Page 41 - Revista Nomar
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A atuação dos navios que
constituíram a Primeira Esqua-
dra foi fundamental para a con-
solidação da independência,
assim como a integridade e uni-
dade do vasto território que for-
mava a jovem nação.
Em condições de atuar com
mobilidade e flexibilidade em um
curto espaço de tempo, a nas-
cente Esquadra brasileira cum-
priu sua missão de consolidar a
Independência, promulgada em 7
de setembro de 1822, mantendo
a soberania brasileira sobre todo
o território. Desde as Guerras de
Independência até a atualidade,
a Marinha tem figurado como
instituição essencial para o país.
A Marinha, por meio de sua Es-
Combate de 4 de maio de 1823 – Trajano Augusto de Carvalho / 1938. Acervo DPHDM. quadra, foi, e continua sendo,
capaz de negar o uso do mar às
forças navais inimigas e prote-
bra”. Comandando o Brigue Ma- tar dos portugueses foram baixan- ger diferentes pontos do nosso
ranhão, Grenfell entregou cartas do. Após a tentativa fracassada da extenso litoral e a comunicação
do Primeiro-Almirante Cochrane à Força Naval portuguesa em rom- destes com o exterior, permitin-
Junta Governativa do Pará, comu- per o bloqueio naval brasileiro, o do uma navegação segura em
nicando a adesão do Maranhão à desabastecimento provocado pelo nossas águas
Independência e o bloqueio naval cerco resultou na rendição do efe- Podemos assim continuar as
a capital Belém. Em 15 de agosto tivo português em 18 de novembro comemorações do Bicentená-
de 1823, a Província do Pará tam- de 1823.Não havendo outra saída rio da Independência do Brasil
bém declarava sua adesão ao Im- senão negociar, os portugueses enaltecendo a importância da
pério do Brasil. acordaram em entregar Montevi- formação e atuação da Primeira
Outro grande foco de resis- déu a Lecor em troca da evacua-
tência à independência do Brasil ção de todo contingente português Esquadra brasileira e de todo o
pessoal militar e civil da nossa
situava-se ao sul, na então cha- do território brasileiro. Caía assim Marinha do Brasil que segue de-
mada província Cisplatina. Último o último reduto de resistência à fendendo os interesses do Brasil
reduto da resistência portuguesa, independência e união das provín- e de todos os brasileiros
a cidade de Montevidéu, contro- cias ao Império do Brasil.
lada pelos militares favoráveis á
Portugal, estava sitiada por tro- Combate de Montevidéu – Trajano Augusto de Carvalho / 1938.
pas leais ao Império do Brasil,
comandadas pelo General Carlos
Frederico Lecor. Desde março de
1823 as Forças Navais brasileiras,
sob o comando do Capitão de Mar
e Guerra Pedro Antônio Nunes, já
bloqueavam a cidade.
As tropas fiéis às Cortes de Lis-
boa em Montevidéu, juntamente
com as de Salvador, articulavam
estratégias para neutralizar as
ações de união favoráveis ao Im-
pério brasileiro. Naquela região
ainda havia o cenário de Montevi-
déu cair nas mãos de Buenos Ai-
res, capital das Províncias Unidas
do Rio da Prata.
Contudo, com a queda das re-
sistências em Salvador, juntamen-
te com as de São Luís do Maranhão
e Belém do Pará, o ânimo para lu-
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