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A Força de Fuzileiros da Esquadra realiza a maior operação militar de Minas Gerais - Operação Furnas I/2023

No período de 23 de abril a 24 de maio, o sul de Minas Gerais recebeu a maior operação militar já ocorrida no estado. A Operação Furnas I/2023 mobilizou mais de 1.300 Fuzileiros Navais e diversas aeronaves, com o propósito de possibilitar o treinamento de unidades da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) e da Força Aeronaval em Operações Ribeirinhas, de Paz e Interagências em coordenação com o estado de Minas Gerais e outros órgãos. O evento foi aberto ao público e contou com a presença de diversas escolas da região, além de receber uma coletiva de imprensa.
    Na primeira fase do exercício, o Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais - Força de Paz (GptOpFuzNav-FPaz) realizou diversos treinamentos militares de força de paz e reação rápida, em que os procedimentos e técnicas utilizadas nas Missões de Paz são ajustados e otimizados, permitindo o rápido acionamento da Força quando necessário.
    Os Fuzileiros Navais, também, realizaram uma Ação Cívico social (ACISO), com palestras, atendimentos médicos, apresentação de banda e cães de guerra, além de apresentação de mostruário de materiais da Marinha na cidade de São José da Barra-MG. A cidade de Passos contou com a presença da Força Naval no Desfile Cívico e na Missa Solene pelo aniversário da cidade mineira.
    Nos dias 15 e 16 de maio, a Operação culminou com realização das Demonstrações Operativas no Lago de Furnas. No dia 15, foram as atividades relacionadas às Operações Ribeirinhas e ao desdobramento de um Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais de Força de Paz de Reação Rápida. Nesse caso, foram desenvolvidos treinamentos de Operações Humanitárias, Desativação de Artefatos Explosivos, Assalto Ribeirinho, Transposição de Curso d'Água, Helocasting (salto de militares na água a partir de uma aeronave), além de missões de combate envolvendo aeronaves da Marinha, como os AF-1B Skyhawk. Já no dia 16, aconteceram demonstrações do Grupo Especial de Retomada e Resgate (GERR), na Usina de Furnas, Operações Interagências de Apoio à Defesa Civil com simulação de cerco e negociação, resgate e atividades que envolveram acidentes com múltiplas vítimas, incluindo descontaminação química e evacuação para hospital, tendo sido este coordenado com o exercício da Santa Casa de Misericórdia de Passos- MG.

     Já no período de 18 a 23 de maio, ocorreu o Adestramento de Operações Ribeirinhas por meio de Oficinas a cargo do 1ºBatalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais, com a participação dos três Batalhões de Operações Ribeirinhas além de outras Unidades da FFE, sendo possível assim, a troca de conhecimento dos diferentes ambientes. Nesse período, tiveram diversas oficinas envolvendo AssRib, Operações com He, tiro embarcado, navegação fluvial e salto em massa d’água.

 

Marinha se faz presente no Mar de Minas

    A Marinha do Brasil está presente no Mar de Minas porque se trata de uma região estratégica para o País. O Lago de Furnas é uma das maiores represas fluviais do mundo. Ele banha 34 municípios e possui volume de água quatro vezes maior do que o da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Seu perímetro correspondente a quase metade do litoral brasileiro.
    Além de ser responsável pela proteção dos mares, a Marinha também ordena o espaço aquaviário dos rios, lagos e águas interiores, como por exemplo, a região de Furnas. A presença da Força Naval é importante para ampliar a segurança aquaviária da região e zelar pela preservação ambiental do principal ponto turístico do Sul de Minas, a Lagoa de Furnas. A Delegacia de Furnas, subordinada à Capitania Fluvial de Minas Gerais, localizada em Belo Horizonte, é a autoridade fluvial da cidade de São José da Barra. Ela sempre atua na salvaguarda da vida humana, na segurança da navegação e na prevenção da poluição hídrica.
    Ano passado, graças a essa parceria foi possível ativar uma Base Aérea Expedicionária (BAE), no antigo aeroporto de Furnas, que estava desativado desde 2011. A BAE, que conta com uma pista de 1.700m de comprimento por 30m de largura, um hangar e uma torre, promoveu a ampliação da presença da Marinha na região, que passou a dispor de um destacamento de Fuzileiros Navais.

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