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Meios da Esquadra

  • Publicado em 29/05/2014 - 16:51
  • Atualizado em 14/01/2025 - 14:04
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ESQUADRA

Os povos sãos e fortes, as nações másculas e livres amam nas suas Esquadras a imagem de sua própria existência."Rui Barbosa".  Esquadra é o conjunto de Forças (parcelas, de navios e meios aéreos, destinados ao serviço naval, pertencente ao Estado e incorporados à Marinha do Brasil) e navios soltos, posto sob comando único, para fins administrativos.

Administrativamente, a Esquadra é subdividida em Forças, as quais são organizadas de acordo com o tipo de unidades que operam, a Esquadra tem a ela subordinadas: a Força de Superfície (ComForSup), a Força de Submarinos (ComForS) e a Força Aeronaval (ComForAerNav). Para apoio ao Comando em Chefe da Esquadra (ComemCh) na organização das diversas operações, existem ainda duas unidades a ele subordinadas: o Comando da Primeira Divisão da Esquadra (ComDiv-1) e o Comando da Segunda Divisão da Esquadra (ComDiv-2).

Além das Forças Navais, a Esquadra possui, sob sua subordinação, a Base Naval do Rio de Janeiro (BNRJ), situada na Ilha de Mocanguê, na Baía da Guanabara, onde fica sediada a maior parte de seus meios, o Centro de Apoio a Sistemas Operativos (CASOP), destinado a garantir o pleno funcionamento dos sistemas de combate instalados nos navios, o Centro de Manutenção de Embarcações Miúdas (CMEM), que tem como propósito contribuir para o aprimoramento da manutenção das embarcações miúdas, o Centro de Intendência da Marinha em Niterói (CeIMNi), com o propósito de centralizar as Gestorias de Execução Financeira, Pagamento de Pessoal, Conta de Pagamentos Imediatos e Obtenção das Organizações Militares localizadas em Mocanguê; e a Unidade Médica da Esquadra (UMEsq), que tem por finalidade contribuir para o atendimento médico e odontológico dos militares que servem no Complexo Naval do Mocanguê.

Navio-Aeródromo Multipropósito

O Navio é projetado para as tarefas de Controle de áreas marítimas, projeção de poder sobre terra, pelo mar e ar. Por dispor de considerável capacidade de suporte hospitalar, visando a apoiar uma Força Naval em operações de guerra naval, é apropriado, também, para missões de caráter humanitário, auxílio a vítimas de desastres naturais, de evacuação de pessoal e em operações de manutenção de paz, além de poder ser empregado em missões estratégicas logísticas, transportando militares, munições e equipamentos.

  • A140 - "Atlântico"

A140 - "Atlântico"

U27 - "Navio Escola Brasil"

