COMANDO DA TROPA DE REFORÇO

HISTÓRICO

A Tropa de Reforço (TrRef) foi criada em 1957, mas só foi ativada em 1963, no Campo da Ilha do Governador, tendo como primeiro Comandante o Capitão-de-Mar-e-Guerra (FN) LINALDO DA SILVA BARROS. Ao ser ativada, era constituída pelas Companhias de Comando e Serviços e de Reconhecimento e pela Bateria de Canhões Automáticos Antiaéreos.

Em 1971, comandado por Contra-Almirante, o Comando de Reforço, sua nova designação, foi transferido para o município de São Gonçalo, atual sede, ocupando as instalações do então Destacamento Especial da Ilha das Flores, origem do Batalhão Paissandu. Naquela oportunidade era constituído pelas seguintes Unidades: Batalhão de Comando do Comando de Reforço, formado pelas três Unidades anteriormente citadas; Batalhão de Engenharia; Batalhão de Manutenção e Abastecimento; Batalhão de Transporte Motorizado; e Batalhão de Operações Especiais (Batalhão Tonelero).

Em 22 de abril de 1981, o Comando de Reforço passou a chamar-se novamente Tropa de Reforço, mantendo a mesma estrutura anterior, que seria alterada em 1985, quando o Batalhão de Transporte Motorizado foi transformado no Batalhão de Viaturas Anfíbias, tendo em vista o recebimento dos carros lagarta anfíbios (CLAnf), e em 1995, quando o Batalhão Tonelero passou à subordinação da Força de Fuzileiros da Esquadra.

As modificações ocorridas não se limitaram à sua denominação. O recebimento de novos meios e a natural evolução doutrinária do CFN causaram alterações na organização e na missão das Unidades subordinadas. Em 2010, estabeleceu-se a atual organização, com as seguintes Unidades:

  • Base de Fuzileiros Navais da Ilha das Flores;
  • Batalhão Logístico de Fuzileiros Navais;
  • Batalhão de Viaturas Anfíbias;
  • Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais;
  • Unidade Médica Expedicionária da Marinha;
  • Companhia de Polícia; e
  • Companhia de Apoio ao Desembarque.

O Batalhão Logístico de Fuzileiros Navais e o Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais estão localizados no Complexo Naval do Rio Meriti, em Duque de Caxias-RJ, e as demais Unidades estão sediadas na Ilha das Flores.

Com mais de meio século de existência, a Tropa de Reforço passou por várias transformações organizacionais, mas mantém inalterada a sua principal tarefa – prover destacamentos especializados aos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Navais – e sua vocação, a Logística.

 

HERÁLDICA

DESCRIÇÃO:

Num escudo boleado e encimado pela coroa naval, em campo de vermelho dois fuzis de ouro, passados em aspas, com âncora superposta, em pala e do mesmo metal, chefe baixado-ondado de azul e prata de seis peças, com espada brocante sobre o mesmo disposto em pala, com a ponta voltada para cima, com cabo de ouro e lâmina de prata, e partido de verde com destrochedo de ouro movente do flanco de sinistra e empunhando clave também de ouro.

EXPLICAÇÃO:

No campo vermelho, esmalte e vocativo de bravura, denodo e intrepidez, predicado dos Fuzileiros Navais do Brasil, os fuzis e a âncora assim dispostos constituem seu próprio distintivo. A espada brocante sobre o faixado-ondulado azul e prata evoca o comando exercido pela força sobre as unidades subordinadas. O destrecho de ouro, empunhando clava, em chefe verde, alude a finalidade básica de prover os meios necessários aos destacamentos especializados daquelas unidades, que incrementam o poder de combate dos grupamentos operativos da Força de Fuzileiros da Esquadra.

 

MISSÃO

"Planejar e supervisionar o aprestamento das Unidades Subordinadas para prover destacamentos especializados em apoio aos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Navais, com vistas à realização de operações terrestres de caráter naval.

Avaliar a eficiência das estruturas e métodos organizacionais vigentes na Tropa de Reforço e propor os seus aperfeiçoamentos.

Avaliar e rever continuamente os procedimentos táticos e logísticos de Fuzileiros Navais e propor os seus aprimoramentos.

A fim de contribuir para realização de operações terrestres de caráter naval."