Operação “ORION 2026”: Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil atuam na França
Um Pelotão de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil (MB) opera, desde o dia 14 de fevereiro, a partir do navio Porta-Helicópteros Anfíbio "Mistral", da Marinha Nacional da França, em Saint-Nazaire. A ação faz parte da fase de maior complexidade da Operação “Orion 2026”, exercício que reúne tropas de outros cinco países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN): Estados Unidos, Espanha, Grécia, Itália e Reino Unido. A atividade simula um cenário de conflito de alta intensidade para testar a integração e a capacidade de projeção de poder sobre terra de forças multinacionais.
No dia 14/02, foi realizado o Desembarque Anfíbio, etapa central do exercício, com a execução do Movimento Navio-para-Terra no litoral francês. Nessa fase, os militares brasileiros — incluindo uma Soldado (Fuzileiro Naval) — aplicaram técnicas, táticas e procedimentos de operações anfíbias, com ênfase na coordenação interforças e na integração com meios navais e aeronavais da França.
Na sequência, entre 15 e 17 de fevereiro, o exercício evoluiu para a fase terrestre, com o desdobramento das tropas em profundidade. Forças brasileiras e francesas atuaram de forma coordenada na conquista e consolidação dos objetivos previamente estabelecidos no planejamento operacional. As ações foram conduzidas sob coordenação multinacional e contaram com suporte logístico e apoio de fogo proporcionados por meios blindados, aeronaves e drones.
Mesmo diante de condições ambientais adversas — marcadas por baixas temperaturas, chuvas constantes e terreno alagadiço — as tropas demonstraram elevada capacidade de adaptação e precisão na execução das manobras, consolidando os objetivos operacionais definidos para esta fase.
Com as metas iniciais alcançadas, os Fuzileiros Navais brasileiros permanecem integrados ao dispositivo multinacional, ampliando a troca de experiências e extraindo lições relevantes quanto ao emprego de forças anfíbias em ambientes de alta complexidade tática.