O Navio Escola Brasil (U-27), foi o terceiro navio da Marinha do Brasil a ostentar esse nome em homenagem ao nosso país. Foi construído pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), Ilha das Cobras, Rio de Janeiro. Em dezembro de 1975, a Marinha iniciou o projeto de substituição do Navio Escola Custódio de Mello (U-26). Seu projeto foi desenvolvido pela Diretoria de Engenharia Naval (DEN), tomando como referência o casco das Fragatas Classe “Niterói” (Vosper MK. 10). Em junho de 1978, a DEN concluiu o estudo de viabilidade do projeto, sendo iniciados os trabalhos de construção do meio em março de 1981. Em 18 de setembro de 1981, teve seu batimento de quilha, em cerimônia presidida pelo Ministro da Marinha, Alte Esq Maximiano Eduardo da Silva Fonseca, que contou com a presença do Ministro dos Transportes Dr. Eliseu Rezende e do Chefe do EMFA, Gen Ex Alacyr Frederico Werner, além de outras autoridades, sendo lançado ao mar em 23 de setembro de 1983. Após a realização das provas de mar e a avaliação dos sistemas de armas e navegação, foi submetido a Mostra de Armamento e incorporado à Armada, em 21 de agosto de 1986, em cerimônia realizada no Dique "Almirante Regis", que foi presidida pelo então Chefe do Estado-Maior da Armada, Alte Esq Luiz Leal Ferreira, com a presença do Ministro da Marinha, Alte Esq Henrique Sabóia, tendo assumido seu comando o Capitão de Mar e Guerra Alberto Annaruma Júnior.
O Navio Veleiro Cisne Branco (U 20), é o terceiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil. Foi construído pelo estaleiro Damen Oranjewerf, em Amsterdam, Holanda. Foi entregue em 4 de fevereiro de 2000. Por ocasião da largada da Regata Internacional Comemorativa aos 500 Anos do Descobrimento do Brasil, em Lisboa, Portugal, foi submetido à Mostra de Armamento e incorporado à Armada, em 9 de março de 2000, em cerimônia presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada Almirante-de-Esquadra Arlindo Vianna Filho, passando a subordinação do Comando de Operações Navais, em cumprimento a OD n.º 003/00 do CEMA e a Portaria n.º 73 de 28/02/00 do Comandante da Marinha. Naquela ocasião, assumiu o comando, o Capitão de Mar e Guerra José Sadi Cantuária.

F45 - "União"

Fragatas

O termo tem sido usado, ao longo dos séculos, para designar uma gama de navios de guerra, com diferentes tamanhos e funções. Meios existentes:

Classe Niterói

  • F41 - "Defensora"
  • F42 - "Constituição"
  • F43 - "Liberal"
  • F44 - "Independência"
  • F45 - "União"

Classe Greenhalgh

  • F49 - "Rademaker"

Corveta

A palavra é derivada do latim "corbita" (pequeno corvo), através do francês "corvette", referindo originalmente uma embarcação de guerra de dimensões inferiores às da fragata, surgida nos finais do século XVIII. Meios existentes:

Classe Inhaúma

  • V32 - "Júlio de Noronha"

Classe Barroso

  • V34 - "Barroso"
 
V34 - "Barroso"

S30 - "Tupi"    

Submarinos

Os submarinos são navios de guerra capazes de alterar seu grau de flutuabilidade, podendo assim efetuar patrulhas e ataques submersos na água. Meios existentes:


Classe Tupi

  • S30 - "Tupi"
  • O Submarino Tupi (S-30), foi o terceiro navio e o segundo submarino a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem ao guerreiro e à nação Tupi. Foi ordenado em fevereiro de 1984, junto ao estaleiro Howaldtswerke Deutsche Werft, em Kiel, na Alemanha. Teve sua quilha batida (casco 197) em 8 de março de 1985. Foi batizado e lançado em 28 de abril de 1987, tendo como madrinha a Sra. Heloísa Fonseca, esposa do ex-Ministro da Marinha Almirante de Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca. Foi entregue pela HDW em 20 de dezembro de 1988, sendo incorporado a Marinha do Brasil, ficando a partir daí como "navio isolado". Depois de realizar provas de mar e treinamento da tripulação no Báltico, foi submetido a Mostra de Armamento e incorporado a Armada em Kiel, na Alemanha, em 6 de maio de 1989.
     


S34 - "Tikuna"

Classe Tikuna

  • S34 - "Tikuna"
  • O Submarino Tikuna (S-34), ex-Tamandaré, é o primeiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem ao guerreiro e ao povo indígena Tikuna. Foi ordenado junto ao Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ). Em junho de 1996, foi assinado contrato com a NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S.A. (NUCLEP), para a construção das seções do casco resistente do navio. Teve sua quilha batida em dezembro de 1998. Foi batizado e lançado ao mar em 9 de março de 2005, tendo como madrinha a Sra. Ângela Maria de Sousa da Silveira Carvalho. No dia 16 de dezembro de 2005 foi realizada a Cerimônia de Mostra de Armamento e Incorporação a Armada.
     



