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para amenizar os impactos da falta O NAM “Atlântico” tem capacida- Assistência Hospitalar (NAsH),
de energia elétrica que afetou gra- de para transportar 18 aeronaves em crianças, adultos e idosos rece-
vemente o Estado. Na ocasião, fo- seu hangar e convés de voo. Possui bem atendimento médico, odonto-
ram desenvolvidos o atendimen- 208 metros de comprimento, 432 tri- lógico, cirúrgico, laboratorial, far-
to primário no controle de doenças pulantes e pode comportar até 1.400 macêutico e imunizações, além de
crônicas, como hipertensão e dia- militares quando em missão. orientações sobre higiene e edu-
betes, além de emergências por cação sanitária. Muitos brasilei-
dores localizadas e infecções me- Navios da Esperança ros nasceram a bordo desses na-
nos complexas, bem como a admi- Em regiões de difícil acesso, mui- vios que, por todo esse trabalho,
nistração de medicações emergen- tas famílias se encontram desassis- recebem o carinhoso apelido de
ciais. tidas quanto a atendimentos médi- “Navios da Esperança”.
cos, odontológicos e hospitalares. A Marinha do Brasil dispõe dos
NAM “Atlântico” É o que acontece em diversos pon- seguintes navios que prestam as-
Em fevereiro deste ano, o Navio- tos da Amazônia e do Pantanal, iso- sistência à saúde das populações
-Aeródromo Multipropósito (NAM) lados dos grandes centros urbanos, ribeirinhas:
“Atlântico” atracou no porto de São e apenas acessados por rios ou por • No 4º Distrito Naval (Leste
Sebastião (SP), dando início à Ope- via aérea. Amazônico): Navio Auxiliar
ração “Abrigo pelo Mar” da Marinha Para mitigar o desalento desses NA “Pará” e, futuramente, o
do Brasil (MB), em auxílio à popu- brasileiros, desde o final da década NAsH “Anna Nery” (em cons-
lação afetada pelas fortes chuvas de 40, a Marinha realiza o trabalho trução);
que atingiram o litoral norte de São de levar vida e esperança aos rincões • No 6º Distrito Naval (Panta-
Paulo. Na ação, o NAM “Atlântico” mais distantes do país, conduzindo nal): NAsH “Tenente Maximia-
empregou um efetivo de mais de as Operações de Assistência Hospi- no”; e
1.000 militares e disponibilizou 200 talar à População Ribeirinha, que se • No 9º Distrito Naval (Oeste
leitos, além de uma Unidade de Te- traduzem em verdadeiros aconteci- Amazônico): NAsH “Oswaldo
rapia Intensiva (UTI) completa. mentos na vida das comunidades ca- Cruz”, NAsH “Carlos Chagas”,
Na operação “Abrigo Pelo Mar”, rentes ao longo dos rios. NAsH “Doutor Montenegro” e
a MB colocou, à disposição dos ha- Com a chegada dos Navios de NAsH “Soares de Meirelles”
bitantes do litoral norte paulista,
28 profissionais de saúde de diver-
sas especialidades, como ortope- NAsH “Tenente Maximiano” atendendo ribeirinhos do Pantanal
dia, cirurgia geral, enfermagem e
odontologia. Paralelamente, aero-
naves embarcadas foram emprega-
das para reconhecimento, transpor-
te de materiais e equipes técnicas,
além de evacuação aeromédica, to-
talizando 100 horas de voo.
A chegada do navio permitiu a
criação de uma estrutura hospitalar,
que reforçou o atendimento médico
aos desabrigados, de forma a desa-
fogar o sistema de saúde da região,
que priorizava casos mais graves.
“O complexo hospitalar do na-
vio possui um centro cirúrgico, uma
UTI, e leitos disponíveis para pa-
cientes. Ou seja, o navio tem grande
capacidade de atendimento em si-
tuações de catástrofes, como acon-
teceu em fevereiro. Neste caso de
São Sebastião, como as estra-
das estavam bloqueadas e o aces-
so mais fácil era pelo mar, o navio
foi empregado e pôde prestar todo
apoio a quem necessitava de aten-
dimento", destacou o Comandan-
te do Navio-Aeródromo Multipropó-
sito (NAM) “Atlântico”, Capitão de
Mar e Guerra Eugênio Campos Hu-
guenin.
CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA
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