasas (pro-  cidades do vento atingem uma média de   com capacidade instalada de 100 kW, é   move na direção vertical. A estrutura fixa
 fundidades de até  50 m), são as áreas mais  9 m/s em áreas com lâmina-d’água entre   composto por um corpo flutuante, com   é tipo jaqueta com quatro colunas com
 atrativas  do nordeste para implantação de  50 m e 3000 m, onde a implantação das   10 m de diâmetro, conectado a braço me-  diâmetros pequenos em relação ao com-
 turbinas eólicas offshore. Na região Sul, re-  plataformas fixas, como monopile ou base   cânico de bombeamento, com 22 m de   primento de onda predominante, para se
 curso eólico offshore significativo, com ve-  de gravidade, não é tecnicamente viável.   comprimento, um acumulador hidropneu-  evitar o efeito de difração. A estrutura é
 locidades de até 9 m/s, pode ser observado  Ressalta-se que 86% dos recursos eólicos   mático, uma câmara hiperbárica e uma   montada no fundo do mar por uma base
 ao longo do litoral dos estados de Santa  offshore das regiões Sudeste e Sul estão   unidade geradora. O movimento do corpo   de concreto. Oito rolamentos facilitam a
 Catarina e Rio Grande do Sul  (TAVARES et  localizados em regiões com profundidades   flutuante na direção vertical (heave), de-  oscilação da boia na direção vertical. Eles
 al., 2020; idem, 2022) . Na região Sudeste,  superiores a 50 m (Idem, 2020).    vido às interações entre o flutuador e as   são colocados na parte superior e inferior
                   ondas, aciona o atuador da bomba que     da seção cilíndrica. O sistema de conver-
                   desloca a água dentro do circuito fecha-  são está localizado no convés superior e é
 4 Estágio atual de desenvolvimento  do para o acumulador hidropneumático.   composto por uma caixa de engrenagens,
                   O acumulador é conectado a uma câmara    que aumenta a velocidade de rotação for-
 4.1 Mundo  tipo spar, instalada no final de 2017. Outros   hiperbárica pressurizada. Em seguida, a   necida pela boia, e um gerador rotativo. O
 projetos piloto, como WindFloat, Sea Angle,   água pressurizada aciona uma turbina hi-  movimento vertical da boia é transferido
 Exceto barragens de marés e eólica of-  Eolink Protoype e Kincardine  estão em fase   dráulica acoplada a um gerador elétrico.   através de uma haste central para a caixa
 fshore, as demais tecnologias de conversão   pré-comercial (WIND EUROPE, 2018).   A câmara hiperbárica funciona como um   de engrenagens. Em seguida, o movimen-
 das fontes renováveis no oceano estão na   Desde 2009, muitos dispositivos foram   sistema  de  armazenamento  de  energia,   to vertical é convertido em rotação ade-
 fase pré-comercial. Primeira barragem de   implantados em todo o mundo para captu-  que suaviza as flutuações causadas pela   quada ao gerador elétrico.
 marés com capacidade de 240 MW foi ins-  rar a energia de ondas, correntes, amplitu-  natureza oscilatória das ondas do mar. A   Um sistema de controle denomina-
 talada em La Rance, França, em 1966. Em   des de maré, gradientes térmicos e de sali-  pressão aplicada está na faixa de 250-400   do latching, proposto por Budal e Falnes
 2011, a Coreia do Sul inaugurou a maior   nidade.  A Europa tem o maior número dos   m de coluna de água (mwc) (COSTA et al.,   (1980), foi aplicado no conversor de on-
 barragem no mundo, Sihwa, com capacida-  projetos de fontes renováveis do oceano,   2010). Na fase de projeto, os testes expe-  das para compensar a redução do diâ-
 de de 254 MW (BAE et al., 2010). Existem   cerca de 60,66%, seguida pela América do   rimentais de modelo  reduzido em escala   metro da boia, adequada à amplificação
 projetos em avaliação na China, Rússia e   Norte, Ásia, Oceania, África, América Cen-  de 1:10 foram realizados no Laboratório   dinâmica, visando à redução de custos
 Grã-Bretanha (HOOPER et al., 2013). Cerca   tral e Caribe e América do Sul com 17,10%,   de Tecnologia Oceânica (LabOceano) da   (SHADMAN et al., 2018; Idem, 2021). O
 de 81% das turbinas eólicas offshore insta-  13,35%, 5,62 %, 1,64%, 0,94% e 0,7%,   UFRJ, onde foi observada uma razão de   sistema  de  controle  latching  utiliza  um
 ladas no mundo é do tipo monopile. Apenas   respectivamente (SHADMAN  et al., 2019).   largura de captura entre 19% e 36% para   dispositivo de travamento, que represen-
 alguns projetos usaram turbinas com base   Os projetos de conversores de onda e de   o conversor de energia das ondas (ESTE-  ta o método de controle mecânico que
 flutuante, incluindo Hywind Scotland, do   corrente de maré são predominantes.   FEN et al., 2012; Idem, 2008). O segun-  sintoniza o período natural da boia com
                   do projeto, mostrado na Figura 5b, é um   o período da onda atuante, segurando e
 5. Brasil         conversor de energia de onda nearshore,   liberando a boia na extremidade superior
                   com instalação prevista em águas relativa-  do movimento vertical. Consequentemen-
 5.1 Energia de onda  Renovável no Oceano do Laboratório  de   mente rasas (profundidades entre 18 e 30   te, maiores amplitudes e velocidades de
 Tecnologia Submarina da COPPE/UFRJ.   m) na costa do Rio de Janeiro. A tecnolo-  movimento da boia podem ser alcança-
 No Brasil, existem dois principais pro-  Como ilustrado na Figura 5a, o primei-  gia está em fase de pesquisa e desenvolvi-  das, levando a uma maior produção de
 jetos de energia de onda com diferentes   ro é um dispositivo em escala real, com   mento, TRL 4, e será brevemente testada   energia. Na prática, um sistema hidráulico
 níveis de prontidão tecnológica (TRL),   dois flutuadores instalados no Porto de   no LabOceano. O sistema é um conversor   é utilizado para travar mecanicamente a
 ambos realizados pelo Grupo de Energia   Pecém, no estado do Ceará, em 2011.    de energia de onda do tipo point absorber,   boia oscilante.


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