S40 - "Riachuelo"

Classe Riachuelo

  • S40 - "Riachuelo"
  • Incorporado em setembro de 2022, o Submarino "Riachuelo" (S40) foi o primeiro a ser entregue pelo Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). O PROSUB é um programa do governo brasileiro que, por meio da Marinha do Brasil, permite a expansão da Força Naval e o desenvolvimento da indústria de defesa, contribuindo para a proteção do patrimônio natural e garantindo a soberania brasileira no mar.

    Com o lançamento da Estratégia Nacional de Defesa de 2008, estabeleceu-se que o Brasil obtivesse uma "Força Naval de envergadura", incluindo submarinos também com propulsão nuclear. Naquele mesmo ano, foi firmado um acordo de transferência de tecnologia entre Brasil e França, marcando o início da viabilização da construção de quatro submarinos convencionais, sendo o S40 o primeiro desses submarinos. Como objeto precípuo, o PROSUB possui ainda o projeto e a construção do primeiro submarino brasileiro convencionalmente armado com propulsão nuclear.


S41 - "Humaitá"

S41 - "Humaitá"

  • Em 12 de janeiro de 2024, em cerimônia realizada na Base de Submarinos da Ilha da Madeira (BSIM), ocorreu a mostra de armamento do submarino Humaitá (S-41), o segundo submarino do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), que completou 15 anos no último dia 23 de dezembro. O Humaitá é um submarino da Classe Riachuelo, baseado no projeto francês Scorpène da Naval Group, fruto do acordo estratégico entre o Brasil e a França.
 
K120 - "Guillobel"

Navio de Socorro Submarino

O NSS “Guillobel” (K-120) foi construído, a pedido da empresa ADAMS Offshore, no estaleiro Balenciaga, em Zumai, Espanha, no ano de 2009, para emprego como Navio de apoio offshore. Recebeu o nome de “Adams Challenge” e, durante seu histórico de serviço, permaneceu prestando apoio a operações de mergulho saturado de intervenção nos Golfos do México e da Guiné e, mais recentemente, no Oriente Médio.

Segundo Navio da Marinha do Brasil a ostentar esse nome, é o nosso quarto Navio de Socorro de Submarino, seguindo-se à Corveta “Imperial Marinheiro” e aos Navios de Socorro Submarino “Gastão Moutinho” e “Felinto Perry”. Ao ter cunhado o nome “Guillobel” em seu espelho de popa, é prestada homenagem ao insigne submarinista, Almirante de Esquadra Renato de Almeida Guillobel. Nascido no Rio de Janeiro, ingressou na Escola Naval em 1908 e foi declarado Guarda-Marinha em 1910. Durante a Primeira Grande Guerra, incorporou o esforço da Divisão Naval em Operações de Guerra, embarcado no Cruzador “Rio Grande do Sul”. Ingressou na Força de Submarinos em 1921 e, no Comando do Contratorpedeiro “Marcílio Dias”, lutou na Segunda Guerra Mundial, incorporado à Força Naval do Nordeste. O Almirante Guillobel, tendo sido nomeado ainda no posto de Contra-Almirante, exerceu o cargo de Ministro da Marinha de 1951 a 1954.


U30 - "Almirante Hess"

Aviso de Apoio Costeiro

 

 

O Aviso de Apoio Costeiro Almirante Hess - U 30 é o primeiro navio a ostentar esse nome em homenagem ao Contra-Almirante (EN) Emílio Júlio Hess na Marinha do Brasil. O Alte. Hess foi construído pelo estaleiro INACE - Industria Naval do Ceará S/A, em Fortaleza. O casco 185, foi lançado ao mar em 1982 e incorporado em 2 de dezembro de 1983. O Alte. Hess é uma embarcação especializada na recuperação de torpedos de exercício, e logo depois de sua entrada em serviço passou a fazer parte do Comando do Trem da Esquadra.

