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Figura 2 - Sistemas e redes típicos em uma central nuclear.
Fonte: Adaptada do DHS (2012).
ta por uma variedade de elementos tecnológicos que diminuindo as vulnerabilidade acima expostas, os di-
constituem sua arquitetura, resultando em uma com- versos setores lógicos ou físicos, funcionários ativos ou
plexa abordagem devido à profundidade e amplitude passivos, são aperfeiçoados para atuarem com concei-
dos sistemas, o qual também inclui campos técnicos, to de defesa em profundidade. A publicação Série de
como fatores humanos, gerenciamento de informa- Segurança Nuclear nº 17 da IAEA (2013) afirma que
ções, simulações, engenharia de software, integração o princípio básico de segurança em instalações nucle-
de sistemas e prognósticos. ares é a implementação desse conceito, que consiste
Em geral, os sistemas de I&C em UN são fisica- na introdução de múltiplas camadas e níveis de prote-
mente isolados de redes externas e têm um ambiente ção consecutivos e independentes, os quais precisariam
operacional diferente daquele dos sistemas de TI con- falhar para comprometer as funções críticas de segu-
vencionais. Entretanto, segundo Tellabi et al. (2018) rança da IN. Estes camadas são divididos em 5 níveis
frente aos avanços tecnológicos e a tendência da dimi- abaixo expostos:
nuição da mentalidade de segurança, algumas vulnera- • O primeiro nível de defesa tem como objeti-
bilidades foram constatadas nos sistemas de I&C. O vo evitar os desvios da operação normal e a
Tabela 1 expõe as categorias de vulnerabilidades que falha de itens importantes para a segurança;
podem ocorrer em uma UN, juntamente com os com- • O objetivo do segundo nível de defesa é de-
ponentes vulneráveis. tectar e controlar os desvios da operação
De forma a elevar a mentalidade de segurança, normal, a fim de evitar que ocorrências ope-
CIAW – EFICIÊNCIA, CULTURA E TRADIÇÃO 51

