BATALHÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS DE FUZILEIROS NAVAIS

 

HISTÓRICO

O Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais (BtlOpEspFuzNav), foi criado no dia 09 de setembro de 1971 pelo Aviso Ministerial nº 0751, quando o antigo Centro de Recrutas do Corpo de Fuzileiros Navais, que nesta área funcionava, efetivou sua mudança para a Ilha da Marambaia, concluída em 07 de março de 1972, o Batalhão passou a ocupar as instalações remanescentes daquele Centro, o que, na oportunidade, representava o Prédio de Comando de hoje e algumas edificações ainda existentes na OM à esquerda do rio Guandu do Sapê. Em 1974 é construída a torre de saltos e são iniciadas as construções, hoje existentes do lado direito do citado córrego, as quais foram incorporadas ao Batalhão a partir de 1976 até 1978.

No início de sua criação, o Batalhão fora organizado de acordo com a conjuntura da época, mesclado o interesse do CFN em ter uma Unidade voltada para o emprego em situação de guerra de guerrilha e a idéia de se ter um 4º Batalhão de Infantaria. Disso resultou que o    Batalhão de Operações Especiais de então contasse com uma Companhia de Comando e Serviços, até hoje existente, e uma Companhia de Operações Especiais, esta organizada à semelhança de uma Companhia de Fuzileiros Navais. A partir de sua criação, o Batalhão TONELERO começa a incrementar atividades de instrução voltadas para Operações Especiais. Nesse contexto, em 1972 seria formada a primeira turma de Oficiais oriundos da Escola Naval no Curso de Contra-guerrilha (ConGue).

Ao longo dos anos, esse curso sofreu modificações em seu conteúdo e estrutura, passando a denominar-se Curso de Adestramento de Comandos Anfíbios, Curso Especial de Comandos Anfíbios (ComAnf) e, posteriormente, dividindo-se em Curso Especial de Comandos Anfíbios (CEsComAnf) e Curso Especial de Operações Especiais (CEsOpEsp). A partir de 1998, a preparação dos Comando Anfíbios passou a ser ministrada em um único curso, o CEsComAnf.

   Em 01/01/1991 a Companhia de Reconhecimento Anfíbio (CiaReconAnf), pertence à Tropa de Reforço, foi transferida para o Batalhão. Em 26 de março de 1996, a Companhia de Reconhecimento Terrestre (CiaReconTer), foi transferida da Divisão Anfíbia para o Batalhão Tonelero, reunindo-se no BtlOpEspFuzNav, todas as atividades de operações especiais de fuzileiros navais. Com o vulto e importância  dessas novas e tão complexas atribuições, o Batalhão Tonelero, até então pertencente à Tropa de Reforço, passou a partir de 20 de dezembro de 1995, àsubordinação direta do Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra.

Hoje, o BtlOpEspFuzNav está organizado em uma Companhia de Comando e Serviços e três Companhias de Operações Especiais e uma Companhia de Apoio de Operações Especiais. Tal estrutura permite a organização por tarefas de grupamentos operativos e destacamentos para cumprir qualquer missão de interesse da Marinha, dentro do contexto de operações especiais, inclusive aquelas relacionadas com retomada de instalações e resgate de pessoal de interesse da Marinha.

 

HERÁLDICA

PORTARIA Nº 0731 DE 26 DE MAIO DE 1976

Aprova o Distintivo para o Batalhão Tonelero

O Ministro de Estado da Marinha, no uso das atribuições que lhe confere o art. 1º do Decreto nº 68.430, de 26 de março de 1971, resolve:

Art. 1º - Fica aprovado o distintivo do Batalhão Tonelero, cuja descrição e desenho a esta acompanham.

Art. 2º - Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação.

 

DESCRIÇÃO

Num escudo boleado e encimado pela coroa naval, campo verde com bastilhado de prata, acostado à linha do chefe, e tendo no mesmo gávea ameada, também de prata; cortado, em faixa, de vermelho, com dois fuzis de ouro, passados em aspa, com âncora superposta, em pala, e de idêntico metal, com insígnia pendente da Ordem de Mérito Naval. No campo de verde, a lembrar as campinas do sul, cenário da memorável campanha contra Rosas e Oribe, o bastilhado de prata, alude às fortificações da barranca de Acevedo, levadas de vencida pelas forças do Chefe Grenfell, memorado este pela gávea ameada, de prata, atributo e metal constantes do brasão do grande marinheiro.No cortado de vermelho, esmalte representativo da bravura e intrepidez dos Fuzileiros Navais do Brasil, os fuzis e a âncora de ouro, constituem seu próprio distintivo, aludindo ao Batalhão em apreço, cujo nome provém da gloriosa Passagem. A insígnia pendente do distintivo foi a esta anexada em decorrência do Decreto do Presidente da República Federativa do Brasil de 10 de outubro de 2018.
 

MISSÃO DO BATALHÃO

Realizar ações de comandos, reconhecimento de praia da linha de baixamar para o interior, reconhecimento especializado de itinerários, passagens a vau, pontes, túneis, obstáculos, pontos críticos, Local de Desembarque Ribeirinho (LocDbqRib), Ponto de Desembarque  Ribeirinho (PdbqRib), Local de Pouso de Helicópteros (LPH) e instalações, operar Postos de Vigilância (Pvig), realizar a observação dos fogos das armas de apoio quando solicitado, implantar e operar sensores para instalação de sistemas de vigilância terrestre quando disponíveis, instalar e manter equipamentos de alarme de guerra NQBR quando disponíveis; selecionar, reconhecer, balizar e operar Zonas de Desembarque (ZDbq) e Zonas de Lançamento (ZL) e guiar a tropa por itinerários previamente reconhecidos, em proveito de uma Operação Ribeirinha (OpRib) a fim de contribuir para o preparo e aplicação do Poder Naval.