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Interoperabilidade entre as Forças Armadas na Operação "Poseidon"
Cisplatina, tornando-se um fator crucial nho, e a “Guinex-I”, realizada no período coordenação de elementos materiais,
na manutenção da integralidade terri- de agosto a outubro, na área marítima da natureza e de organizações diferen-
torial brasileira e para a consolidação do Golfo da Guiné, em apoio à Política tes. O estudo das guerras e conflitos
do próprio processo de Independência Externa nacional e contribuindo para mais recentes, porém, demonstra que,
do Brasil. Destaca-se, em seguida, a o incremento da Segurança Marítima apesar de bem-sucedidas ações isola-
participação da Esquadra na Guerra da em nosso Entorno Estratégico. No que das de FA, as grandes vitórias foram
Tríplice Aliança, a qual exigiu um enor- diz respeito ao incremento de nossas alcançadas por meio de ações ade-
me sacrifício por conta das dificuldades capacidades, destaco a homologação quadamente integradas de forças na-
logísticas enfrentadas, numa região in- do Navio-Aeródromo Multipropósito vais, terrestres e aéreas. Os conflitos
salubre e com meios inadequados para “Atlântico” e a qualificação de nossos atuais tendem a ser limitados – não
a operação em águas fluviais. Foi o esquadrões de aeronaves para Opera- declarados, convencionais ou não – e
primeiro conflito que envolveu o recru- ções Aéreas com equipamentos de vi- de duração imprevisível. As ameaças
tamento em todas as regiões do país, são noturna; a criação do 1° Esquadrão são fluidas, difusas e também impre-
representando o surgimento do espí- de Aeronaves Remotamente Pilotadas; visíveis. Tudo isso exige que o preparo
rito de nacionalidade brasileira num o recebimento da 1ª aeronave AH-15B, das FA seja baseado em capacidades,
enfrentamento a um inimigo externo. que consiste da versão operacional das significando isto dispor de forças mili-
A participação da Esquadra Brasileira aeronaves H-225M; a incorporação da tares habilitadas para atuar de forma
nas Grandes Guerras Mundiais, por sua Base de Submarinos da Ilha da Madeira conjunta, dotadas de flexibilidade, ver-
vez, possibilitou a inserção do Brasil no e a transferência do Comando da Força satilidade e mobilidade.
Conserto das Nações, além de trazer de Submarinos para o Complexo Naval As operações militares de grande
aprendizados como a importância do de Itaguaí, em julho. envergadura têm demandado o empre-
controle de áreas marítimas, assimi- go de elementos pertencentes a mais
lação de novas técnicas de combate e Falando em operações, qual é a impor- de uma Força Armada. Para tal, as
intensificação da mentalidade de pro- tância e as vantagens de promover a Forças Singulares necessitam somar
fissionalização da Força. interoperabilidade entre as Forças Ar- esforços, compatibilizar procedimen-
madas, como ocorrido nas Operações tos e integrar as ações, de forma a se
Neste ano, o ComemCh atingiu expres- “Urano” e “Poseidon”? obter maior efetividade na execução
sivas marcas em suas ações, como a Houve época em que a simplicida- das Operações Conjuntas. Falando es-
conclusão do Projeto Fênix, e em suas de das guerras permitia que vitórias pecificamente das operações “Urano” e
operações, a exemplo da “Aderex” e da fossem obtidas pela ação de somente “Poseidon”, verifica-se que elas visam à
“Tridente”. Quais outras realizações o uma Força Armada (FA). O sucesso es- maximização das capacidades das de-
senhor pode destacar? tava mais ligado à liderança de deter- mais Forças Singulares, ao habilitá-las
No campo das Operações, podemos minado comandante, à diferença entre a explorar duas características básicas
também destacar os dois exercícios de os efetivos, ao emprego da massa e da Marinha: a mobilidade e a perma-
Lançamento de Armas, ocorridos em ju- à bravura pessoal do que à judiciosa nência. Quando necessário, os Navios
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