Navio de Desembarque de Carros de Combate

Navios de assalto anfíbio são  navios de combate empregados no desembarque e apoio a forças terrestres por meio de assalto anfíbio ao território inimigo, como os (NDCC) navios de desembarque de carros de combate.

Meios existentes:

  • G25 - "Almirante Saboia"
  • G28 - "Mattoso Maia"

 

Navio Doca Multipropósito

O Navio Doca Multipropósito Bahia (NDM Bahia) é um navio de assalto anfíbio da classe Foudre de fabricação francesa. O navio, construído para a marinha francesa pela Naval Group e nomeado Siroco, ficou a serviço da Marinha Nacional da França de 1998 até 2015, quando foi adquirido pela Marinha do Brasil.

  • G40 - "Bahia"
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G25 - "Almirante Sabóia"
 

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G40 - "Bahia"
  • G23 - "Almirante Gastão Motta"

Navio Tanque

Navio Tanque,  é o posto de combustível da Esquadra no Mar, com ele os navios podem reabastecer em plena missão, sem a necessidade de atracar aumentando assim o raio de ação da Esquadra. Meio existente:

·

G23 - "Almirante Gastão Motta"


EDCG - "Marambaia" (L20)

Embarcação de Desembarque de Carga Geral

 

A EDCG é um Navio especialmente projetado para o desembarque de tropas e veículos na praia, podendo também realizar o transporte de cabotagem. O seu casco particularmente resistente permite resistir a um grande número de colisões e manobras de embarque. Sua principal tarefa é a realização do Movimento Navio para Terra durante as Operações Anfíbias, transportando pessoal, viaturas e equipamentos a partir de um navio doca para o desembarque na praia, podendo transportar carros lagarta anfíbios.
A Embarcação de Desembarque de Carga Geral(EDCG)“Marambaia” teve seu batimento de quilha em 3 de novembro de 1988 no estaleiro SFCN em Villeneuve-la-Garenne e foi inicialmente chamada de CDIC 9062 e foi admitida ao serviço ativo em 17 de fevereiro de 1989. Somente em 21 de julho de 1997 o navio recebeu o nome de batismo de “Chaland de Débarquement d'Infanterie et de Chars Hallebarde”.
A antiga “Hallebarde” foi retirada do serviço ativo em 21 de julho de 2014. sendo então vendida e Incorporada à Marinha do Brasil em 01 de novembro de 2016, na Base Naval do Rio de Janeiro, onde tem sido empregada no transporte de tropas, veículos, equipamentos, munições e provisões diretamente às áreas de operações.


EDCG - "Guarapari" (L10)

A EDCGGuarapari foi concebida pelo Convênio 510/01/75, entre a Diretoria de Engenharia Naval (DEN) e Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), baseado no Modelo LCU-1600, de projeto da U.S. Navy. Seu Batimento de Quilha ocorreu em 14 de março de 1975 e foi lançada ao mar em 14 de julho de 1977.
Passou a ser classificada como Navio de 4ª Classe pela Portaria nº 1091, de 30 de julho de 1980, do Ministério da Marinha. A Mostra de Armamento ocorreu em 6 de janeiro de 1981, no AMRJ. Em 1991, o Navio deixou de ser classificado como Navio de 4ª Classe, passando, então, à subordinação do Grupo de Embarcações de Desembarque (GED) e, posteriormente, do Comando do 1º Esquadrão de Apoio.
Após ser submetida a um período de revitalização no 2º semestre de 2021, com realização de obras estruturais, adaptações e melhorias nos compartimentos habitáveis, a EDCGGuarapari foi Reincorporada à Armada, em 22 de novembro de 2021, passando a operar novamente como Navio de 4ª Classe, após aproximadamente 30 anos.
Em virtude disso, o aniversário do Navio é comemorado em 22 de novembro, em referência a data de sua Reincorporação à Armada.

 

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