Page 25 - Nomar 956
P. 25

para amenizar os impactos da falta   O NAM “Atlântico” tem capacida-  Assistência  Hospitalar  (NAsH),
            de energia elétrica que afetou gra-  de para transportar 18 aeronaves em  crianças,  adultos  e  idosos  rece-
            vemente o Estado. Na ocasião, fo-  seu hangar e convés de voo. Possui  bem atendimento médico, odonto-
            ram  desenvolvidos  o  atendimen-  208 metros de comprimento, 432 tri-  lógico,  cirúrgico,  laboratorial,  far-
            to primário no controle de doenças  pulantes e pode comportar até 1.400  macêutico e imunizações, além de
            crônicas,  como  hipertensão  e  dia-  militares quando em missão.   orientações  sobre  higiene  e  edu-
            betes,  além  de  emergências  por                                   cação  sanitária.  Muitos  brasilei-
            dores  localizadas  e  infecções  me-  Navios da Esperança           ros nasceram a bordo desses na-
            nos complexas, bem como a admi-      Em regiões de difícil acesso, mui-  vios que, por todo esse trabalho,
            nistração de medicações emergen-  tas famílias se encontram desassis-  recebem  o  carinhoso  apelido  de
            ciais.                            tidas  quanto  a  atendimentos  médi-  “Navios da Esperança”.
                                              cos,  odontológicos  e  hospitalares.   A Marinha do Brasil dispõe dos
            NAM “Atlântico”                   É o que acontece em diversos pon-  seguintes navios que prestam as-
               Em fevereiro deste ano, o Navio-  tos da Amazônia e do Pantanal, iso-  sistência à saúde das populações
            -Aeródromo  Multipropósito  (NAM)  lados dos grandes centros urbanos,  ribeirinhas:
            “Atlântico” atracou no porto de São  e apenas acessados por rios ou por   •   No  4º  Distrito  Naval  (Leste
            Sebastião (SP), dando início à Ope-  via aérea.                          Amazônico):  Navio  Auxiliar
            ração “Abrigo pelo Mar” da Marinha   Para  mitigar  o  desalento  desses   NA  “Pará”  e,  futuramente,  o
            do Brasil (MB), em auxílio à popu-  brasileiros, desde o final da década   NAsH “Anna Nery” (em cons-
            lação  afetada  pelas  fortes  chuvas  de  40,  a  Marinha  realiza  o  trabalho   trução);
            que atingiram o litoral norte de São  de levar vida e esperança aos rincões   •   No 6º Distrito Naval (Panta-
            Paulo. Na ação, o NAM “Atlântico”  mais  distantes  do  país,  conduzindo   nal): NAsH “Tenente Maximia-
            empregou  um  efetivo  de  mais  de  as Operações de Assistência Hospi-  no”; e
            1.000 militares e disponibilizou 200  talar à População Ribeirinha, que se   •   No  9º  Distrito  Naval  (Oeste
            leitos, além de uma Unidade de Te-  traduzem  em  verdadeiros  aconteci-  Amazônico):  NAsH  “Oswaldo
            rapia Intensiva (UTI) completa.   mentos na vida das comunidades ca-     Cruz”, NAsH “Carlos Chagas”,
               Na operação “Abrigo Pelo Mar”,  rentes ao longo dos rios.             NAsH  “Doutor  Montenegro”  e
            a MB colocou, à disposição dos ha-   Com  a  chegada  dos  Navios  de    NAsH “Soares de Meirelles”
            bitantes  do  litoral  norte  paulista,
            28 profissionais de saúde de diver-
            sas  especialidades,  como  ortope-  NAsH “Tenente Maximiano” atendendo ribeirinhos do Pantanal
            dia,  cirurgia  geral,  enfermagem  e
            odontologia.  Paralelamente,  aero-
            naves embarcadas foram emprega-
            das para reconhecimento, transpor-
            te de materiais e equipes técnicas,
            além de evacuação aeromédica, to-
            talizando 100 horas de voo.
               A  chegada  do  navio  permitiu  a
            criação de uma estrutura hospitalar,
            que reforçou o atendimento médico
            aos desabrigados, de forma a desa-
            fogar o sistema de saúde da região,
            que priorizava casos mais graves.
               “O  complexo  hospitalar  do  na-
            vio possui um centro cirúrgico, uma
            UTI,  e  leitos  disponíveis  para  pa-
            cientes. Ou seja, o navio tem grande
            capacidade de atendimento em si-
            tuações de catástrofes, como acon-
            teceu em fevereiro. Neste caso de
            São  Sebastião,  como  as  estra-
            das estavam bloqueadas e o aces-
            so mais fácil era pelo mar, o navio
            foi empregado e pôde prestar todo
            apoio a quem necessitava de aten-
            dimento",  destacou  o  Comandan-
            te do Navio-Aeródromo Multipropó-
            sito  (NAM)  “Atlântico”,  Capitão  de
            Mar e Guerra Eugênio Campos Hu-
            guenin.




                    CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA
                    CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA                                                        25
                                                                                                              25
   20   21   22   23   24   25   26   27   28   29   30